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Estudo aponta gargalos do Programa ABC

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Agricultura

19/06/2017

Criado como uma alternativa de crédito para a implementação de uma forma sustentável de produção no país, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) chega ao sétimo ano sem o sucesso esperado. Muitas razões já foram levantadas para explicar a baixa adesão, mas um novo estudo, encomendado pela FGV, joga luz sobre um novo aspecto: os riscos embutidos nas áreas determinadas como prioritárias pelo governo federal para a aplicação desse dinheiro.
Segundo Alexandre Mendonça de Barros, diretor­sócio da MB Agro e autor do estudo, a baixa atratividade dos recursos está menos relacionada à falta de interesse do produtor e mais a questões econômicas. São risco climático, falta de infraestrutura logística e dificuldade de acesso a mercado que inviabilizam a tomada do crédito ­ tanto ou mais que a falta de informação do produtor, de assistência rural e o despreparado dos próprios bancos aptos ao repasse.
"O programa ficou desconectado da realidade", diz o economista. "A retirada de recursos é baixa justamente nas áreas prioritárias, que são as pastagens degradadas com pequena lotação animal [número de bois por hectare]. Do ponto de vista agronômico, pode até fazer sentido, mas do econômico, não".
O programa é a principal linha de crédito ao produtor do Plano ABC, que prevê a expansão agrícola através do financiamento de técnicas produtivas de baixa emissão de carbono, como o plantio direto e o consórcio de lavourafloresta­pecuária. Mas é a recuperação de pastagens degradadas a mais promissora das técnicas, devido à área gigantesca que representa no país (cerca de 30 milhões de hectares).
Desde o seu lançamento no Plano Safra 2010/11, no entanto, até agora foram contratados somente R$ 13,8 bilhões dos R$ 20,5 bilhões disponibilizados. Em nenhum desses ciclos, o montante oferecido foi totalmente captado ­ o governo reservou R$ 2,13 bilhões para a safra 2017/18.
Segundo Mendonça de Barros, a escolha dessas áreas prioritária baseada na ocupação de pastagens não considera os riscos percebidos pelo produtor rural, e ignora outras limitações de difícil superação.
O Norte e o Nordeste do país ­ não à toa, os menos atendidos pelo crédito do ABC ­ ilustram o problema. Com grandes
áreas degradadas e baixa densidade animal (números de bois por hectare), as propriedades dessas regiões estão distantes de rotas logísticas. Portanto, tendem a continuar em desvantagem competitiva em relação a propriedades mais próximas de rodovias, indústrias e portos.
"Uma propriedade com ampla área de pasto degradado, mas longe de abatedouros quem possam comprar seus animais e de estradas que os transportem, não terá os benefícios da recuperação sustentados no longo prazo. A conta do produtor não fecha", acrescenta Angelo Gurgel, coordenador do Observatório do Plano ABC, coordenado pelo Centro de Estudos de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GVAgro) para monitorar o desempenho do programa.
Os problemas enfrentados na Bahia, no Piauí, no Maranhão e no Tocantins atestam que a combinação de risco climático com má logística pode gerar endividamento. Há cinco anos, estas regiões eram consideradas de alto potencial, e muitos enxergaram risco apenas moderado, o que não se mostrou verdadeiro em diversas áreas nas últimas quatro safras, diz o estudo.
Há ainda outras limitações menos mencionadas, mas que tornam complexas as possibilidades de intensificação tecnológica nas áreas degradadas. Em muitas regiões, por exemplo, não há calcário para recuperação de solos. Como é um insumo essencial na recuperação da fertilidade do solo e um produto de baixo valor agregado, o custo logístico afeta a viabilidade econômica de sua utilização.
De acordo com o estudo, o sucesso do Programa ABC estaria mais garantido se houvesse um programa de seguro subvencionado pelo Estado para áreas percebidas de maior risco pelo produtor.
Criado como uma alternativa de crédito para a implementação de uma forma sustentável de produção no país, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) chega ao sétimo ano sem o sucesso esperado. Muitas razões já foram levantadas para explicar a baixa adesão, mas um novo estudo, encomendado pela FGV, joga luz sobre um novo aspecto: os riscos embutidos nas áreas determinadas como prioritárias pelo governo federal para a aplicação desse dinheiro.
Segundo Alexandre Mendonça de Barros, diretor­sócio da MB Agro e autor do estudo, a baixa atratividade dos recursos está menos relacionada à falta de interesse do produtor e mais a questões econômicas. São risco climático, falta de infraestrutura logística e dificuldade de acesso a mercado que inviabilizam a tomada do crédito ­ tanto ou mais que a falta de informação do produtor, de assistência rural e o despreparado dos próprios bancos aptos ao repasse.
"O programa ficou desconectado da realidade", diz o economista. "A retirada de recursos é baixa justamente nas áreas prioritárias, que são as pastagens degradadas com pequena lotação animal [número de bois por hectare]. Do ponto de vista agronômico, pode até fazer sentido, mas do econômico, não".
O programa é a principal linha de crédito ao produtor do Plano ABC, que prevê a expansão agrícola através do financiamento de técnicas produtivas de baixa emissão de carbono, como o plantio direto e o consórcio de lavourafloresta­pecuária. Mas é a recuperação de pastagens degradadas a mais promissora das técnicas, devido à área gigantesca que representa no país (cerca de 30 milhões de hectares).
Desde o seu lançamento no Plano Safra 2010/11, no entanto, até agora foram contratados somente R$ 13,8 bilhões dos R$ 20,5 bilhões disponibilizados. Em nenhum desses ciclos, o montante oferecido foi totalmente captado ­ o governo reservou R$ 2,13 bilhões para a safra 2017/18.
Segundo Mendonça de Barros, a escolha dessas áreas prioritária baseada na ocupação de pastagens não considera os riscos percebidos pelo produtor rural, e ignora outras limitações de difícil superação.
O Norte e o Nordeste do país ­ não à toa, os menos atendidos pelo crédito do ABC ­ ilustram o problema. Com grandes áreas degradadas e baixa densidade animal (números de bois por hectare), as propriedades dessas regiões estão distantes de rotas logísticas. Portanto, tendem a continuar em desvantagem competitiva em relação a propriedades mais próximas de rodovias, indústrias e portos.

"Uma propriedade com ampla área de pasto degradado, mas longe de abatedouros quem possam comprar seus animais e de estradas que os transportem, não terá os benefícios da recuperação sustentados no longo prazo. A conta do produtor não fecha", acrescenta Angelo Gurgel, coordenador do Observatório do Plano ABC, coordenado pelo Centro de Estudos de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GVAgro) para monitorar o desempenho do programa.
Os problemas enfrentados na Bahia, no Piauí, no Maranhão e no Tocantins atestam que a combinação de risco climático com má logística pode gerar endividamento. Há cinco anos, estas regiões eram consideradas de alto potencial, e muitos enxergaram risco apenas moderado, o que não se mostrou verdadeiro em diversas áreas nas últimas quatro safras, diz o estudo.
Há ainda outras limitações menos mencionadas, mas que tornam complexas as possibilidades de intensificação tecnológica nas áreas degradadas. Em muitas regiões, por exemplo, não há calcário para recuperação de solos. Como é um insumo essencial na recuperação da fertilidade do solo e um produto de baixo valor agregado, o custo logístico afeta a viabilidade econômica de sua utilização.
De acordo com o estudo, o sucesso do Programa ABC estaria mais garantido se houvesse um programa de seguro subvencionado pelo Estado para áreas percebidas de maior risco pelo produtor.

Fonte: Valor Econômico

Estudo aponta gargalos do Programa ABC

19/06/2017

Criado como uma alternativa de crédito para a implementação de uma forma sustentável de produção no país, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) chega ao sétimo ano sem o sucesso esperado. Muitas razões já foram levantadas para explicar a baixa adesão, mas um novo estudo, encomendado pela FGV, joga luz sobre um novo aspecto: os riscos embutidos nas áreas determinadas como prioritárias pelo governo federal para a aplicação desse dinheiro.
Segundo Alexandre Mendonça de Barros, diretor­sócio da MB Agro e autor do estudo, a baixa atratividade dos recursos está menos relacionada à falta de interesse do produtor e mais a questões econômicas. São risco climático, falta de infraestrutura logística e dificuldade de acesso a mercado que inviabilizam a tomada do crédito ­ tanto ou mais que a falta de informação do produtor, de assistência rural e o despreparado dos próprios bancos aptos ao repasse.
"O programa ficou desconectado da realidade", diz o economista. "A retirada de recursos é baixa justamente nas áreas prioritárias, que são as pastagens degradadas com pequena lotação animal [número de bois por hectare]. Do ponto de vista agronômico, pode até fazer sentido, mas do econômico, não".
O programa é a principal linha de crédito ao produtor do Plano ABC, que prevê a expansão agrícola através do financiamento de técnicas produtivas de baixa emissão de carbono, como o plantio direto e o consórcio de lavourafloresta­pecuária. Mas é a recuperação de pastagens degradadas a mais promissora das técnicas, devido à área gigantesca que representa no país (cerca de 30 milhões de hectares).
Desde o seu lançamento no Plano Safra 2010/11, no entanto, até agora foram contratados somente R$ 13,8 bilhões dos R$ 20,5 bilhões disponibilizados. Em nenhum desses ciclos, o montante oferecido foi totalmente captado ­ o governo reservou R$ 2,13 bilhões para a safra 2017/18.
Segundo Mendonça de Barros, a escolha dessas áreas prioritária baseada na ocupação de pastagens não considera os riscos percebidos pelo produtor rural, e ignora outras limitações de difícil superação.
O Norte e o Nordeste do país ­ não à toa, os menos atendidos pelo crédito do ABC ­ ilustram o problema. Com grandes
áreas degradadas e baixa densidade animal (números de bois por hectare), as propriedades dessas regiões estão distantes de rotas logísticas. Portanto, tendem a continuar em desvantagem competitiva em relação a propriedades mais próximas de rodovias, indústrias e portos.
"Uma propriedade com ampla área de pasto degradado, mas longe de abatedouros quem possam comprar seus animais e de estradas que os transportem, não terá os benefícios da recuperação sustentados no longo prazo. A conta do produtor não fecha", acrescenta Angelo Gurgel, coordenador do Observatório do Plano ABC, coordenado pelo Centro de Estudos de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GVAgro) para monitorar o desempenho do programa.
Os problemas enfrentados na Bahia, no Piauí, no Maranhão e no Tocantins atestam que a combinação de risco climático com má logística pode gerar endividamento. Há cinco anos, estas regiões eram consideradas de alto potencial, e muitos enxergaram risco apenas moderado, o que não se mostrou verdadeiro em diversas áreas nas últimas quatro safras, diz o estudo.
Há ainda outras limitações menos mencionadas, mas que tornam complexas as possibilidades de intensificação tecnológica nas áreas degradadas. Em muitas regiões, por exemplo, não há calcário para recuperação de solos. Como é um insumo essencial na recuperação da fertilidade do solo e um produto de baixo valor agregado, o custo logístico afeta a viabilidade econômica de sua utilização.
De acordo com o estudo, o sucesso do Programa ABC estaria mais garantido se houvesse um programa de seguro subvencionado pelo Estado para áreas percebidas de maior risco pelo produtor.
Criado como uma alternativa de crédito para a implementação de uma forma sustentável de produção no país, o Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) chega ao sétimo ano sem o sucesso esperado. Muitas razões já foram levantadas para explicar a baixa adesão, mas um novo estudo, encomendado pela FGV, joga luz sobre um novo aspecto: os riscos embutidos nas áreas determinadas como prioritárias pelo governo federal para a aplicação desse dinheiro.
Segundo Alexandre Mendonça de Barros, diretor­sócio da MB Agro e autor do estudo, a baixa atratividade dos recursos está menos relacionada à falta de interesse do produtor e mais a questões econômicas. São risco climático, falta de infraestrutura logística e dificuldade de acesso a mercado que inviabilizam a tomada do crédito ­ tanto ou mais que a falta de informação do produtor, de assistência rural e o despreparado dos próprios bancos aptos ao repasse.
"O programa ficou desconectado da realidade", diz o economista. "A retirada de recursos é baixa justamente nas áreas prioritárias, que são as pastagens degradadas com pequena lotação animal [número de bois por hectare]. Do ponto de vista agronômico, pode até fazer sentido, mas do econômico, não".
O programa é a principal linha de crédito ao produtor do Plano ABC, que prevê a expansão agrícola através do financiamento de técnicas produtivas de baixa emissão de carbono, como o plantio direto e o consórcio de lavourafloresta­pecuária. Mas é a recuperação de pastagens degradadas a mais promissora das técnicas, devido à área gigantesca que representa no país (cerca de 30 milhões de hectares).
Desde o seu lançamento no Plano Safra 2010/11, no entanto, até agora foram contratados somente R$ 13,8 bilhões dos R$ 20,5 bilhões disponibilizados. Em nenhum desses ciclos, o montante oferecido foi totalmente captado ­ o governo reservou R$ 2,13 bilhões para a safra 2017/18.
Segundo Mendonça de Barros, a escolha dessas áreas prioritária baseada na ocupação de pastagens não considera os riscos percebidos pelo produtor rural, e ignora outras limitações de difícil superação.
O Norte e o Nordeste do país ­ não à toa, os menos atendidos pelo crédito do ABC ­ ilustram o problema. Com grandes áreas degradadas e baixa densidade animal (números de bois por hectare), as propriedades dessas regiões estão distantes de rotas logísticas. Portanto, tendem a continuar em desvantagem competitiva em relação a propriedades mais próximas de rodovias, indústrias e portos.

"Uma propriedade com ampla área de pasto degradado, mas longe de abatedouros quem possam comprar seus animais e de estradas que os transportem, não terá os benefícios da recuperação sustentados no longo prazo. A conta do produtor não fecha", acrescenta Angelo Gurgel, coordenador do Observatório do Plano ABC, coordenado pelo Centro de Estudos de Agronegócios da Fundação Getúlio Vargas (GVAgro) para monitorar o desempenho do programa.
Os problemas enfrentados na Bahia, no Piauí, no Maranhão e no Tocantins atestam que a combinação de risco climático com má logística pode gerar endividamento. Há cinco anos, estas regiões eram consideradas de alto potencial, e muitos enxergaram risco apenas moderado, o que não se mostrou verdadeiro em diversas áreas nas últimas quatro safras, diz o estudo.
Há ainda outras limitações menos mencionadas, mas que tornam complexas as possibilidades de intensificação tecnológica nas áreas degradadas. Em muitas regiões, por exemplo, não há calcário para recuperação de solos. Como é um insumo essencial na recuperação da fertilidade do solo e um produto de baixo valor agregado, o custo logístico afeta a viabilidade econômica de sua utilização.
De acordo com o estudo, o sucesso do Programa ABC estaria mais garantido se houvesse um programa de seguro subvencionado pelo Estado para áreas percebidas de maior risco pelo produtor.