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Compradores de soja e milho do Brasil se retraem com queda do dólar

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Agricultura

05/10/2018
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Compradores de soja e milho do Brasil estão mais retraídos nesta semana, de olho na queda do dólar ante o real em reação a pesquisas eleitorais, apostando que novos recuos da moeda norte-americana possam lhes trazer negócios a preços mais baixos, avaliou nesta quinta-feira um pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

“Essas oscilações afastam negócios, especialmente no médio prazo... Outro aspecto... dessa vez foram os compradores que se afastaram, apostando em queda mais intensa na taxa de câmbio”, disse Lucílio Alves, também professor da Esalq/USP, lembrando da relação direta da paridade de exportação com o preço no mercado físico brasileiro.
Considerando a cotação do dólar nesta tarde, em torno de 3,93 reais, o preço referencial da oleaginosa no Brasil caiu menos do que se desvalorizou a moeda norte-americana desde 13 de setembro, quando o câmbio foi o maior da história do Plano Real (1 dólar para 4,1957 reais).

No período, o dólar caiu mais de 6 por cento, enquanto a soja, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa, recuou cerca de 3 por cento, para aproximadamente 94 reais por saca, com os prêmios pagos pelo grão brasileiro na exportação evitando recuos mais expressivos na cotação.

Com a China comprando fortemente a soja brasileira neste ano, enquanto taxa o produto dos Estados Unidos em 25 por cento desde julho, as cotações no Brasil, maior exportador global, estão em níveis próximos de recordes.
Além disso, quase não há produto disponível para venda neste período de entressafra.
Os negócios, no caso da soja, estão concentrados mais nas vendas para entrega futura da safra que deve começar a ser colhida entre o final de dezembro e início de janeiro no Brasil.

“Agora é a vez do comprador”, comentou Alves, lembrando que as vendas da nova safra avançaram bastante quando os produtores estavam aproveitando as cotações do dólar acima de 4 reais.

“Se pegar soja e milho, os novos contratos pararam, a liquidez interna também parou, somente compradores com mais urgência aparecem, e é isso que estamos vendo esta semana”, comentou ele, ressaltando que isso também tem paralelo no mercado de algodão.

Na última terça-feira, o dólar teve a maior queda diária em três meses e meio.
Ele disse que a cotação do dólar mais fraca também pode interferir nos embarques de milho, realizados normalmente com mais força na segunda metade do ano.

Fonte: Agrolink

Compradores de soja e milho do Brasil se retraem com queda do dólar

05/10/2018

Compradores de soja e milho do Brasil estão mais retraídos nesta semana, de olho na queda do dólar ante o real em reação a pesquisas eleitorais, apostando que novos recuos da moeda norte-americana possam lhes trazer negócios a preços mais baixos, avaliou nesta quinta-feira um pesquisador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

“Essas oscilações afastam negócios, especialmente no médio prazo... Outro aspecto... dessa vez foram os compradores que se afastaram, apostando em queda mais intensa na taxa de câmbio”, disse Lucílio Alves, também professor da Esalq/USP, lembrando da relação direta da paridade de exportação com o preço no mercado físico brasileiro.
Considerando a cotação do dólar nesta tarde, em torno de 3,93 reais, o preço referencial da oleaginosa no Brasil caiu menos do que se desvalorizou a moeda norte-americana desde 13 de setembro, quando o câmbio foi o maior da história do Plano Real (1 dólar para 4,1957 reais).

No período, o dólar caiu mais de 6 por cento, enquanto a soja, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa, recuou cerca de 3 por cento, para aproximadamente 94 reais por saca, com os prêmios pagos pelo grão brasileiro na exportação evitando recuos mais expressivos na cotação.

Com a China comprando fortemente a soja brasileira neste ano, enquanto taxa o produto dos Estados Unidos em 25 por cento desde julho, as cotações no Brasil, maior exportador global, estão em níveis próximos de recordes.
Além disso, quase não há produto disponível para venda neste período de entressafra.
Os negócios, no caso da soja, estão concentrados mais nas vendas para entrega futura da safra que deve começar a ser colhida entre o final de dezembro e início de janeiro no Brasil.

“Agora é a vez do comprador”, comentou Alves, lembrando que as vendas da nova safra avançaram bastante quando os produtores estavam aproveitando as cotações do dólar acima de 4 reais.

“Se pegar soja e milho, os novos contratos pararam, a liquidez interna também parou, somente compradores com mais urgência aparecem, e é isso que estamos vendo esta semana”, comentou ele, ressaltando que isso também tem paralelo no mercado de algodão.

Na última terça-feira, o dólar teve a maior queda diária em três meses e meio.
Ele disse que a cotação do dólar mais fraca também pode interferir nos embarques de milho, realizados normalmente com mais força na segunda metade do ano.