http://www.rgis.com.br
http://https://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://www.premiomulheresdoagro.com.br/
http://site.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://www.ideaonline.com.br/conteudo/12-grande-encontro-sobre-variedades-de-cana-de-acucar.html

Estreitando relacionamentos

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Notícias do Sistema

08/12/2017
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Por: Diana Nascimento

O programa Caminhos da Cana, que está em seu quarto e último ano de atividades, realizou um encontro no EECB (Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro) onde reuniu representantes da Orplana, Bayer, Canaoeste e Coopercitrus para debater assuntos do setor sucroenergético.

O anfitrião José Roberto Sardelari, diretor de Marketing da Coopercitrus, salientou que a cooperativa tem em sua essência o atendimento integral às demandas do produtor e de seus cooperados, seja com informação técnica, fornecimento de insumos, fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos. "Para fechar tudo isso é imprescindível a informação técnica e de mercado para que possamos estar preparados nesse mundo tão competitivo, para termos lugar em meio às fusões entre grandes empresas e multinacionais. Precisamos fortalecer as entidades, as cooperativas e as associações para que juntos tenhamos melhores condições de negociação e pleitear aquilo que é importante para o setor", convocou.

Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste, completou dizendo que o “Caminhos da Cana” traz mais do que informações: valoriza a imagem do produtor e do setor em várias regiões do país. O projeto foi para os estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. "Foi um trabalho excelente para o setor em termos de informação e de valorização do trabalho do produtor de cana. Temos, nas reuniões, informações atualizadas sobre nosso setor e o agronegócio", analisou.

Ortolan aproveitou a oportunidade para lançar uma ideia. "Quem viaja para os EUA nota que há bandeiras do país em vários lugares como casas, escolas, comércio e indústria. Os americanos têm um nacionalismo muito forte. Poderíamos fazer esse trabalho de embandeirar o nosso país também e, principalmente, fazer isso através do agronegócio", sugeriu.

Ele contou que Gustavo Chavaglia, presidente do Sindicato Rural de Ituverava e da Aprosoja-SP, realizou uma campanha de civismo durante o plantio. "O sindicato comprou mais de 500 bandeiras e entregou para os produtores rurais colocarem nos tratores, caminhonetes e em suas casas", explicou Ortolan que está tentando fazer o mesmo em Sertãozinho, juntamente com o Ceise Br, Acis (Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho), Lions, Canaoeste, Copercana e Sicoob Cocred.

"Vamos lançar esse movimento também e embandeirar as nossas cidades, nossas fazendas. É importante ter a bandeira na fazenda e em nossos veículos. Vamos aproveitar o período de plantio e colocar nos tratores, nos implementos e nas máquinas. Em um momento deste que o país está passando, estamos inertes. Está faltando alguma coisa para alimentar o nosso ânimo. A bandeira é um símbolo muito forte, é o principal símbolo do país e é preciso resgatar um sentimento mais forte de nacionalismo. Isso não resolverá nossos problemas, mas talvez ajude a encontrar soluções, dando um novo ânimo para nós", sintetizou Ortolan.

O assessor parlamentar Sérgio Cruz representou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, e parabenizou a iniciativa da Orplana em realizar o road-show pelo Centro-Sul, debatendo e discutindo as questões do setor. "Acho que nos acuamos muito, não colocamos para fora a real importância que temos. Se não fosse o setor sucroenergético, o país estaria em uma situação de muita dificuldade. O setor passa por falta de incentivo do Governo e pela falta de compreensão por parte da sociedade. Para ela somos nós que desmatamos e prejudicamos o meio ambiente, mas ninguém vê os benefícios que o setor traz: uma agricultura sustentável e com maior índice de produtividade, uma das melhores agriculturas do mundo", defendeu.

Após a abertura da reunião, deu-se início à agenda através de bate-papos informais. O primeiro deles foi com Antônio Soares, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Bayer. Soares comentou sobre os produtos, lançamentos e tecnologias que a Bayer traz para o produtor de cana. "Estamos trabalhando desde o início do ano com o novo herbicida Alion, um produto bem diferente de tudo o que o produtor já teve para trabalhar em controle de plantas daninhas. Estamos ainda no aguardo de uma autorização para comercializar mais um inseticida para o controle de broca", adiantou.

Em sua apresentação, Soares abordou sobre as recomendações para o alcance de melhores resultados no controle da cigarrinha-das-raízes. "Essa praga tem sido um desafio para o produtor", afirmou.

Entre os tópicos apresentados pelo consultor da empresa estão o comportamento da praga e a dinâmica do banco de ovos no solo. Soares sugeriu a necessidade de se realizar um tratamento o quanto antes, pois a cigarrinha é um inseto sugador que insere toxinas que desregulam a planta, atacando a fisiologia da cana-de-açúcar.

"Os níveis de controle hoje são muito baixos. É preciso cuidado e estar atento a isso", observou ao destacar que a maior eficiência de controle se dá com a aplicação terrestre.

Não é só no campo que a cigarrinha resulta em prejuízos. A praga também apresenta impactos na área industrial ao influenciar na cor do açúcar e em uma menor eficiência fermentativa. "Precisamos aumentar a produtividade e o fornecedor de cana está conseguindo fazer isso ao produzir 110, 120 toneladas de cana por hectare. É possível alcançar a cana de três dígitos com uma estratégia de manejo eficiente", frisou Soares.

Compartilhamento e economia de escala


Após a apresentação sobre recomendações para o alcance de melhores resultados no controle da cigarrinha-das-raízes, foi a vez do professor da FEA/USP, Marcos Fava Neves, comentar sobre o programa Caminhos da Cana, com o tema "Fortalecendo Relacionamentos".

"No ano passado, o tema foi eficiência. Para o ano que vem espera-se um crescimento maior nesta década do que na anterior, pois está sendo criado um mercado puro", salientou Fava Neves.

Com o crescimento da China em 6,7%, cria-se um importante mercado para os produtos brasileiros e o setor. Somente no ano passado, a China comprou US$ 21 bilhões do Brasil e o país pode dominar o trading de grãos.

"Internamente, podemos esperar uma economia separada da política, índices de confiança em patamares melhores. Estamos em lento crescimento econômico, vendas no varejo reagindo, balança comercial com um belo saldo, gestão nas estatais e governança, avanço de importantes reformas, as privatizações podem retornar com êxito, assim como o avanço da filosofia liberal", enumerou Fava Neves.

O professor também destacou a imagem do produtor. Para ele, nos últimos 20 anos, a imagem do agricultor tem mudado perante a sociedade. "O produtor brasileiro é o que mais preserva o meio ambiente, não invade a Amazônia e nem áreas indígenas", frisou.

Paralelo a isso, o setor constrói margem via tecnologia apesar dos problemas da cultura como produtividade (diminuímos a média em 10 anos), produção estagnada e endividamento. No entanto, seus produtos são sempre um destaque, vide o açúcar que apresenta crescimento no mercado mundial.

Já para o etanol, é difícil fazer previsões, pois as variáveis são muitas, além da dimensão da frota flex (89% dos carros novos são flex). "Se a frota flex for para o posto, consumirá 20 milhões de toneladas de cana. O etanol está rentável no momento com o atual preço da gasolina", quantifica Fava Neves.

Além de açúcar, etanol e cogeração de energia, a cana apresenta outras possibilidades de produtos como plástico, bioquerosene, célula a combustível, compensado de bagaço, papel e tijolo.

Entre as mudanças em curso, o professor aponta a economia circular (cana e confinamento), uso de tecnologia para aumentar a produtividade, gestão da propriedade por m2 e economia do compartilhamento (trator, colhedora e implemento). "É preciso dialogar com quem está perto da gente. As associações terão que buscar isso para oferecer aos fornecedores a economia de escala", adiantou.

Fava Neves também enfatizou a busca pela excelência e inovação através de investimento, mais competitividade no mercado, maior produção e geração de valor e renda. "Construir margem é essencial para o setor", sentenciou.
 
Consecana

Ao apresentar e comentar sobre o Sistema Integrado Orplana, Celso Albano, gestor executivo da entidade, pontou as bases de um possível novo modelo Consecana que inclui eficiência operacional, operações e custo final. O modelo prioriza a meritocracia, se é associado, se possui certificação, qualidade e outros. A ideia é aplicar o que já acontece no mercado e ter um Consecana com remuneração variável.

"Entender Consecana é entender custo de produção. O produtor não tem controle de seus custos de maneira generalizada", finalizou Albano.
 
 
 
 

Fonte: Revista Canavieiros

Estreitando relacionamentos

08/12/2017

Por: Diana Nascimento

O programa Caminhos da Cana, que está em seu quarto e último ano de atividades, realizou um encontro no EECB (Estação Experimental de Citricultura de Bebedouro) onde reuniu representantes da Orplana, Bayer, Canaoeste e Coopercitrus para debater assuntos do setor sucroenergético.

O anfitrião José Roberto Sardelari, diretor de Marketing da Coopercitrus, salientou que a cooperativa tem em sua essência o atendimento integral às demandas do produtor e de seus cooperados, seja com informação técnica, fornecimento de insumos, fertilizantes, defensivos, máquinas e implementos. "Para fechar tudo isso é imprescindível a informação técnica e de mercado para que possamos estar preparados nesse mundo tão competitivo, para termos lugar em meio às fusões entre grandes empresas e multinacionais. Precisamos fortalecer as entidades, as cooperativas e as associações para que juntos tenhamos melhores condições de negociação e pleitear aquilo que é importante para o setor", convocou.

Manoel Ortolan, presidente da Canaoeste, completou dizendo que o “Caminhos da Cana” traz mais do que informações: valoriza a imagem do produtor e do setor em várias regiões do país. O projeto foi para os estados de Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e São Paulo. "Foi um trabalho excelente para o setor em termos de informação e de valorização do trabalho do produtor de cana. Temos, nas reuniões, informações atualizadas sobre nosso setor e o agronegócio", analisou.

Ortolan aproveitou a oportunidade para lançar uma ideia. "Quem viaja para os EUA nota que há bandeiras do país em vários lugares como casas, escolas, comércio e indústria. Os americanos têm um nacionalismo muito forte. Poderíamos fazer esse trabalho de embandeirar o nosso país também e, principalmente, fazer isso através do agronegócio", sugeriu.

Ele contou que Gustavo Chavaglia, presidente do Sindicato Rural de Ituverava e da Aprosoja-SP, realizou uma campanha de civismo durante o plantio. "O sindicato comprou mais de 500 bandeiras e entregou para os produtores rurais colocarem nos tratores, caminhonetes e em suas casas", explicou Ortolan que está tentando fazer o mesmo em Sertãozinho, juntamente com o Ceise Br, Acis (Associação Comercial e Industrial de Sertãozinho), Lions, Canaoeste, Copercana e Sicoob Cocred.

"Vamos lançar esse movimento também e embandeirar as nossas cidades, nossas fazendas. É importante ter a bandeira na fazenda e em nossos veículos. Vamos aproveitar o período de plantio e colocar nos tratores, nos implementos e nas máquinas. Em um momento deste que o país está passando, estamos inertes. Está faltando alguma coisa para alimentar o nosso ânimo. A bandeira é um símbolo muito forte, é o principal símbolo do país e é preciso resgatar um sentimento mais forte de nacionalismo. Isso não resolverá nossos problemas, mas talvez ajude a encontrar soluções, dando um novo ânimo para nós", sintetizou Ortolan.

O assessor parlamentar Sérgio Cruz representou o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, e parabenizou a iniciativa da Orplana em realizar o road-show pelo Centro-Sul, debatendo e discutindo as questões do setor. "Acho que nos acuamos muito, não colocamos para fora a real importância que temos. Se não fosse o setor sucroenergético, o país estaria em uma situação de muita dificuldade. O setor passa por falta de incentivo do Governo e pela falta de compreensão por parte da sociedade. Para ela somos nós que desmatamos e prejudicamos o meio ambiente, mas ninguém vê os benefícios que o setor traz: uma agricultura sustentável e com maior índice de produtividade, uma das melhores agriculturas do mundo", defendeu.

Após a abertura da reunião, deu-se início à agenda através de bate-papos informais. O primeiro deles foi com Antônio Soares, consultor de Desenvolvimento de Mercado da Bayer. Soares comentou sobre os produtos, lançamentos e tecnologias que a Bayer traz para o produtor de cana. "Estamos trabalhando desde o início do ano com o novo herbicida Alion, um produto bem diferente de tudo o que o produtor já teve para trabalhar em controle de plantas daninhas. Estamos ainda no aguardo de uma autorização para comercializar mais um inseticida para o controle de broca", adiantou.

Em sua apresentação, Soares abordou sobre as recomendações para o alcance de melhores resultados no controle da cigarrinha-das-raízes. "Essa praga tem sido um desafio para o produtor", afirmou.

Entre os tópicos apresentados pelo consultor da empresa estão o comportamento da praga e a dinâmica do banco de ovos no solo. Soares sugeriu a necessidade de se realizar um tratamento o quanto antes, pois a cigarrinha é um inseto sugador que insere toxinas que desregulam a planta, atacando a fisiologia da cana-de-açúcar.

"Os níveis de controle hoje são muito baixos. É preciso cuidado e estar atento a isso", observou ao destacar que a maior eficiência de controle se dá com a aplicação terrestre.

Não é só no campo que a cigarrinha resulta em prejuízos. A praga também apresenta impactos na área industrial ao influenciar na cor do açúcar e em uma menor eficiência fermentativa. "Precisamos aumentar a produtividade e o fornecedor de cana está conseguindo fazer isso ao produzir 110, 120 toneladas de cana por hectare. É possível alcançar a cana de três dígitos com uma estratégia de manejo eficiente", frisou Soares.

Compartilhamento e economia de escala


Após a apresentação sobre recomendações para o alcance de melhores resultados no controle da cigarrinha-das-raízes, foi a vez do professor da FEA/USP, Marcos Fava Neves, comentar sobre o programa Caminhos da Cana, com o tema "Fortalecendo Relacionamentos".

"No ano passado, o tema foi eficiência. Para o ano que vem espera-se um crescimento maior nesta década do que na anterior, pois está sendo criado um mercado puro", salientou Fava Neves.

Com o crescimento da China em 6,7%, cria-se um importante mercado para os produtos brasileiros e o setor. Somente no ano passado, a China comprou US$ 21 bilhões do Brasil e o país pode dominar o trading de grãos.

"Internamente, podemos esperar uma economia separada da política, índices de confiança em patamares melhores. Estamos em lento crescimento econômico, vendas no varejo reagindo, balança comercial com um belo saldo, gestão nas estatais e governança, avanço de importantes reformas, as privatizações podem retornar com êxito, assim como o avanço da filosofia liberal", enumerou Fava Neves.

O professor também destacou a imagem do produtor. Para ele, nos últimos 20 anos, a imagem do agricultor tem mudado perante a sociedade. "O produtor brasileiro é o que mais preserva o meio ambiente, não invade a Amazônia e nem áreas indígenas", frisou.

Paralelo a isso, o setor constrói margem via tecnologia apesar dos problemas da cultura como produtividade (diminuímos a média em 10 anos), produção estagnada e endividamento. No entanto, seus produtos são sempre um destaque, vide o açúcar que apresenta crescimento no mercado mundial.

Já para o etanol, é difícil fazer previsões, pois as variáveis são muitas, além da dimensão da frota flex (89% dos carros novos são flex). "Se a frota flex for para o posto, consumirá 20 milhões de toneladas de cana. O etanol está rentável no momento com o atual preço da gasolina", quantifica Fava Neves.

Além de açúcar, etanol e cogeração de energia, a cana apresenta outras possibilidades de produtos como plástico, bioquerosene, célula a combustível, compensado de bagaço, papel e tijolo.

Entre as mudanças em curso, o professor aponta a economia circular (cana e confinamento), uso de tecnologia para aumentar a produtividade, gestão da propriedade por m2 e economia do compartilhamento (trator, colhedora e implemento). "É preciso dialogar com quem está perto da gente. As associações terão que buscar isso para oferecer aos fornecedores a economia de escala", adiantou.

Fava Neves também enfatizou a busca pela excelência e inovação através de investimento, mais competitividade no mercado, maior produção e geração de valor e renda. "Construir margem é essencial para o setor", sentenciou.
 
Consecana

Ao apresentar e comentar sobre o Sistema Integrado Orplana, Celso Albano, gestor executivo da entidade, pontou as bases de um possível novo modelo Consecana que inclui eficiência operacional, operações e custo final. O modelo prioriza a meritocracia, se é associado, se possui certificação, qualidade e outros. A ideia é aplicar o que já acontece no mercado e ter um Consecana com remuneração variável.

"Entender Consecana é entender custo de produção. O produtor não tem controle de seus custos de maneira generalizada", finalizou Albano.