Marcos Fava Neves

Economista

Marcos

Fava Neves

professor titular de planejamento e estratégia na FEA/USP Campus Ribeirão Preto e coordenador científico do Markestrat.

revistacanavieiros@revistacanavieiros.com.br

O que acontece com nosso agro?

 
07/07/2017

O que acontece com nosso agro?
A estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) de junho para a safra de grãos 2016/2017 agora está em 234,3 milhões de toneladas, 25,6% a mais que as 186,6 milhões de toneladas de 2015/16. A área cultivada agora é de 60,5 milhões de hectares;
Na soja, a nova estimativa, apenas um mês após, aumenta em quase 1 milhão de toneladas, passando agora para 113,93 milhões. A safra que termina é quase 20% maior que a anterior, de 95,4 milhões. Vejam que interessante: em apenas um ano agricultores expandiram a produção de soja em 18,5 milhões de toneladas usando 1,9% a mais de área. Medalha de ouro ao sojicultor e agradecimentos a São Pedro; 
Também no milho a nova estimativa trás 1 milhão de toneladas a mais que a anterior, passando para 93,83 milhões (30,3 na primeira safra e 63,5 na segunda). Isto representa absurdos 41% a mais que a safra anterior, pois ano passado o clima atrapalhou muito e neste ano ajudou. Fico pensando para escoar este milho todo, capacidades portuárias, frangos e suínos para consumirem. Exportações de milho podem bater recorde de mais de 32 milhões de toneladas na safra 2016/17 de acordo com a Agroconsult, colocando pressão na logística de fretes terrestres, marítimos e portos; 
Também no arroz subimos 14,4%, indo para 12,1 milhões de toneladas. Vem por aí também um mundo de algodão, com aumento de 15,4% sobre a safra anterior, tendo agora 1,488 milhão de toneladas de pluma;
As estimativas da Conab neste ano estão servindo como um choque mensal de motivação. Em relação aos preços destas commodities, em dólar praticamente andamos de lado, mas em reais a desvalorização cambial deu algum fôlego. Devem ficar como estão a menos que a partir de agora o “Saint Peter” atue nos EUA atrapalhando o desenvolvimento;
Foi lançado o plano safra 2017/18 que trará 190,25 bilhões de reais para o agronegócio. São 150,25% para custeio e comercialização (116,25 bilhões com juros controlados e o restante com juros livre). Para o custeio os juros caíram de 8,5% e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%. Para armazéns a taxa cai para 6,5% ao ano. Como pontos positivos está a volta de apoio a renovação de canaviais, aumento do Moderfrota e recursos para seguro rural. Estima-se que o crédito rural represente cerca de um terço do necessário pela agricultura. O volume é praticamente o mesmo do ano passado e a taxa de juros um pouco menor. Poderia ser alocado mais para gerar valor e renda no Brasil, mas temos que entender que o cobertor está curto devido à má gestão que tivemos nas últimas décadas por estas terras;
Na arena internacional, vale destacar que continuam diálogos entre o Brasil e o México para ampliar o comércio de grãos, principalmente importações de milho e soja do Brasil, visando reduzir sua dependência dos EUA e suas novas turbulências. O México importa quase 15 milhões de toneladas de milho por ano, e cerca de 4,3 milhões de toneladas de soja. Seria muito bom termos o México como um grande cliente do Brasil ainda mais exportando pelo eixo norte do país;
Uma preocupação em relação aos fretes no futuro vem da OMI (Organização Marítima Internacional) da ONU (Organização das Nações Unidas) que estabeleceu limite máximo na quantidade de enxofre no óleo diesel marítimo em 2020 em 0,5% contra 3,5% agora, o que deve pressionar por uso de combustível de melhor qualidade, devendo aumentar os custos do frete marítimo para as commodities e os preços de outros combustíveis;
Dr. Evaristo Miranda da Embrapa trouxe importantes números sobre a preservação ambiental. O Brasil tem 66% de seu território recoberto por vegetação nativa. A produção de grãos ocupa 9% do território nacional, sendo que 20,5% das áreas das fazendas são de vegetação nativa. Somando-se pastagens nativas, a área conservada do Brasil chega a 75% do território. O Brasil é um país, comparativamente aos demais, extremamente ambiental, faltando um pouco mais de reconhecimento dos ambientalistas;
Enfim, nada de grandes novidades no agro deste mês a não ser a expectativa de safra bem maior.
O que acontece com a nossa cana?
Na primeira quinzena de maio foram processadas 38,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 3,6% a menos que em 2016/17, de acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar); 
Desde o início da safra processamos 80,3 milhões de toneladas, 26,3% a menos que o mesmo período de 2016/17. Foram produzidas 3,9 milhões de toneladas de açúcar, redução de 26%; 1,1 bilhão de litros de etanol anidro, queda de 28%, e 2 bilhões de litros de etanol hidratado, redução de 30,5%;
O clima aparentemente ajudou um pouco neste mês, mantendo as projeções ao redor de 585 milhões de toneladas (3,65% menor) com produção de açúcar de 35,2 milhões de toneladas (1,2% menor) e de 24,7 bilhões de litros (3,71% menor), isto tudo para uma capacidade de moagem no Centro-Sul ao redor de 630 milhões de toneladas. 
O que acontece com nosso açúcar?
O mês no açúcar não foi bom pelo conjunto de notícias que ajudou a derrubar as cotações mais do que eu acreditava. Vamos aos fatos:
Fatores como a entrega física de açúcar por um grande produtor em março, câmbio (movimento de desvalorizaçãoo do real derruba os preços do açúcar), expectativas de aumentos de produções em concorrentes, redução em 5,4% do preço da gasolina (mesmo com desvalorização do real), organizações (fundos) que investiram esperando valorização, elevação do imposto de importação na China (a taxa além da cota de 1,95 milhão de toneladas por ano foi elevada de 50% para 95%) e o consumo de hidratado que não reage como deveria;
Preço chegou a ser o menor em 20 meses, tocando 13,74 cents por libra peso. De acordo com a Archer Consulting, o valor do início de junho (R$ 1.027 por tonelada) é o menor desde setembro de 2015. E pensar que neste ano já tivemos 21,49 cents (06/02) quando bons analistas e alguns sortudos aproveitaram para vender;
Copersucar já acredita em queda na produção de açúcar na safra 2017/18  devidos aos preços baixos e etanol mais competitivo. De 36 milhões, esperam agora 35,5 milhões de toneladas. Quanto maior a distância em relação ao porto, mais a conversão para etanol tem sido observada. Esperam também mudança no superavit de 2 a 3 milhões de toneladas, a depender deste movimento que já alertei na coluna de maio, para menor. Tal como a Copersucar, a Archer acredita que a produção de açúcar pode ser 1,5 milhão de toneladas menor;
Para a Datagro, a produção global de açúcar em 2017/2018 passa de um deficit de 200 mil toneladas para 640 mil toneladas de superavit. Também caiu o deficit do ciclo 2016/2017, de 7,85 milhões para 6,78 milhões de toneladas, devido ao aumento de produção na Índia (de 19,2 milhões para 20,5 milhões de toneladas em 16/17 e 23,5 milhões para 24,2 milhões em 17/18. Produção também cresceu na China de 9,8 milhões para 10,47 milhões. Também deve aumentar o açúcar europeu de beterraba, puxado pela Ucrânia;
A OIA (Organização Internacional do Açúcar) mudou sua projeção para o deficit global da commodity na safra 2016/2017 para 6,465 milhões de toneladas, superior ao último relatório que esperava 5,869 milhões de toneladas. A produção deve ser de 165,928 milhões de toneladas (0,3% maior) e o consumo de 172,393 milhões de toneladas (1,22% maior). Em relação a 2017/18 acreditam em superavit de 3 milhões de toneladas, que deve ser mantido também em 2018/19. Como sempre digo que “preço muito bom não é bom” vamos colher agora os resultados dos excelentes preços em alguns momentos de 2016;
Porém, o Rabobank aposta em preços maiores até o final deste ano devido aos fundos de investimentos, pois acredita que os preços estão baixos demais observando a relação entre estoque e consumo;
Maio foi muito bom para as exportações. Enviamos 2,440 milhões de toneladas de açúcar (bruto e refinado), o que representa um crescimento de 50,4% sobre o mês anterior e 21,3% acima de maio de 2016. Entraram US$ 1,036 bilhão, 43,2% a mais que os US$ 723,7 milhões de abril e quase 55% maior que os US$ 671 milhões de maio passado. Até o final de maio, o volume total vendido (acumulado do ano) atingiu 9,693 milhões de toneladas (cerca de 1,5% a menos), mas a receita está 40,5% maior, atingindo US$ 4,239 bilhões;
Ponto negativo para nós foi a estimativa da Unica, estimando que a taxação da China pode reduzir as exportações do Brasil em 800 mil toneladas de açúcar neste ano e também o acordo entre os governos de Estados Unidos e México que permite a este continuar vender açúcar aos EUA. Porém o México terá que alterar a proporção de 50% para 30% de açúcar refinado nas vendas totais, permitindo mais refino nos EUA. Os preços mínimos e nível de pureza também aumentaram;
Minha leitura está alinhada com o Rabobank, de preços maiores para o açúcar em breve e uma média de preços entre 16 a 17 cents/libra peso nesta safra, a menos que o Petróleo caia mais e não consigamos escoar mais cana via hidratado, o que neste momento não é minha aposta.
O que acontece com nosso etanol?
Foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara Federal uma proposta que permite aos municípios colocarem uma CIDE municipal para custear transporte público. Falta agora ser aprovada pelo plenário, portanto pode ter chances de nos municípios canavieiros, ela ser aplicada apenas para a gasolina, ajudando no consumo de hidratado; 
A queda nos preços do açúcar e a possibilidade do Brasil fazer mais etanol já afeta as expectativas com exportações do etanol de milho dos EUA, mostrando como as coisas são inter-relacionadas no complexo agronegócio mundial;
A Nissan conclui neste mês um primeiro momento de testes do projeto e-Bio Fuel Cell, o carro elétrico que usa etanol com fonte geradora de hidrogênio que é transformado em eletricidade. Mas a empresa crê que apenas após 2020 esta tecnologia estará disponível, o que foi triste, pois achava que poderia vir antes;
Um caso de sucesso é o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, segundo estudo apresentado pela Secretaria do Meio Ambiente contribuiu reduzindo praticamente 10 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente entre as safras 2006/07 e 2016/17. Também deixamos de lançar 56 milhões de toneladas de poluentes, entre eles o CO2 (monóxido de carbono). O número de colhedoras saltou de 753 em 2006/07 para 3000 em 2016/17. A queima hoje está restrita a apenas 2,5% do território paulista com cana. Trata-se de um presente dado pelo setor à sociedade paulista, praticamente sem cobrar;
Finalmente foi atingido o limite de etanol que pode ser produzido a partir do milho nos EUA desde que a lei passou no congresso em 2007, que estipulou 15 bilhões de galões em 2017. Como a lei coloca que devem ser produzidos 36 bilhões de galões até 2022, outros tipos de biocombustíveis tem que acelerar o passo para atingir esta produção até lá, o que não vem acontecendo. Para crescer, a indústria de etanol dos EUA precisa das exportações e do crescimento de combustíveis que levem mais etanol, como o E85; 
Os preços do petróleo, que mês passado foram favoráveis ao etanol por terem subido, voltaram a cair, mesmo com anúncios de corte da produção feitos pela OPEP. Esta variável vem atrapalhando bem a cana nos últimos 30 dias; 
O preço no mercado interno, de acordo com o CEPEA ficou em R$ 77,52 a saca de 50 quilos, queda de 0,15%;
Estranhou o momento onde a Petrobras abaixou o preço da gasolina, justificada por uma necessidade de recuperação de participação de mercado, pois as importações de diesel e gasolina aumentaram bastante em seus concorrentes em detrimento às compras nas refinarias da empresa, trazendo com isto maior ociosidade nos ativos de refino da empresa. Pela ANP, as importações de diesel saltaram 47% no bimestre, motivadas por um prêmio de 16,4% e de quase 3% na gasolina. Esta queda atrapalhou o retorno do hidratado; 
A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) publicou sua nova análise dos próximos 10 anos no Brasil. Entre as principais conclusões estão uma queda de participação de mercado da Petrobrás na produção nacional de petróleo de 78% para 70% até 2026 e nossa produção deve dobrar para algo entre 4,7 milhões e 5 milhões de barris diários em 2026;
Na visão da EPE a demanda (Ciclo Otto) não acompanha a oferta pois crescerá apenas 9,25% até 2026 e o Brasil passará a exportar 1,5 milhão a 2 milhões de barris/dia. A boa notícia é o aumento na participação do hidratado dos atuais 30% para 46% em 2026, com expansão de uma a duas novas usinas por ano à partir de 2021. A EPE está mais verde recentemente;
Fechando, o etanol hidratado precisa recuperar espaço no mercado para ajudar no preço do açúcar. Continuo crendo que como temos menos cana e a economia começa a dar sinais de vida, eu não venderia agora. 
Haja Limão 
Os depoimentos das propinas pagas a diversos agentes públicos são estarrecedores. E não encontram fim, tomando nosso tempo de notícias e nossa paciência. Recursos que foram retirados da saúde, da educação, da segurança pública, da infraestrutura e outras áreas, penalizando o povo brasileiro e matando pessoas. Acho que vocês tal como eu, imaginavam corrupção, mas não nesta magnitude que estamos conhecendo agora. Lembrando o ex-presidente Lula e sua frase célebre, a corrupção atingiu um estágio “como nunca antes visto na história deste país”. E é bem propício neste caso usar frase dele, como um grande catalisador deste processo. Agora o foco está em aprovar as reformas e fazer a assepsia em outubro de 2018.  
Marcos Fava Neves é Professor Titular da FEA/USP, Campus de Ribeirão Preto. Em 2013 foi Professor Visitante Internacional da Purdue University (EUA) e desde 2006 é Professor Visitante Internacional da Universidade de Buenos Aires e Membro do Conselho da Orplana.
O que acontece com nosso agro?
A estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) de junho para a safra de grãos 2016/2017 agora está em 234,3 milhões de toneladas, 25,6% a mais que as 186,6 milhões de toneladas de 2015/16. A área cultivada agora é de 60,5 milhões de hectares;
Na soja, a nova estimativa, apenas um mês após, aumenta em quase 1 milhão de toneladas, passando agora para 113,93 milhões. A safra que termina é quase 20% maior que a anterior, de 95,4 milhões. Vejam que interessante: em apenas um ano agricultores expandiram a produção de soja em 18,5 milhões de toneladas usando 1,9% a mais de área. Medalha de ouro ao sojicultor e agradecimentos a São Pedro; 
Também no milho a nova estimativa trás 1 milhão de toneladas a mais que a anterior, passando para 93,83 milhões (30,3 na primeira safra e 63,5 na segunda). Isto representa absurdos 41% a mais que a safra anterior, pois ano passado o clima atrapalhou muito e neste ano ajudou. Fico pensando para escoar este milho todo, capacidades portuárias, frangos e suínos para consumirem. Exportações de milho podem bater recorde de mais de 32 milhões de toneladas na safra 2016/17 de acordo com a Agroconsult, colocando pressão na logística de fretes terrestres, marítimos e portos; 
Também no arroz subimos 14,4%, indo para 12,1 milhões de toneladas. Vem por aí também um mundo de algodão, com aumento de 15,4% sobre a safra anterior, tendo agora 1,488 milhão de toneladas de pluma;
As estimativas da Conab neste ano estão servindo como um choque mensal de motivação. Em relação aos preços destas commodities, em dólar praticamente andamos de lado, mas em reais a desvalorização cambial deu algum fôlego. Devem ficar como estão a menos que a partir de agora o “Saint Peter” atue nos EUA atrapalhando o desenvolvimento;
Foi lançado o plano safra 2017/18 que trará 190,25 bilhões de reais para o agronegócio. São 150,25% para custeio e comercialização (116,25 bilhões com juros controlados e o restante com juros livre). Para o custeio os juros caíram de 8,5% e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%. Para armazéns a taxa cai para 6,5% ao ano. Como pontos positivos está a volta de apoio a renovação de canaviais, aumento do Moderfrota e recursos para seguro rural. Estima-se que o crédito rural represente cerca de um terço do necessário pela agricultura. O volume é praticamente o mesmo do ano passado e a taxa de juros um pouco menor. Poderia ser alocado mais para gerar valor e renda no Brasil, mas temos que entender que o cobertor está curto devido à má gestão que tivemos nas últimas décadas por estas terras;
Na arena internacional, vale destacar que continuam diálogos entre o Brasil e o México para ampliar o comércio de grãos, principalmente importações de milho e soja do Brasil, visando reduzir sua dependência dos EUA e suas novas turbulências. O México importa quase 15 milhões de toneladas de milho por ano, e cerca de 4,3 milhões de toneladas de soja. Seria muito bom termos o México como um grande cliente do Brasil ainda mais exportando pelo eixo norte do país;
Uma preocupação em relação aos fretes no futuro vem da OMI (Organização Marítima Internacional) da ONU (Organização das Nações Unidas) que estabeleceu limite máximo na quantidade de enxofre no óleo diesel marítimo em 2020 em 0,5% contra 3,5% agora, o que deve pressionar por uso de combustível de melhor qualidade, devendo aumentar os custos do frete marítimo para as commodities e os preços de outros combustíveis;
Dr. Evaristo Miranda da Embrapa trouxe importantes números sobre a preservação ambiental. O Brasil tem 66% de seu território recoberto por vegetação nativa. A produção de grãos ocupa 9% do território nacional, sendo que 20,5% das áreas das fazendas são de vegetação nativa. Somando-se pastagens nativas, a área conservada do Brasil chega a 75% do território. O Brasil é um país, comparativamente aos demais, extremamente ambiental, faltando um pouco mais de reconhecimento dos ambientalistas;
Enfim, nada de grandes novidades no agro deste mês a não ser a expectativa de safra bem maior.

O que acontece com a nossa cana?
Na primeira quinzena de maio foram processadas 38,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 3,6% a menos que em 2016/17, de acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar); 
Desde o início da safra processamos 80,3 milhões de toneladas, 26,3% a menos que o mesmo período de 2016/17. Foram produzidas 3,9 milhões de toneladas de açúcar, redução de 26%; 1,1 bilhão de litros de etanol anidro, queda de 28%, e 2 bilhões de litros de etanol hidratado, redução de 30,5%;
O clima aparentemente ajudou um pouco neste mês, mantendo as projeções ao redor de 585 milhões de toneladas (3,65% menor) com produção de açúcar de 35,2 milhões de toneladas (1,2% menor) e de 24,7 bilhões de litros (3,71% menor), isto tudo para uma capacidade de moagem no Centro-Sul ao redor de 630 milhões de toneladas. 

O que acontece com nosso açúcar?
O mês no açúcar não foi bom pelo conjunto de notícias que ajudou a derrubar as cotações mais do que eu acreditava. Vamos aos fatos:
Fatores como a entrega física de açúcar por um grande produtor em março, câmbio (movimento de desvalorizaçãoo do real derruba os preços do açúcar), expectativas de aumentos de produções em concorrentes, redução em 5,4% do preço da gasolina (mesmo com desvalorização do real), organizações (fundos) que investiram esperando valorização, elevação do imposto de importação na China (a taxa além da cota de 1,95 milhão de toneladas por ano foi elevada de 50% para 95%) e o consumo de hidratado que não reage como deveria;
Preço chegou a ser o menor em 20 meses, tocando 13,74 cents por libra peso. De acordo com a Archer Consulting, o valor do início de junho (R$ 1.027 por tonelada) é o menor desde setembro de 2015. E pensar que neste ano já tivemos 21,49 cents (06/02) quando bons analistas e alguns sortudos aproveitaram para vender;
Copersucar já acredita em queda na produção de açúcar na safra 2017/18  devidos aos preços baixos e etanol mais competitivo. De 36 milhões, esperam agora 35,5 milhões de toneladas. Quanto maior a distância em relação ao porto, mais a conversão para etanol tem sido observada. Esperam também mudança no superavit de 2 a 3 milhões de toneladas, a depender deste movimento que já alertei na coluna de maio, para menor. Tal como a Copersucar, a Archer acredita que a produção de açúcar pode ser 1,5 milhão de toneladas menor;
Para a Datagro, a produção global de açúcar em 2017/2018 passa de um deficit de 200 mil toneladas para 640 mil toneladas de superavit. Também caiu o deficit do ciclo 2016/2017, de 7,85 milhões para 6,78 milhões de toneladas, devido ao aumento de produção na Índia (de 19,2 milhões para 20,5 milhões de toneladas em 16/17 e 23,5 milhões para 24,2 milhões em 17/18. Produção também cresceu na China de 9,8 milhões para 10,47 milhões. Também deve aumentar o açúcar europeu de beterraba, puxado pela Ucrânia;
A OIA (Organização Internacional do Açúcar) mudou sua projeção para o deficit global da commodity na safra 2016/2017 para 6,465 milhões de toneladas, superior ao último relatório que esperava 5,869 milhões de toneladas. A produção deve ser de 165,928 milhões de toneladas (0,3% maior) e o consumo de 172,393 milhões de toneladas (1,22% maior). Em relação a 2017/18 acreditam em superavit de 3 milhões de toneladas, que deve ser mantido também em 2018/19. Como sempre digo que “preço muito bom não é bom” vamos colher agora os resultados dos excelentes preços em alguns momentos de 2016;
Porém, o Rabobank aposta em preços maiores até o final deste ano devido aos fundos de investimentos, pois acredita que os preços estão baixos demais observando a relação entre estoque e consumo;
Maio foi muito bom para as exportações. Enviamos 2,440 milhões de toneladas de açúcar (bruto e refinado), o que representa um crescimento de 50,4% sobre o mês anterior e 21,3% acima de maio de 2016. Entraram US$ 1,036 bilhão, 43,2% a mais que os US$ 723,7 milhões de abril e quase 55% maior que os US$ 671 milhões de maio passado. Até o final de maio, o volume total vendido (acumulado do ano) atingiu 9,693 milhões de toneladas (cerca de 1,5% a menos), mas a receita está 40,5% maior, atingindo US$ 4,239 bilhões;
Ponto negativo para nós foi a estimativa da Unica, estimando que a taxação da China pode reduzir as exportações do Brasil em 800 mil toneladas de açúcar neste ano e também o acordo entre os governos de Estados Unidos e México que permite a este continuar vender açúcar aos EUA. Porém o México terá que alterar a proporção de 50% para 30% de açúcar refinado nas vendas totais, permitindo mais refino nos EUA. Os preços mínimos e nível de pureza também aumentaram;
Minha leitura está alinhada com o Rabobank, de preços maiores para o açúcar em breve e uma média de preços entre 16 a 17 cents/libra peso nesta safra, a menos que o Petróleo caia mais e não consigamos escoar mais cana via hidratado, o que neste momento não é minha aposta.
O que acontece com nosso etanol?
Foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara Federal uma proposta que permite aos municípios colocarem uma CIDE municipal para custear transporte público. Falta agora ser aprovada pelo plenário, portanto pode ter chances de nos municípios canavieiros, ela ser aplicada apenas para a gasolina, ajudando no consumo de hidratado; 
A queda nos preços do açúcar e a possibilidade do Brasil fazer mais etanol já afeta as expectativas com exportações do etanol de milho dos EUA, mostrando como as coisas são inter-relacionadas no complexo agronegócio mundial;
A Nissan conclui neste mês um primeiro momento de testes do projeto e-Bio Fuel Cell, o carro elétrico que usa etanol com fonte geradora de hidrogênio que é transformado em eletricidade. Mas a empresa crê que apenas após 2020 esta tecnologia estará disponível, o que foi triste, pois achava que poderia vir antes;
Um caso de sucesso é o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, segundo estudo apresentado pela Secretaria do Meio Ambiente contribuiu reduzindo praticamente 10 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente entre as safras 2006/07 e 2016/17. Também deixamos de lançar 56 milhões de toneladas de poluentes, entre eles o CO2 (monóxido de carbono). O número de colhedoras saltou de 753 em 2006/07 para 3000 em 2016/17. A queima hoje está restrita a apenas 2,5% do território paulista com cana. Trata-se de um presente dado pelo setor à sociedade paulista, praticamente sem cobrar;
Finalmente foi atingido o limite de etanol que pode ser produzido a partir do milho nos EUA desde que a lei passou no congresso em 2007, que estipulou 15 bilhões de galões em 2017. Como a lei coloca que devem ser produzidos 36 bilhões de galões até 2022, outros tipos de biocombustíveis tem que acelerar o passo para atingir esta produção até lá, o que não vem acontecendo. Para crescer, a indústria de etanol dos EUA precisa das exportações e do crescimento de combustíveis que levem mais etanol, como o E85; 
Os preços do petróleo, que mês passado foram favoráveis ao etanol por terem subido, voltaram a cair, mesmo com anúncios de corte da produção feitos pela OPEP. Esta variável vem atrapalhando bem a cana nos últimos 30 dias; 
O preço no mercado interno, de acordo com o CEPEA ficou em R$ 77,52 a saca de 50 quilos, queda de 0,15%;
Estranhou o momento onde a Petrobras abaixou o preço da gasolina, justificada por uma necessidade de recuperação de participação de mercado, pois as importações de diesel e gasolina aumentaram bastante em seus concorrentes em detrimento às compras nas refinarias da empresa, trazendo com isto maior ociosidade nos ativos de refino da empresa. Pela ANP, as importações de diesel saltaram 47% no bimestre, motivadas por um prêmio de 16,4% e de quase 3% na gasolina. Esta queda atrapalhou o retorno do hidratado; 
A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) publicou sua nova análise dos próximos 10 anos no Brasil. Entre as principais conclusões estão uma queda de participação de mercado da Petrobrás na produção nacional de petróleo de 78% para 70% até 2026 e nossa produção deve dobrar para algo entre 4,7 milhões e 5 milhões de barris diários em 2026;
Na visão da EPE a demanda (Ciclo Otto) não acompanha a oferta pois crescerá apenas 9,25% até 2026 e o Brasil passará a exportar 1,5 milhão a 2 milhões de barris/dia. A boa notícia é o aumento na participação do hidratado dos atuais 30% para 46% em 2026, com expansão de uma a duas novas usinas por ano à partir de 2021. A EPE está mais verde recentemente;
Fechando, o etanol hidratado precisa recuperar espaço no mercado para ajudar no preço do açúcar. Continuo crendo que como temos menos cana e a economia começa a dar sinais de vida, eu não venderia agora. 

Quem é o homenageado do mês? 
Todos os meses temos um grande homenageado aqui neste espaço e desta vez novamente é triste, pois perdemos um dos precursores da mecanização em cana. O australiano (quase que brasileiro) John Stanley Pearce não resistiu ao câncer e faleceu na Austrália, deixando muitas saudades e centenas de manifestações nas mídias sociais do Brasil. Siga em paz John, foi um privilégio conviver contigo e guardarei sempre momentos de alegria como este na minha casa, onde na companhia do amigo comum Fabio Balaban curtimos a vida com os derivados da cana! 
Haja Limão 
Os depoimentos das propinas pagas a diversos agentes públicos são estarrecedores. E não encontram fim, tomando nosso tempo de notícias e nossa paciência. Recursos que foram retirados da saúde, da educação, da segurança pública, da infraestrutura e outras áreas, penalizando o povo brasileiro e matando pessoas. Acho que vocês tal como eu, imaginavam corrupção, mas não nesta magnitude que estamos conhecendo agora. Lembrando o ex-presidente Lula e sua frase célebre, a corrupção atingiu um estágio “como nunca antes visto na história deste país”. E é bem propício neste caso usar frase dele, como um grande catalisador deste processo. Agora o foco está em aprovar as reformas e fazer a assepsia em outubro de 2018.  

Fonte: Marcos Fava Neves - Revista Canavieiros - Ed132 - Junho/17

O que acontece com nosso agro?

07/07/2017

O que acontece com nosso agro?
A estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) de junho para a safra de grãos 2016/2017 agora está em 234,3 milhões de toneladas, 25,6% a mais que as 186,6 milhões de toneladas de 2015/16. A área cultivada agora é de 60,5 milhões de hectares;
Na soja, a nova estimativa, apenas um mês após, aumenta em quase 1 milhão de toneladas, passando agora para 113,93 milhões. A safra que termina é quase 20% maior que a anterior, de 95,4 milhões. Vejam que interessante: em apenas um ano agricultores expandiram a produção de soja em 18,5 milhões de toneladas usando 1,9% a mais de área. Medalha de ouro ao sojicultor e agradecimentos a São Pedro; 
Também no milho a nova estimativa trás 1 milhão de toneladas a mais que a anterior, passando para 93,83 milhões (30,3 na primeira safra e 63,5 na segunda). Isto representa absurdos 41% a mais que a safra anterior, pois ano passado o clima atrapalhou muito e neste ano ajudou. Fico pensando para escoar este milho todo, capacidades portuárias, frangos e suínos para consumirem. Exportações de milho podem bater recorde de mais de 32 milhões de toneladas na safra 2016/17 de acordo com a Agroconsult, colocando pressão na logística de fretes terrestres, marítimos e portos; 
Também no arroz subimos 14,4%, indo para 12,1 milhões de toneladas. Vem por aí também um mundo de algodão, com aumento de 15,4% sobre a safra anterior, tendo agora 1,488 milhão de toneladas de pluma;
As estimativas da Conab neste ano estão servindo como um choque mensal de motivação. Em relação aos preços destas commodities, em dólar praticamente andamos de lado, mas em reais a desvalorização cambial deu algum fôlego. Devem ficar como estão a menos que a partir de agora o “Saint Peter” atue nos EUA atrapalhando o desenvolvimento;
Foi lançado o plano safra 2017/18 que trará 190,25 bilhões de reais para o agronegócio. São 150,25% para custeio e comercialização (116,25 bilhões com juros controlados e o restante com juros livre). Para o custeio os juros caíram de 8,5% e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%. Para armazéns a taxa cai para 6,5% ao ano. Como pontos positivos está a volta de apoio a renovação de canaviais, aumento do Moderfrota e recursos para seguro rural. Estima-se que o crédito rural represente cerca de um terço do necessário pela agricultura. O volume é praticamente o mesmo do ano passado e a taxa de juros um pouco menor. Poderia ser alocado mais para gerar valor e renda no Brasil, mas temos que entender que o cobertor está curto devido à má gestão que tivemos nas últimas décadas por estas terras;
Na arena internacional, vale destacar que continuam diálogos entre o Brasil e o México para ampliar o comércio de grãos, principalmente importações de milho e soja do Brasil, visando reduzir sua dependência dos EUA e suas novas turbulências. O México importa quase 15 milhões de toneladas de milho por ano, e cerca de 4,3 milhões de toneladas de soja. Seria muito bom termos o México como um grande cliente do Brasil ainda mais exportando pelo eixo norte do país;
Uma preocupação em relação aos fretes no futuro vem da OMI (Organização Marítima Internacional) da ONU (Organização das Nações Unidas) que estabeleceu limite máximo na quantidade de enxofre no óleo diesel marítimo em 2020 em 0,5% contra 3,5% agora, o que deve pressionar por uso de combustível de melhor qualidade, devendo aumentar os custos do frete marítimo para as commodities e os preços de outros combustíveis;
Dr. Evaristo Miranda da Embrapa trouxe importantes números sobre a preservação ambiental. O Brasil tem 66% de seu território recoberto por vegetação nativa. A produção de grãos ocupa 9% do território nacional, sendo que 20,5% das áreas das fazendas são de vegetação nativa. Somando-se pastagens nativas, a área conservada do Brasil chega a 75% do território. O Brasil é um país, comparativamente aos demais, extremamente ambiental, faltando um pouco mais de reconhecimento dos ambientalistas;
Enfim, nada de grandes novidades no agro deste mês a não ser a expectativa de safra bem maior.
O que acontece com a nossa cana?
Na primeira quinzena de maio foram processadas 38,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 3,6% a menos que em 2016/17, de acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar); 
Desde o início da safra processamos 80,3 milhões de toneladas, 26,3% a menos que o mesmo período de 2016/17. Foram produzidas 3,9 milhões de toneladas de açúcar, redução de 26%; 1,1 bilhão de litros de etanol anidro, queda de 28%, e 2 bilhões de litros de etanol hidratado, redução de 30,5%;
O clima aparentemente ajudou um pouco neste mês, mantendo as projeções ao redor de 585 milhões de toneladas (3,65% menor) com produção de açúcar de 35,2 milhões de toneladas (1,2% menor) e de 24,7 bilhões de litros (3,71% menor), isto tudo para uma capacidade de moagem no Centro-Sul ao redor de 630 milhões de toneladas. 
O que acontece com nosso açúcar?
O mês no açúcar não foi bom pelo conjunto de notícias que ajudou a derrubar as cotações mais do que eu acreditava. Vamos aos fatos:
Fatores como a entrega física de açúcar por um grande produtor em março, câmbio (movimento de desvalorizaçãoo do real derruba os preços do açúcar), expectativas de aumentos de produções em concorrentes, redução em 5,4% do preço da gasolina (mesmo com desvalorização do real), organizações (fundos) que investiram esperando valorização, elevação do imposto de importação na China (a taxa além da cota de 1,95 milhão de toneladas por ano foi elevada de 50% para 95%) e o consumo de hidratado que não reage como deveria;
Preço chegou a ser o menor em 20 meses, tocando 13,74 cents por libra peso. De acordo com a Archer Consulting, o valor do início de junho (R$ 1.027 por tonelada) é o menor desde setembro de 2015. E pensar que neste ano já tivemos 21,49 cents (06/02) quando bons analistas e alguns sortudos aproveitaram para vender;
Copersucar já acredita em queda na produção de açúcar na safra 2017/18  devidos aos preços baixos e etanol mais competitivo. De 36 milhões, esperam agora 35,5 milhões de toneladas. Quanto maior a distância em relação ao porto, mais a conversão para etanol tem sido observada. Esperam também mudança no superavit de 2 a 3 milhões de toneladas, a depender deste movimento que já alertei na coluna de maio, para menor. Tal como a Copersucar, a Archer acredita que a produção de açúcar pode ser 1,5 milhão de toneladas menor;
Para a Datagro, a produção global de açúcar em 2017/2018 passa de um deficit de 200 mil toneladas para 640 mil toneladas de superavit. Também caiu o deficit do ciclo 2016/2017, de 7,85 milhões para 6,78 milhões de toneladas, devido ao aumento de produção na Índia (de 19,2 milhões para 20,5 milhões de toneladas em 16/17 e 23,5 milhões para 24,2 milhões em 17/18. Produção também cresceu na China de 9,8 milhões para 10,47 milhões. Também deve aumentar o açúcar europeu de beterraba, puxado pela Ucrânia;
A OIA (Organização Internacional do Açúcar) mudou sua projeção para o deficit global da commodity na safra 2016/2017 para 6,465 milhões de toneladas, superior ao último relatório que esperava 5,869 milhões de toneladas. A produção deve ser de 165,928 milhões de toneladas (0,3% maior) e o consumo de 172,393 milhões de toneladas (1,22% maior). Em relação a 2017/18 acreditam em superavit de 3 milhões de toneladas, que deve ser mantido também em 2018/19. Como sempre digo que “preço muito bom não é bom” vamos colher agora os resultados dos excelentes preços em alguns momentos de 2016;
Porém, o Rabobank aposta em preços maiores até o final deste ano devido aos fundos de investimentos, pois acredita que os preços estão baixos demais observando a relação entre estoque e consumo;
Maio foi muito bom para as exportações. Enviamos 2,440 milhões de toneladas de açúcar (bruto e refinado), o que representa um crescimento de 50,4% sobre o mês anterior e 21,3% acima de maio de 2016. Entraram US$ 1,036 bilhão, 43,2% a mais que os US$ 723,7 milhões de abril e quase 55% maior que os US$ 671 milhões de maio passado. Até o final de maio, o volume total vendido (acumulado do ano) atingiu 9,693 milhões de toneladas (cerca de 1,5% a menos), mas a receita está 40,5% maior, atingindo US$ 4,239 bilhões;
Ponto negativo para nós foi a estimativa da Unica, estimando que a taxação da China pode reduzir as exportações do Brasil em 800 mil toneladas de açúcar neste ano e também o acordo entre os governos de Estados Unidos e México que permite a este continuar vender açúcar aos EUA. Porém o México terá que alterar a proporção de 50% para 30% de açúcar refinado nas vendas totais, permitindo mais refino nos EUA. Os preços mínimos e nível de pureza também aumentaram;
Minha leitura está alinhada com o Rabobank, de preços maiores para o açúcar em breve e uma média de preços entre 16 a 17 cents/libra peso nesta safra, a menos que o Petróleo caia mais e não consigamos escoar mais cana via hidratado, o que neste momento não é minha aposta.
O que acontece com nosso etanol?
Foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara Federal uma proposta que permite aos municípios colocarem uma CIDE municipal para custear transporte público. Falta agora ser aprovada pelo plenário, portanto pode ter chances de nos municípios canavieiros, ela ser aplicada apenas para a gasolina, ajudando no consumo de hidratado; 
A queda nos preços do açúcar e a possibilidade do Brasil fazer mais etanol já afeta as expectativas com exportações do etanol de milho dos EUA, mostrando como as coisas são inter-relacionadas no complexo agronegócio mundial;
A Nissan conclui neste mês um primeiro momento de testes do projeto e-Bio Fuel Cell, o carro elétrico que usa etanol com fonte geradora de hidrogênio que é transformado em eletricidade. Mas a empresa crê que apenas após 2020 esta tecnologia estará disponível, o que foi triste, pois achava que poderia vir antes;
Um caso de sucesso é o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, segundo estudo apresentado pela Secretaria do Meio Ambiente contribuiu reduzindo praticamente 10 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente entre as safras 2006/07 e 2016/17. Também deixamos de lançar 56 milhões de toneladas de poluentes, entre eles o CO2 (monóxido de carbono). O número de colhedoras saltou de 753 em 2006/07 para 3000 em 2016/17. A queima hoje está restrita a apenas 2,5% do território paulista com cana. Trata-se de um presente dado pelo setor à sociedade paulista, praticamente sem cobrar;
Finalmente foi atingido o limite de etanol que pode ser produzido a partir do milho nos EUA desde que a lei passou no congresso em 2007, que estipulou 15 bilhões de galões em 2017. Como a lei coloca que devem ser produzidos 36 bilhões de galões até 2022, outros tipos de biocombustíveis tem que acelerar o passo para atingir esta produção até lá, o que não vem acontecendo. Para crescer, a indústria de etanol dos EUA precisa das exportações e do crescimento de combustíveis que levem mais etanol, como o E85; 
Os preços do petróleo, que mês passado foram favoráveis ao etanol por terem subido, voltaram a cair, mesmo com anúncios de corte da produção feitos pela OPEP. Esta variável vem atrapalhando bem a cana nos últimos 30 dias; 
O preço no mercado interno, de acordo com o CEPEA ficou em R$ 77,52 a saca de 50 quilos, queda de 0,15%;
Estranhou o momento onde a Petrobras abaixou o preço da gasolina, justificada por uma necessidade de recuperação de participação de mercado, pois as importações de diesel e gasolina aumentaram bastante em seus concorrentes em detrimento às compras nas refinarias da empresa, trazendo com isto maior ociosidade nos ativos de refino da empresa. Pela ANP, as importações de diesel saltaram 47% no bimestre, motivadas por um prêmio de 16,4% e de quase 3% na gasolina. Esta queda atrapalhou o retorno do hidratado; 
A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) publicou sua nova análise dos próximos 10 anos no Brasil. Entre as principais conclusões estão uma queda de participação de mercado da Petrobrás na produção nacional de petróleo de 78% para 70% até 2026 e nossa produção deve dobrar para algo entre 4,7 milhões e 5 milhões de barris diários em 2026;
Na visão da EPE a demanda (Ciclo Otto) não acompanha a oferta pois crescerá apenas 9,25% até 2026 e o Brasil passará a exportar 1,5 milhão a 2 milhões de barris/dia. A boa notícia é o aumento na participação do hidratado dos atuais 30% para 46% em 2026, com expansão de uma a duas novas usinas por ano à partir de 2021. A EPE está mais verde recentemente;
Fechando, o etanol hidratado precisa recuperar espaço no mercado para ajudar no preço do açúcar. Continuo crendo que como temos menos cana e a economia começa a dar sinais de vida, eu não venderia agora. 
Haja Limão 
Os depoimentos das propinas pagas a diversos agentes públicos são estarrecedores. E não encontram fim, tomando nosso tempo de notícias e nossa paciência. Recursos que foram retirados da saúde, da educação, da segurança pública, da infraestrutura e outras áreas, penalizando o povo brasileiro e matando pessoas. Acho que vocês tal como eu, imaginavam corrupção, mas não nesta magnitude que estamos conhecendo agora. Lembrando o ex-presidente Lula e sua frase célebre, a corrupção atingiu um estágio “como nunca antes visto na história deste país”. E é bem propício neste caso usar frase dele, como um grande catalisador deste processo. Agora o foco está em aprovar as reformas e fazer a assepsia em outubro de 2018.  
Marcos Fava Neves é Professor Titular da FEA/USP, Campus de Ribeirão Preto. Em 2013 foi Professor Visitante Internacional da Purdue University (EUA) e desde 2006 é Professor Visitante Internacional da Universidade de Buenos Aires e Membro do Conselho da Orplana.
O que acontece com nosso agro?
A estimativa da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) de junho para a safra de grãos 2016/2017 agora está em 234,3 milhões de toneladas, 25,6% a mais que as 186,6 milhões de toneladas de 2015/16. A área cultivada agora é de 60,5 milhões de hectares;
Na soja, a nova estimativa, apenas um mês após, aumenta em quase 1 milhão de toneladas, passando agora para 113,93 milhões. A safra que termina é quase 20% maior que a anterior, de 95,4 milhões. Vejam que interessante: em apenas um ano agricultores expandiram a produção de soja em 18,5 milhões de toneladas usando 1,9% a mais de área. Medalha de ouro ao sojicultor e agradecimentos a São Pedro; 
Também no milho a nova estimativa trás 1 milhão de toneladas a mais que a anterior, passando para 93,83 milhões (30,3 na primeira safra e 63,5 na segunda). Isto representa absurdos 41% a mais que a safra anterior, pois ano passado o clima atrapalhou muito e neste ano ajudou. Fico pensando para escoar este milho todo, capacidades portuárias, frangos e suínos para consumirem. Exportações de milho podem bater recorde de mais de 32 milhões de toneladas na safra 2016/17 de acordo com a Agroconsult, colocando pressão na logística de fretes terrestres, marítimos e portos; 
Também no arroz subimos 14,4%, indo para 12,1 milhões de toneladas. Vem por aí também um mundo de algodão, com aumento de 15,4% sobre a safra anterior, tendo agora 1,488 milhão de toneladas de pluma;
As estimativas da Conab neste ano estão servindo como um choque mensal de motivação. Em relação aos preços destas commodities, em dólar praticamente andamos de lado, mas em reais a desvalorização cambial deu algum fôlego. Devem ficar como estão a menos que a partir de agora o “Saint Peter” atue nos EUA atrapalhando o desenvolvimento;
Foi lançado o plano safra 2017/18 que trará 190,25 bilhões de reais para o agronegócio. São 150,25% para custeio e comercialização (116,25 bilhões com juros controlados e o restante com juros livre). Para o custeio os juros caíram de 8,5% e 9,5% ao ano para 7,5% e 8,5%. Para armazéns a taxa cai para 6,5% ao ano. Como pontos positivos está a volta de apoio a renovação de canaviais, aumento do Moderfrota e recursos para seguro rural. Estima-se que o crédito rural represente cerca de um terço do necessário pela agricultura. O volume é praticamente o mesmo do ano passado e a taxa de juros um pouco menor. Poderia ser alocado mais para gerar valor e renda no Brasil, mas temos que entender que o cobertor está curto devido à má gestão que tivemos nas últimas décadas por estas terras;
Na arena internacional, vale destacar que continuam diálogos entre o Brasil e o México para ampliar o comércio de grãos, principalmente importações de milho e soja do Brasil, visando reduzir sua dependência dos EUA e suas novas turbulências. O México importa quase 15 milhões de toneladas de milho por ano, e cerca de 4,3 milhões de toneladas de soja. Seria muito bom termos o México como um grande cliente do Brasil ainda mais exportando pelo eixo norte do país;
Uma preocupação em relação aos fretes no futuro vem da OMI (Organização Marítima Internacional) da ONU (Organização das Nações Unidas) que estabeleceu limite máximo na quantidade de enxofre no óleo diesel marítimo em 2020 em 0,5% contra 3,5% agora, o que deve pressionar por uso de combustível de melhor qualidade, devendo aumentar os custos do frete marítimo para as commodities e os preços de outros combustíveis;
Dr. Evaristo Miranda da Embrapa trouxe importantes números sobre a preservação ambiental. O Brasil tem 66% de seu território recoberto por vegetação nativa. A produção de grãos ocupa 9% do território nacional, sendo que 20,5% das áreas das fazendas são de vegetação nativa. Somando-se pastagens nativas, a área conservada do Brasil chega a 75% do território. O Brasil é um país, comparativamente aos demais, extremamente ambiental, faltando um pouco mais de reconhecimento dos ambientalistas;
Enfim, nada de grandes novidades no agro deste mês a não ser a expectativa de safra bem maior.

O que acontece com a nossa cana?
Na primeira quinzena de maio foram processadas 38,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 3,6% a menos que em 2016/17, de acordo com a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar); 
Desde o início da safra processamos 80,3 milhões de toneladas, 26,3% a menos que o mesmo período de 2016/17. Foram produzidas 3,9 milhões de toneladas de açúcar, redução de 26%; 1,1 bilhão de litros de etanol anidro, queda de 28%, e 2 bilhões de litros de etanol hidratado, redução de 30,5%;
O clima aparentemente ajudou um pouco neste mês, mantendo as projeções ao redor de 585 milhões de toneladas (3,65% menor) com produção de açúcar de 35,2 milhões de toneladas (1,2% menor) e de 24,7 bilhões de litros (3,71% menor), isto tudo para uma capacidade de moagem no Centro-Sul ao redor de 630 milhões de toneladas. 

O que acontece com nosso açúcar?
O mês no açúcar não foi bom pelo conjunto de notícias que ajudou a derrubar as cotações mais do que eu acreditava. Vamos aos fatos:
Fatores como a entrega física de açúcar por um grande produtor em março, câmbio (movimento de desvalorizaçãoo do real derruba os preços do açúcar), expectativas de aumentos de produções em concorrentes, redução em 5,4% do preço da gasolina (mesmo com desvalorização do real), organizações (fundos) que investiram esperando valorização, elevação do imposto de importação na China (a taxa além da cota de 1,95 milhão de toneladas por ano foi elevada de 50% para 95%) e o consumo de hidratado que não reage como deveria;
Preço chegou a ser o menor em 20 meses, tocando 13,74 cents por libra peso. De acordo com a Archer Consulting, o valor do início de junho (R$ 1.027 por tonelada) é o menor desde setembro de 2015. E pensar que neste ano já tivemos 21,49 cents (06/02) quando bons analistas e alguns sortudos aproveitaram para vender;
Copersucar já acredita em queda na produção de açúcar na safra 2017/18  devidos aos preços baixos e etanol mais competitivo. De 36 milhões, esperam agora 35,5 milhões de toneladas. Quanto maior a distância em relação ao porto, mais a conversão para etanol tem sido observada. Esperam também mudança no superavit de 2 a 3 milhões de toneladas, a depender deste movimento que já alertei na coluna de maio, para menor. Tal como a Copersucar, a Archer acredita que a produção de açúcar pode ser 1,5 milhão de toneladas menor;
Para a Datagro, a produção global de açúcar em 2017/2018 passa de um deficit de 200 mil toneladas para 640 mil toneladas de superavit. Também caiu o deficit do ciclo 2016/2017, de 7,85 milhões para 6,78 milhões de toneladas, devido ao aumento de produção na Índia (de 19,2 milhões para 20,5 milhões de toneladas em 16/17 e 23,5 milhões para 24,2 milhões em 17/18. Produção também cresceu na China de 9,8 milhões para 10,47 milhões. Também deve aumentar o açúcar europeu de beterraba, puxado pela Ucrânia;
A OIA (Organização Internacional do Açúcar) mudou sua projeção para o deficit global da commodity na safra 2016/2017 para 6,465 milhões de toneladas, superior ao último relatório que esperava 5,869 milhões de toneladas. A produção deve ser de 165,928 milhões de toneladas (0,3% maior) e o consumo de 172,393 milhões de toneladas (1,22% maior). Em relação a 2017/18 acreditam em superavit de 3 milhões de toneladas, que deve ser mantido também em 2018/19. Como sempre digo que “preço muito bom não é bom” vamos colher agora os resultados dos excelentes preços em alguns momentos de 2016;
Porém, o Rabobank aposta em preços maiores até o final deste ano devido aos fundos de investimentos, pois acredita que os preços estão baixos demais observando a relação entre estoque e consumo;
Maio foi muito bom para as exportações. Enviamos 2,440 milhões de toneladas de açúcar (bruto e refinado), o que representa um crescimento de 50,4% sobre o mês anterior e 21,3% acima de maio de 2016. Entraram US$ 1,036 bilhão, 43,2% a mais que os US$ 723,7 milhões de abril e quase 55% maior que os US$ 671 milhões de maio passado. Até o final de maio, o volume total vendido (acumulado do ano) atingiu 9,693 milhões de toneladas (cerca de 1,5% a menos), mas a receita está 40,5% maior, atingindo US$ 4,239 bilhões;
Ponto negativo para nós foi a estimativa da Unica, estimando que a taxação da China pode reduzir as exportações do Brasil em 800 mil toneladas de açúcar neste ano e também o acordo entre os governos de Estados Unidos e México que permite a este continuar vender açúcar aos EUA. Porém o México terá que alterar a proporção de 50% para 30% de açúcar refinado nas vendas totais, permitindo mais refino nos EUA. Os preços mínimos e nível de pureza também aumentaram;
Minha leitura está alinhada com o Rabobank, de preços maiores para o açúcar em breve e uma média de preços entre 16 a 17 cents/libra peso nesta safra, a menos que o Petróleo caia mais e não consigamos escoar mais cana via hidratado, o que neste momento não é minha aposta.
O que acontece com nosso etanol?
Foi aprovada pela Comissão Especial da Câmara Federal uma proposta que permite aos municípios colocarem uma CIDE municipal para custear transporte público. Falta agora ser aprovada pelo plenário, portanto pode ter chances de nos municípios canavieiros, ela ser aplicada apenas para a gasolina, ajudando no consumo de hidratado; 
A queda nos preços do açúcar e a possibilidade do Brasil fazer mais etanol já afeta as expectativas com exportações do etanol de milho dos EUA, mostrando como as coisas são inter-relacionadas no complexo agronegócio mundial;
A Nissan conclui neste mês um primeiro momento de testes do projeto e-Bio Fuel Cell, o carro elétrico que usa etanol com fonte geradora de hidrogênio que é transformado em eletricidade. Mas a empresa crê que apenas após 2020 esta tecnologia estará disponível, o que foi triste, pois achava que poderia vir antes;
Um caso de sucesso é o Protocolo Agroambiental do Setor Sucroenergético, segundo estudo apresentado pela Secretaria do Meio Ambiente contribuiu reduzindo praticamente 10 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente entre as safras 2006/07 e 2016/17. Também deixamos de lançar 56 milhões de toneladas de poluentes, entre eles o CO2 (monóxido de carbono). O número de colhedoras saltou de 753 em 2006/07 para 3000 em 2016/17. A queima hoje está restrita a apenas 2,5% do território paulista com cana. Trata-se de um presente dado pelo setor à sociedade paulista, praticamente sem cobrar;
Finalmente foi atingido o limite de etanol que pode ser produzido a partir do milho nos EUA desde que a lei passou no congresso em 2007, que estipulou 15 bilhões de galões em 2017. Como a lei coloca que devem ser produzidos 36 bilhões de galões até 2022, outros tipos de biocombustíveis tem que acelerar o passo para atingir esta produção até lá, o que não vem acontecendo. Para crescer, a indústria de etanol dos EUA precisa das exportações e do crescimento de combustíveis que levem mais etanol, como o E85; 
Os preços do petróleo, que mês passado foram favoráveis ao etanol por terem subido, voltaram a cair, mesmo com anúncios de corte da produção feitos pela OPEP. Esta variável vem atrapalhando bem a cana nos últimos 30 dias; 
O preço no mercado interno, de acordo com o CEPEA ficou em R$ 77,52 a saca de 50 quilos, queda de 0,15%;
Estranhou o momento onde a Petrobras abaixou o preço da gasolina, justificada por uma necessidade de recuperação de participação de mercado, pois as importações de diesel e gasolina aumentaram bastante em seus concorrentes em detrimento às compras nas refinarias da empresa, trazendo com isto maior ociosidade nos ativos de refino da empresa. Pela ANP, as importações de diesel saltaram 47% no bimestre, motivadas por um prêmio de 16,4% e de quase 3% na gasolina. Esta queda atrapalhou o retorno do hidratado; 
A EPE (Empresa de Pesquisa Energética) publicou sua nova análise dos próximos 10 anos no Brasil. Entre as principais conclusões estão uma queda de participação de mercado da Petrobrás na produção nacional de petróleo de 78% para 70% até 2026 e nossa produção deve dobrar para algo entre 4,7 milhões e 5 milhões de barris diários em 2026;
Na visão da EPE a demanda (Ciclo Otto) não acompanha a oferta pois crescerá apenas 9,25% até 2026 e o Brasil passará a exportar 1,5 milhão a 2 milhões de barris/dia. A boa notícia é o aumento na participação do hidratado dos atuais 30% para 46% em 2026, com expansão de uma a duas novas usinas por ano à partir de 2021. A EPE está mais verde recentemente;
Fechando, o etanol hidratado precisa recuperar espaço no mercado para ajudar no preço do açúcar. Continuo crendo que como temos menos cana e a economia começa a dar sinais de vida, eu não venderia agora. 

Quem é o homenageado do mês? 
Todos os meses temos um grande homenageado aqui neste espaço e desta vez novamente é triste, pois perdemos um dos precursores da mecanização em cana. O australiano (quase que brasileiro) John Stanley Pearce não resistiu ao câncer e faleceu na Austrália, deixando muitas saudades e centenas de manifestações nas mídias sociais do Brasil. Siga em paz John, foi um privilégio conviver contigo e guardarei sempre momentos de alegria como este na minha casa, onde na companhia do amigo comum Fabio Balaban curtimos a vida com os derivados da cana! 
Haja Limão 
Os depoimentos das propinas pagas a diversos agentes públicos são estarrecedores. E não encontram fim, tomando nosso tempo de notícias e nossa paciência. Recursos que foram retirados da saúde, da educação, da segurança pública, da infraestrutura e outras áreas, penalizando o povo brasileiro e matando pessoas. Acho que vocês tal como eu, imaginavam corrupção, mas não nesta magnitude que estamos conhecendo agora. Lembrando o ex-presidente Lula e sua frase célebre, a corrupção atingiu um estágio “como nunca antes visto na história deste país”. E é bem propício neste caso usar frase dele, como um grande catalisador deste processo. Agora o foco está em aprovar as reformas e fazer a assepsia em outubro de 2018.  

Fonte: Marcos Fava Neves - Revista Canavieiros - Ed132 - Junho/17

O que acontece com nosso agro?