Deprecated: Function eregi_replace() is deprecated in /home/canao297/public_html/revistacanavieiros.com.br/area_publica/comandos/ComandoVerColuna.php on line 41

Deprecated: Function eregi_replace() is deprecated in /home/canao297/public_html/revistacanavieiros.com.br/area_publica/comandos/ComandoVerColuna.php on line 69
Acordo de Paris e os reflexos para o Setor Sucroenergético
Juliano Bortoloti

Advogado

Juliano

Bortoloti

Advogado da Canaoeste

julianobortoloti@canaoeste.com.br

Acordo de Paris e os reflexos para o Setor Sucroenergético

 
08/01/2016

O Acordo de Paris é um documento resultante da 21ª da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), assinado por 195 países (entre eles o Brasil) em 12 de dezembro de 2015, sendo, portanto, vinculante para os subscritores e propõe, sucintamente, a criação de um fundo de ao menos de US$ 100 bilhões por ano para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.
Trata-se do primeiro marco jurídico na luta dos países contra o aquecimento global causado pelo modelo atual de industrialização mundial. Por este acordo, as nações terão que organizar estratégias para limitar o aumento médio da Terra a 1,5°C até o ano de 2100 de nossa era Cristã.
Pelo seu texto, os países terão que construir um modelo de neutralidade de emissões de gases efeito estufa, ou seja, captar da atmosfera todos os gases que forem emitidos pelo seu sistema produtivo, através de florestas ou com outros diversos mecanismos de captura de carbono.
É aí que o setor sucroenergético nacional ganha novo “status”, pois produz energia renovável apta para auxiliar a diminuição de emissão de gases efeito estufa, seja através da produção de etanol, em substituição aos combustíveis fósseis, seja na cogeração de energia elétrica através do bagaço da cana, seja através da enorme captação de carbono da atmosfera através do processo de crescimento da cana-de-açúcar, a principal matéria-prima do setor.
O Brasil, por exemplo, apresentou a sua intenção de que pretende atingir a participação de 18% de biocombustíveis na matriz energética até 2030. Segundo Elizabeth Farina, presidente da UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), que participou de um debate no dia 07 de dezembro, na sobredita Conferência Climática das Nações Unidas, “isto demandaria um consumo anual de 50 bilhões de litros de etanol para fins carburantes” (Fonte: UNICA, 8/12/2015).
A executiva acrescentou também que “A produção de cana-de-açúcar no Brasil é uma das atividades mais sustentáveis do agronegócio mundial, e o etanol produzido é capaz de reduzir as emissões em até 90%, se comparado à gasolina. Se a meta proposta de 50 bilhões de litros anuais for atingida, até 2030 teremos reduzido as emissões em 1,15 bilhão de toneladas de CO2. Apenas para colocar este número em perspectiva, isto representaria duas vezes o total de emissões de gases de efeito estufa emitido por um país do porte da China”.
Portanto, veja que o setor sucroenergético ganha relevância enorme para contribuir com a diminuição dos gases “efeito estufa”, seja através da maior produção de etanol, combustível renovável e menos poluente em relação aos combustíveis fósseis (diesel e gasolina), seja através da captura de gases “efeito estufa” que sua área agrícola representa no decorrer da produção da cana-de-açúcar.
O mundo já deu mostras do caminho que irá trilhar para amenizar o aquecimento global, bastando ao Governo brasileiro apenas sinalizar os rumos que irá tomar com relação ao setor sucroenergético, para que este volte a figurar como importante ator não apenas na seara econômica, mas agora, mais do que antes, na ambiental.
O Acordo de Paris é um documento resultante da 21ª da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), assinado por 195 países (entre eles o Brasil) em 12 de dezembro de 2015, sendo, portanto, vinculante para os subscritores e propõe, sucintamente, a criação de um fundo de ao menos de US$ 100 bilhões por ano para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.
Trata-se do primeiro marco jurídico na luta dos países contra o aquecimento global causado pelo modelo atual de industrialização mundial. Por este acordo, as nações terão que organizar estratégias para limitar o aumento médio da Terra a 1,5°C até o ano de 2100 de nossa era Cristã.
Pelo seu texto, os países terão que construir um modelo de neutralidade de emissões de gases efeito estufa, ou seja, captar da atmosfera todos os gases que forem emitidos pelo seu sistema produtivo, através de florestas ou com outros diversos mecanismos de captura de carbono.
É aí que o setor sucroenergético nacional ganha novo “status”, pois produz energia renovável apta para auxiliar a diminuição de emissão de gases efeito estufa, seja através da produção de etanol, em substituição aos combustíveis fósseis, seja na cogeração de energia elétrica através do bagaço da cana, seja através da enorme captação de carbono da atmosfera através do processo de crescimento da cana-de-açúcar, a principal matéria-prima do setor.
O Brasil, por exemplo, apresentou a sua intenção de que pretende atingir a participação de 18% de biocombustíveis na matriz energética até 2030. Segundo Elizabeth Farina, presidente da UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), que participou de um debate no dia 07 de dezembro, na sobredita Conferência Climática das Nações Unidas, “isto demandaria um consumo anual de 50 bilhões de litros de etanol para fins carburantes” (Fonte: UNICA, 8/12/2015).
A executiva acrescentou também que “A produção de cana-de-açúcar no Brasil é uma das atividades mais sustentáveis do agronegócio mundial, e o etanol produzido é capaz de reduzir as emissões em até 90%, se comparado à gasolina. Se a meta proposta de 50 bilhões de litros anuais for atingida, até 2030 teremos reduzido as emissões em 1,15 bilhão de toneladas de CO2. Apenas para colocar este número em perspectiva, isto representaria duas vezes o total de emissões de gases de efeito estufa emitido por um país do porte da China”.
Portanto, veja que o setor sucroenergético ganha relevância enorme para contribuir com a diminuição dos gases “efeito estufa”, seja através da maior produção de etanol, combustível renovável e menos poluente em relação aos combustíveis fósseis (diesel e gasolina), seja através da captura de gases “efeito estufa” que sua área agrícola representa no decorrer da produção da cana-de-açúcar.
O mundo já deu mostras do caminho que irá trilhar para amenizar o aquecimento global, bastando ao Governo brasileiro apenas sinalizar os rumos que irá tomar com relação ao setor sucroenergético, para que este volte a figurar como importante ator não apenas na seara econômica, mas agora, mais do que antes, na ambiental.

Fonte: Revista Canavieiros - ed. 114

Acordo de Paris e os reflexos para o Setor Sucroenergético

08/01/2016

O Acordo de Paris é um documento resultante da 21ª da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), assinado por 195 países (entre eles o Brasil) em 12 de dezembro de 2015, sendo, portanto, vinculante para os subscritores e propõe, sucintamente, a criação de um fundo de ao menos de US$ 100 bilhões por ano para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.
Trata-se do primeiro marco jurídico na luta dos países contra o aquecimento global causado pelo modelo atual de industrialização mundial. Por este acordo, as nações terão que organizar estratégias para limitar o aumento médio da Terra a 1,5°C até o ano de 2100 de nossa era Cristã.
Pelo seu texto, os países terão que construir um modelo de neutralidade de emissões de gases efeito estufa, ou seja, captar da atmosfera todos os gases que forem emitidos pelo seu sistema produtivo, através de florestas ou com outros diversos mecanismos de captura de carbono.
É aí que o setor sucroenergético nacional ganha novo “status”, pois produz energia renovável apta para auxiliar a diminuição de emissão de gases efeito estufa, seja através da produção de etanol, em substituição aos combustíveis fósseis, seja na cogeração de energia elétrica através do bagaço da cana, seja através da enorme captação de carbono da atmosfera através do processo de crescimento da cana-de-açúcar, a principal matéria-prima do setor.
O Brasil, por exemplo, apresentou a sua intenção de que pretende atingir a participação de 18% de biocombustíveis na matriz energética até 2030. Segundo Elizabeth Farina, presidente da UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), que participou de um debate no dia 07 de dezembro, na sobredita Conferência Climática das Nações Unidas, “isto demandaria um consumo anual de 50 bilhões de litros de etanol para fins carburantes” (Fonte: UNICA, 8/12/2015).
A executiva acrescentou também que “A produção de cana-de-açúcar no Brasil é uma das atividades mais sustentáveis do agronegócio mundial, e o etanol produzido é capaz de reduzir as emissões em até 90%, se comparado à gasolina. Se a meta proposta de 50 bilhões de litros anuais for atingida, até 2030 teremos reduzido as emissões em 1,15 bilhão de toneladas de CO2. Apenas para colocar este número em perspectiva, isto representaria duas vezes o total de emissões de gases de efeito estufa emitido por um país do porte da China”.
Portanto, veja que o setor sucroenergético ganha relevância enorme para contribuir com a diminuição dos gases “efeito estufa”, seja através da maior produção de etanol, combustível renovável e menos poluente em relação aos combustíveis fósseis (diesel e gasolina), seja através da captura de gases “efeito estufa” que sua área agrícola representa no decorrer da produção da cana-de-açúcar.
O mundo já deu mostras do caminho que irá trilhar para amenizar o aquecimento global, bastando ao Governo brasileiro apenas sinalizar os rumos que irá tomar com relação ao setor sucroenergético, para que este volte a figurar como importante ator não apenas na seara econômica, mas agora, mais do que antes, na ambiental.
O Acordo de Paris é um documento resultante da 21ª da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 21), assinado por 195 países (entre eles o Brasil) em 12 de dezembro de 2015, sendo, portanto, vinculante para os subscritores e propõe, sucintamente, a criação de um fundo de ao menos de US$ 100 bilhões por ano para limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais.
Trata-se do primeiro marco jurídico na luta dos países contra o aquecimento global causado pelo modelo atual de industrialização mundial. Por este acordo, as nações terão que organizar estratégias para limitar o aumento médio da Terra a 1,5°C até o ano de 2100 de nossa era Cristã.
Pelo seu texto, os países terão que construir um modelo de neutralidade de emissões de gases efeito estufa, ou seja, captar da atmosfera todos os gases que forem emitidos pelo seu sistema produtivo, através de florestas ou com outros diversos mecanismos de captura de carbono.
É aí que o setor sucroenergético nacional ganha novo “status”, pois produz energia renovável apta para auxiliar a diminuição de emissão de gases efeito estufa, seja através da produção de etanol, em substituição aos combustíveis fósseis, seja na cogeração de energia elétrica através do bagaço da cana, seja através da enorme captação de carbono da atmosfera através do processo de crescimento da cana-de-açúcar, a principal matéria-prima do setor.
O Brasil, por exemplo, apresentou a sua intenção de que pretende atingir a participação de 18% de biocombustíveis na matriz energética até 2030. Segundo Elizabeth Farina, presidente da UNICA (União da Indústria da Cana-de-Açúcar), que participou de um debate no dia 07 de dezembro, na sobredita Conferência Climática das Nações Unidas, “isto demandaria um consumo anual de 50 bilhões de litros de etanol para fins carburantes” (Fonte: UNICA, 8/12/2015).
A executiva acrescentou também que “A produção de cana-de-açúcar no Brasil é uma das atividades mais sustentáveis do agronegócio mundial, e o etanol produzido é capaz de reduzir as emissões em até 90%, se comparado à gasolina. Se a meta proposta de 50 bilhões de litros anuais for atingida, até 2030 teremos reduzido as emissões em 1,15 bilhão de toneladas de CO2. Apenas para colocar este número em perspectiva, isto representaria duas vezes o total de emissões de gases de efeito estufa emitido por um país do porte da China”.
Portanto, veja que o setor sucroenergético ganha relevância enorme para contribuir com a diminuição dos gases “efeito estufa”, seja através da maior produção de etanol, combustível renovável e menos poluente em relação aos combustíveis fósseis (diesel e gasolina), seja através da captura de gases “efeito estufa” que sua área agrícola representa no decorrer da produção da cana-de-açúcar.
O mundo já deu mostras do caminho que irá trilhar para amenizar o aquecimento global, bastando ao Governo brasileiro apenas sinalizar os rumos que irá tomar com relação ao setor sucroenergético, para que este volte a figurar como importante ator não apenas na seara econômica, mas agora, mais do que antes, na ambiental.