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Água: um bem que precisa ser cuidado

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Meio Ambiente

28/03/2018

Por: Fernanda Clariano

A água é um elemento essencial que contribui para a promoção do desenvolvimento e da qualidade de vida, porém é um recurso que deve ser utilizado racionalmente. Muito tem se falado a respeito do desperdício desse recurso nos diversos setores como agropecuária, industrial e doméstico.

Diante das discussões cada vez mais presentes sobre o uso racional da água, a SAA/SP (Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo) e a CSEI (Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação), da Abimaq, promoveram no mês de janeiro na Capital paulista uma palestra com o presidente da CSEI - Marcus Henrique Tessler, com o objetivo de abordar questões sobre a água em especial no segmento agrícola.

Presente no evento, o secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destacou o trabalho de parceria da Secretaria com a CSEI da Abimaq promovido, sobretudo, a partir da crise hídrica vivida pelo Estado. “Acredito que o próximo grande salto na produção com aumento da produtividade da agricultura brasileira deverá vir por meio do uso intenso de tecnologia na irrigação”, afirmou o secretário, que ainda enfatizou “A irrigação não é só uma alternativa viável e sustentável como também um investimento que precisa estar na agenda das políticas públicas do país”.

Dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), apontam que a demanda mundial por água deve aumentar 40% até 2050. Dentre as principais causas para este aumento, além do crescimento da população, estão o uso desenfreado do recurso, a poluição de rios e mares e a distribuição desigual. Neste sentido, a irrigação é uma decisiva aliada na preservação desse recurso, uma vez que cerca de 90% da água utilizada no processo de irrigação retorna para a natureza, seguindo o ciclo hidrológico.

De acordo com o palestrante Marcus Tessler, temos utilizado a água em alguns casos de maneira muito ruim, contaminando, jogando fora. “Precisamos que repensar a água, o tema água é talvez o mais difícil, porém importante para tratarmos, nós como usuários temos que estar atentos e cuidar muito bem desse recurso”, disse Tessler.

A irrigação e o mercado
O mercado está totalmente profissionalizado, as grandes empresas já estão atuando no Brasil, essas empresas trabalham com a mesma tecnologia que as matrizes no mundo inteiro – com a qualidade 100% assegurada. O mercado começa a entender que irrigação é um negócio muito bom e essa tecnologia vem se consolidando.

“Quem irriga ganha dinheiro, não corre o risco climático, garante a produção, baixa o custo de produção, aumenta a produtividade. Irrigar é importante e vale a pena pensar no assunto, não é barato, mas dá resultado, dá retorno”, garante o presidente da CSEI.

Grandes projetos começam a ser vendidos e novos cultivos são incorporados -  atualmente têm se a cana-de-açúcar, grãos, seringueira, projetos na Amazônia, no semiárido. O Brasil inteiro está sendo irrigado, a técnica chegou para ficar.

“Novos cultivos começam a ser irrigados, quem diria que iríamos irrigar cana-de-açúcar, e não é só com a vinhaça, irriga por água, porque vale a pena irrigar cana-de-açúcar”, comentou Tessler.

Agricultura irrigada versus produção de alimentos
A diferença entre produzir com irrigação e sem irrigação é muito grande. Quando se irriga, se produz com a certeza absoluta, quando não está irrigando o produtor fica a mercê do clima que hoje é um problema grave.

“Estamos preocupados com as questões do consumo e a gestão da água, estamos nos preocupando em quando irrigar e quanto irrigar e isso era um assunto que estava ligado às universidades, aos pesquisadores, hoje as empresas estão envolvidas diretamente nessas questões. Atualmente o pacote que as empresas oferecem fornecem equipamentos de irrigação e assessoria para usar água de uma maneira correta. Algumas delas estão fazendo a gestão da água por startups e muitas pessoas estão saindo das universidades e montando pequenas empresas para prestar serviços à indústria de irrigação”, enfatizou Tessler.

Para o dirigente da CSEI, com as modernas e sofisticadas tecnologias desenvolvidas no agronegócio brasileiro, a tendência é o segmento de irrigação contribuir cada vez mais para o uso racional da água na agricultura e também para a melhoria da produtividade.

“O desenvolvimento de sensores sofisticados, que indicam o tempo ideal de fazer a irrigação, a conexão das informações no ambiente da nuvem, o desenvolvimento de novos materiais e compostos aplicados nos equipamentos, a otimização do uso de satélites e de drones, a aplicação conjunta de água e fertilizantes, assim como uma maior interação entre fabricantes, academia e consultores, devem incrementar o que se começa a classificar como ‘irrigação inteligente’. Com tudo isso, a irrigação, cada vez mais, se firma como uma solução para o aumento da produção de alimentos, garantindo assim segurança alimentar para um mundo carente de alimentos”, disse o palestrante. 

Tessler ainda chamou a atenção para o fato de se criar uma situação onde os formadores de opinião, a mídia, as cidades e as pessoas que estão preocupadas com o meio ambiente, com a sustentabilidade, possam entender o papel da agricultura irrigada na produção de alimentos, na sustentabilidade do mundo.

“Estamos produzindo comida, estamos sustentando o mundo. O Brasil tem tudo para ser o maior produtor de alimentos do mundo em poucos anos, eu acho que isso é o destino do Brasil, o país vai ser a fazenda do mundo e está chegando a hora. A FAO disse que em 2030 nós vamos ser o maior produtor de alimentos do mundo e eu acho que seremos mesmo”, concluiu.

O futuro da irrigação
Uma série de novos produtos e inovações está chegando à irrigação com o intuito de se gastar menos água e ser mais eficiente, esse é o foco da indústria. A indústria está de olho nesse mercado e vem trabalhando com sensores para medir o consumo de água. Outro fato que já é realidade é a digital farm, a irrigação inteligente.

Na avaliação de Tessler, o mercado brasileiro de equipamentos para irrigação está cada vez mais profissional e o Brasil, com os seus cerca de 6 milhões de hectares irrigados e uma expansão anual estimada em 200 mil hectares, oferece uma grande oportunidade para que a irrigação ganhe cada vez mais relevância. “Além disso, notamos que novos cultivos começam a ser irrigados em escala produtiva, que os métodos modernos de irrigação, sobretudo os que envolvem controle e monitoramento, vieram para ficar, e as empresas do segmento têm mantido um constante ritmo de investimento nessas novas tecnologias”, destacou o executivo.


O presidente da CSEI afirmou ainda que o poder público, por seu lado, precisa gerenciar as bacias hidrográficas de maneira a estimular e facilitar os processos que envolvem a irrigação. “Entendemos a necessidade de se intensificar a divulgação de uma agenda positiva que apresente a irrigação com uma aliada do crescimento, do progresso, da sustentabilidade ambiental e voltada para auxiliar no desafio de produzir cada vez mais alimentos para o mundo”, destacou Tessler que também reforçou que o grande empenho  da indústria de equipamentos para irrigação é “fazer mais com cada vez menos recursos”, uma vez que em diversas regiões, sobretudo no Nordeste, deve se acentuar a carência de água, com a consequente disputa pelo insumo, sobretudo em relação à geração de energia. 

Israel e a dessalinização
Para vencer a escassez de água no país, Israel investe maciçamente em usinas de dessalinização da água (processo físico-químico de retirada de sais da água tornando-a doce e própria para consumo), cria métodos para aproveitá-la e também possui métodos de não a desperdiçar.

Em Israel, que é um país semiárido e que sofre de longos períodos de estiagem, 67% da água para consumo doméstico já provém da dessalinização. As usinas de dessalinização fornecem 500 milhões de metros cúbicos por ano, dos 750 milhões consumidores domesticamente no país. (Fonte: IDE – Techonologies)

Reaproveitamento da água para a agricultura - o gasto com água para a agricultura é de 55% sendo que mais da metade é água de reuso. A reutilização da água no país tornou-se uma política nacional em 1955.

“É impossível copiar a história de Israel, mas é possível entender como eles resolveram um problema super complicado. Ter podido resolver a situação da água no país é um milagre da tecnologia, da ciência e a gente tem que colocar a cabeça no travesseiro e pensar como é que eu posso ajustar e resolver o meu problema também”, avaliou Tessler.
 

Fonte: Revista Canavieiros

Água: um bem que precisa ser cuidado

28/03/2018

Por: Fernanda Clariano

A água é um elemento essencial que contribui para a promoção do desenvolvimento e da qualidade de vida, porém é um recurso que deve ser utilizado racionalmente. Muito tem se falado a respeito do desperdício desse recurso nos diversos setores como agropecuária, industrial e doméstico.

Diante das discussões cada vez mais presentes sobre o uso racional da água, a SAA/SP (Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo) e a CSEI (Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação), da Abimaq, promoveram no mês de janeiro na Capital paulista uma palestra com o presidente da CSEI - Marcus Henrique Tessler, com o objetivo de abordar questões sobre a água em especial no segmento agrícola.

Presente no evento, o secretário da Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, destacou o trabalho de parceria da Secretaria com a CSEI da Abimaq promovido, sobretudo, a partir da crise hídrica vivida pelo Estado. “Acredito que o próximo grande salto na produção com aumento da produtividade da agricultura brasileira deverá vir por meio do uso intenso de tecnologia na irrigação”, afirmou o secretário, que ainda enfatizou “A irrigação não é só uma alternativa viável e sustentável como também um investimento que precisa estar na agenda das políticas públicas do país”.

Dados da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), apontam que a demanda mundial por água deve aumentar 40% até 2050. Dentre as principais causas para este aumento, além do crescimento da população, estão o uso desenfreado do recurso, a poluição de rios e mares e a distribuição desigual. Neste sentido, a irrigação é uma decisiva aliada na preservação desse recurso, uma vez que cerca de 90% da água utilizada no processo de irrigação retorna para a natureza, seguindo o ciclo hidrológico.

De acordo com o palestrante Marcus Tessler, temos utilizado a água em alguns casos de maneira muito ruim, contaminando, jogando fora. “Precisamos que repensar a água, o tema água é talvez o mais difícil, porém importante para tratarmos, nós como usuários temos que estar atentos e cuidar muito bem desse recurso”, disse Tessler.

A irrigação e o mercado
O mercado está totalmente profissionalizado, as grandes empresas já estão atuando no Brasil, essas empresas trabalham com a mesma tecnologia que as matrizes no mundo inteiro – com a qualidade 100% assegurada. O mercado começa a entender que irrigação é um negócio muito bom e essa tecnologia vem se consolidando.

“Quem irriga ganha dinheiro, não corre o risco climático, garante a produção, baixa o custo de produção, aumenta a produtividade. Irrigar é importante e vale a pena pensar no assunto, não é barato, mas dá resultado, dá retorno”, garante o presidente da CSEI.

Grandes projetos começam a ser vendidos e novos cultivos são incorporados -  atualmente têm se a cana-de-açúcar, grãos, seringueira, projetos na Amazônia, no semiárido. O Brasil inteiro está sendo irrigado, a técnica chegou para ficar.

“Novos cultivos começam a ser irrigados, quem diria que iríamos irrigar cana-de-açúcar, e não é só com a vinhaça, irriga por água, porque vale a pena irrigar cana-de-açúcar”, comentou Tessler.

Agricultura irrigada versus produção de alimentos
A diferença entre produzir com irrigação e sem irrigação é muito grande. Quando se irriga, se produz com a certeza absoluta, quando não está irrigando o produtor fica a mercê do clima que hoje é um problema grave.

“Estamos preocupados com as questões do consumo e a gestão da água, estamos nos preocupando em quando irrigar e quanto irrigar e isso era um assunto que estava ligado às universidades, aos pesquisadores, hoje as empresas estão envolvidas diretamente nessas questões. Atualmente o pacote que as empresas oferecem fornecem equipamentos de irrigação e assessoria para usar água de uma maneira correta. Algumas delas estão fazendo a gestão da água por startups e muitas pessoas estão saindo das universidades e montando pequenas empresas para prestar serviços à indústria de irrigação”, enfatizou Tessler.

Para o dirigente da CSEI, com as modernas e sofisticadas tecnologias desenvolvidas no agronegócio brasileiro, a tendência é o segmento de irrigação contribuir cada vez mais para o uso racional da água na agricultura e também para a melhoria da produtividade.

“O desenvolvimento de sensores sofisticados, que indicam o tempo ideal de fazer a irrigação, a conexão das informações no ambiente da nuvem, o desenvolvimento de novos materiais e compostos aplicados nos equipamentos, a otimização do uso de satélites e de drones, a aplicação conjunta de água e fertilizantes, assim como uma maior interação entre fabricantes, academia e consultores, devem incrementar o que se começa a classificar como ‘irrigação inteligente’. Com tudo isso, a irrigação, cada vez mais, se firma como uma solução para o aumento da produção de alimentos, garantindo assim segurança alimentar para um mundo carente de alimentos”, disse o palestrante. 

Tessler ainda chamou a atenção para o fato de se criar uma situação onde os formadores de opinião, a mídia, as cidades e as pessoas que estão preocupadas com o meio ambiente, com a sustentabilidade, possam entender o papel da agricultura irrigada na produção de alimentos, na sustentabilidade do mundo.

“Estamos produzindo comida, estamos sustentando o mundo. O Brasil tem tudo para ser o maior produtor de alimentos do mundo em poucos anos, eu acho que isso é o destino do Brasil, o país vai ser a fazenda do mundo e está chegando a hora. A FAO disse que em 2030 nós vamos ser o maior produtor de alimentos do mundo e eu acho que seremos mesmo”, concluiu.

O futuro da irrigação
Uma série de novos produtos e inovações está chegando à irrigação com o intuito de se gastar menos água e ser mais eficiente, esse é o foco da indústria. A indústria está de olho nesse mercado e vem trabalhando com sensores para medir o consumo de água. Outro fato que já é realidade é a digital farm, a irrigação inteligente.

Na avaliação de Tessler, o mercado brasileiro de equipamentos para irrigação está cada vez mais profissional e o Brasil, com os seus cerca de 6 milhões de hectares irrigados e uma expansão anual estimada em 200 mil hectares, oferece uma grande oportunidade para que a irrigação ganhe cada vez mais relevância. “Além disso, notamos que novos cultivos começam a ser irrigados em escala produtiva, que os métodos modernos de irrigação, sobretudo os que envolvem controle e monitoramento, vieram para ficar, e as empresas do segmento têm mantido um constante ritmo de investimento nessas novas tecnologias”, destacou o executivo.


O presidente da CSEI afirmou ainda que o poder público, por seu lado, precisa gerenciar as bacias hidrográficas de maneira a estimular e facilitar os processos que envolvem a irrigação. “Entendemos a necessidade de se intensificar a divulgação de uma agenda positiva que apresente a irrigação com uma aliada do crescimento, do progresso, da sustentabilidade ambiental e voltada para auxiliar no desafio de produzir cada vez mais alimentos para o mundo”, destacou Tessler que também reforçou que o grande empenho  da indústria de equipamentos para irrigação é “fazer mais com cada vez menos recursos”, uma vez que em diversas regiões, sobretudo no Nordeste, deve se acentuar a carência de água, com a consequente disputa pelo insumo, sobretudo em relação à geração de energia. 

Israel e a dessalinização
Para vencer a escassez de água no país, Israel investe maciçamente em usinas de dessalinização da água (processo físico-químico de retirada de sais da água tornando-a doce e própria para consumo), cria métodos para aproveitá-la e também possui métodos de não a desperdiçar.

Em Israel, que é um país semiárido e que sofre de longos períodos de estiagem, 67% da água para consumo doméstico já provém da dessalinização. As usinas de dessalinização fornecem 500 milhões de metros cúbicos por ano, dos 750 milhões consumidores domesticamente no país. (Fonte: IDE – Techonologies)

Reaproveitamento da água para a agricultura - o gasto com água para a agricultura é de 55% sendo que mais da metade é água de reuso. A reutilização da água no país tornou-se uma política nacional em 1955.

“É impossível copiar a história de Israel, mas é possível entender como eles resolveram um problema super complicado. Ter podido resolver a situação da água no país é um milagre da tecnologia, da ciência e a gente tem que colocar a cabeça no travesseiro e pensar como é que eu posso ajustar e resolver o meu problema também”, avaliou Tessler.