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Gerhai discute assuntos polêmicos em sua 197ª reunião

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Agronegócio

11/05/2018

Por: Fernanda Clariano


Mensalmente, o Gerhai (Grupo de Estudos em Recursos Humanos na Agroindústria) em parceria com o Ceise Br, reúne no auditório do Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho-SP, um grupo seleto com foco em contribuir com as mudanças no mercado e na economia do país. São profissionais da área de Recursos Humanos que têm interesse em conhecer outras áreas e fortalecer laços de cooperação e integração por meio da troca de informações e experiências.

A 197ª reunião ordinária aconteceu no dia 9 de março e foi conduzida pelo diretor executivo do Gerhai, José Darciso Rui, e pelo presidente do Gerhai, Mauro Garcia, que colocaram em discussão assuntos da área trabalhista como a contribuição sindical e horas “in itinere”.


O presidente do Gerhai destacou na abertura a importância do grupo para as decisões do dia a dia, bem como para obter posicionamentos e visão de mercado para as tomadas de decisões. “É muito importante reunir pessoas, principalmente os RHs, que precisam conhecer o todo, ter uma visão não só da relação pessoal, mas também do mercado, agricultura, produção - uma visão geral. Além do desenvolvimento de pessoas, o Gerhai também foca em outras questões e, atualmente, a bola da vez é a legislação trabalhista.

É preciso ter cuidado e cautela em todas as ações a serem tomadas porque podem afetar as empresas. O importante é se fazer presente, participar de reuniões não só no Gerhai, mas também da Unica(União da Indústria de Cana-de-açúcar) e em todos os lugares que forem debater a respeito desse assunto e se manter informado”, destacou Garcia.

Atualmente existe uma polêmica a respeito das horas “in itinere”, que são aquelas em que o trabalhador está sendo transportado para o local onde ele trabalha e onde não existe o serviço público. Esse tempo de deslocamento era pago como hora “in itinere”que integrava a jornada de trabalho.

Com a reforma trabalhista essa hora “in itinere” deixou de existir de 12 novembro do ano passado para cá e aí surge a questão: aplica-se a nova lei somente para os novos contratos, ou seja, aqueles que vão ser contratados não terão esse direito, ou também se aplica àqueles que já estavam com o contrato em vigor e que durante muitos anos receberam esse correspondente?

As horas em disposição para o transporte de empregado de ida para o local de trabalho e o retorno para sua residência não mais integram contrato de trabalho, não mais integram jornada de trabalho. Dessa forma, as horas “in itinere”não são mais devidas e muitas empresas estão com dificuldades em colocar isso em operação, uma porque o corte dessas horas representa por volta de 20% do salário do trabalhador.
                                                                                                                      
No ponto de vista do diretor executivo do Gerhai, há muitas alternativas - o problema é não saber qual é a mais viável e a mais correta juridicamente.  “Vejo isso tudo como uma questão muito polêmica - à luz da lei ela não é mais devida, mas à luz da motivação, produtividade e do clima dentro da organização, tem que se pensar em algo. Existem empresas que estão em condições financeiras ruins e, em razão disso, já disseram que vão cumprir a lei e que não vão pagar e tem que ser respeitado. É uma situação para ser discutida nos acordos coletivos futuros”, observou o executivo.  

Para o advogado do Ceise Br - João dos Reis Oliveira, essa situação vem atormentando os setores de RH das empresas, se irão retirar daqueles funcionários que estavam trabalhando ou se irão manter e aqueles que forem contratados não terão este direito. “Do ponto de vista legal, o próprio Supremo Tribunal Federal já havia validado antes da reforma, a troca dessa hora de transporte por outros benefícios ao trabalhador. O tema é polêmico e somente com o passar do tempo é que vamos ter uma segurança jurídica a esse respeito”, afirmou Oliveira.

Palestras
O encontro ainda contou com importantes palestras proferidas pelo professor-doutor da Esalq/USP, Weber Neves do Amaral; pelo coach e consultor organizacional, André Riemma, e pela coordenadora do Departamento de Inteligência de Mercado em Agronegócio da PwC Brasil, Lara Moraes. Dentre os assuntos - Economia circular e oportunidades para o setor do Agronegócio; Inovar para desenvolver mais rápido e melhor e Desafios e tendências para a Safra 2018/2019.
 
Economia circular e oportunidades para o agronegócio - O professor da Esalq/USP apresentou um conceito relativamente novo de se produzir com processos e formas que olham todo o ciclo de vida de um produto e se preocupa em gerar o menor impacto possível. De acordo com Amaral, a economia circular é a solução da prosperidade econômica sem promover a exaustão dos recursos naturais, uma mudança no modo de se fazer negócios, no qual o objetivo final não é somente o de se obter lucro a qualquer custo.

Dessa forma, a economia circular promove uma maior geração de valor do produto, que foi produzido e será comercializado de forma a causar os menores impactos possíveis ao meio ambiente. Nesse modelo, o crescimento econômico deixa de estar diretamente ligado ao aumento da extração e consumo de novos recursos, e facilita a inovação no aproveitamento de recursos que já estão dentro de algum processo de produção.

“A economia circular é uma tendência e um movimento em ascensão nos últimos anos, visto a importância da sua implementação para a sobrevivência das futuras gerações. Entre os principais preceitos da economia circular está a mudança do modelo linear de produção, onde todos os elos do processo são interligados e baseados em três princípios: preservação, otimização e estimulação”, contextualizou o professor.
 
Inovar para desenvolver mais rápido e melhor - o consultor organizacional da Riemma Coach, apresentou uma ferramenta inovadora – “A Forja”, um aplicativo que permite alto desempenho, resultados prósperos e sustentáveis, focando eliminar algumas lacunas no processo de coaching, podendo potencializar e maximizar resultados.
“Forjar é transformar um material forte e bruto, sem uma forma bem definida, moldando através de uma técnica apurada e com as ferramentas corretas para se tornar um objeto de grande utilidade e valor, permitindo alto desempenho. A ideia é mostrar como a tecnologia no caso específico consegue potencializar um processo de coaching”, disse Riemma.

Desafios e tendências para a safra 2018/19 - Geralmente quando pensamos na palavra “tendência”, pensamos em algo que tem uma intenção ou uma pré-disposição a acontecer. Segundo Lara Moraes,a PwC encara a palavra “tendência” como pontos de atenção - no que devemos estar atentos que pode modificar o nosso negócio e no que pode impactar a sociedade e transformar a realidade.
Neste sentido, a PwC desenvolveu recentemente um estudo global e identificou cinco megatendências mundiais que devem transformar a sociedade e o mundo dos negócios. São elas: mudanças demográficas; urbanização; deslocamento do poder econômico; mudanças climáticas e escassez de recursos e avanços tecnológicos.

 “Diante dessas megatendências teremos consumidores mais antenados que irão demandar valor, responsabilidade, sustentabilidade, personalização dos produtos, transparência nos processos e, perante isso, é necessário se adaptar”, disse a profissional que também comentou outros assuntos em destaques como o RenovaBio e carro elétrico.

RenovaBio - É uma política pública que tende a transformar o setor sucroenergético - iniciou em 2016 e foi sancionada em 2017 e esse é um semestre de muita ansiedade porque devem ser divulgadas todas as diretrizes do programa que está inserido no contexto econômico de produzir, de forma sustentável, e de incentivar a utilização de recursos naturais. A ideia do programa é a emissão de CBios, a usina terá uma remuneração adicional por vender o biocombustível e as distribuidoras terão custos adicionais por comercializarem os combustíveis fósseis.

“O RenovaBio ainda é um programa voluntário das usinas, mas o que percebemos é que é necessário se adaptar, é preciso participar porque faz parte da atmosfera econômica mundial. O mundo está caminhando no sentido da produção economicamente sustentável, é um programa que tende a impactar muito o setor - são diversos os impactos que irá trazer, porém, essa adaptação não é fácil, é necessário investimento por parte das usinas para o entendimento, para saber utilizar a plataforma de Renovacalc e conseguir se beneficiar dele. É um desafio, porém necessário”, afirmou.
As estimativas são que o programa tende a impulsionar a produção de etanol - as usinas terão condições de fazer novos investimentos tanto na área industrial como agrícola e tem toda uma discussão também sobre a dinâmica de preços de etanol e da gasolina após o programa entrar em vigor.

Carro elétrico - O carro elétrico é uma realidade um pouco distante do Brasil, já que em 2026 a expectativa é que o Brasil tenha apenas 1% da sua frota de carros elétricos. Distante do Brasil, mas não distante do mundo, porque alguns países já decretaram prazos para encerrar a comercialização de carros com motor a combustíveis.

“Existem muitos estudos que já estão vendo a possibilidade dos carros elétricos serem abastecidos com etanol. O etanol será fonte de geração de eletricidade para esses carros e se isso de fato for viável e ganhar uma escala, com certeza o setor vai ser bastante beneficiado desse novo cenário”, vislumbrou.
 
 

Fonte: Revista Canavieiros

Gerhai discute assuntos polêmicos em sua 197ª reunião

11/05/2018

Por: Fernanda Clariano


Mensalmente, o Gerhai (Grupo de Estudos em Recursos Humanos na Agroindústria) em parceria com o Ceise Br, reúne no auditório do Centro de Eventos Zanini, em Sertãozinho-SP, um grupo seleto com foco em contribuir com as mudanças no mercado e na economia do país. São profissionais da área de Recursos Humanos que têm interesse em conhecer outras áreas e fortalecer laços de cooperação e integração por meio da troca de informações e experiências.

A 197ª reunião ordinária aconteceu no dia 9 de março e foi conduzida pelo diretor executivo do Gerhai, José Darciso Rui, e pelo presidente do Gerhai, Mauro Garcia, que colocaram em discussão assuntos da área trabalhista como a contribuição sindical e horas “in itinere”.


O presidente do Gerhai destacou na abertura a importância do grupo para as decisões do dia a dia, bem como para obter posicionamentos e visão de mercado para as tomadas de decisões. “É muito importante reunir pessoas, principalmente os RHs, que precisam conhecer o todo, ter uma visão não só da relação pessoal, mas também do mercado, agricultura, produção - uma visão geral. Além do desenvolvimento de pessoas, o Gerhai também foca em outras questões e, atualmente, a bola da vez é a legislação trabalhista.

É preciso ter cuidado e cautela em todas as ações a serem tomadas porque podem afetar as empresas. O importante é se fazer presente, participar de reuniões não só no Gerhai, mas também da Unica(União da Indústria de Cana-de-açúcar) e em todos os lugares que forem debater a respeito desse assunto e se manter informado”, destacou Garcia.

Atualmente existe uma polêmica a respeito das horas “in itinere”, que são aquelas em que o trabalhador está sendo transportado para o local onde ele trabalha e onde não existe o serviço público. Esse tempo de deslocamento era pago como hora “in itinere”que integrava a jornada de trabalho.

Com a reforma trabalhista essa hora “in itinere” deixou de existir de 12 novembro do ano passado para cá e aí surge a questão: aplica-se a nova lei somente para os novos contratos, ou seja, aqueles que vão ser contratados não terão esse direito, ou também se aplica àqueles que já estavam com o contrato em vigor e que durante muitos anos receberam esse correspondente?

As horas em disposição para o transporte de empregado de ida para o local de trabalho e o retorno para sua residência não mais integram contrato de trabalho, não mais integram jornada de trabalho. Dessa forma, as horas “in itinere”não são mais devidas e muitas empresas estão com dificuldades em colocar isso em operação, uma porque o corte dessas horas representa por volta de 20% do salário do trabalhador.
                                                                                                                      
No ponto de vista do diretor executivo do Gerhai, há muitas alternativas - o problema é não saber qual é a mais viável e a mais correta juridicamente.  “Vejo isso tudo como uma questão muito polêmica - à luz da lei ela não é mais devida, mas à luz da motivação, produtividade e do clima dentro da organização, tem que se pensar em algo. Existem empresas que estão em condições financeiras ruins e, em razão disso, já disseram que vão cumprir a lei e que não vão pagar e tem que ser respeitado. É uma situação para ser discutida nos acordos coletivos futuros”, observou o executivo.  

Para o advogado do Ceise Br - João dos Reis Oliveira, essa situação vem atormentando os setores de RH das empresas, se irão retirar daqueles funcionários que estavam trabalhando ou se irão manter e aqueles que forem contratados não terão este direito. “Do ponto de vista legal, o próprio Supremo Tribunal Federal já havia validado antes da reforma, a troca dessa hora de transporte por outros benefícios ao trabalhador. O tema é polêmico e somente com o passar do tempo é que vamos ter uma segurança jurídica a esse respeito”, afirmou Oliveira.

Palestras
O encontro ainda contou com importantes palestras proferidas pelo professor-doutor da Esalq/USP, Weber Neves do Amaral; pelo coach e consultor organizacional, André Riemma, e pela coordenadora do Departamento de Inteligência de Mercado em Agronegócio da PwC Brasil, Lara Moraes. Dentre os assuntos - Economia circular e oportunidades para o setor do Agronegócio; Inovar para desenvolver mais rápido e melhor e Desafios e tendências para a Safra 2018/2019.
 
Economia circular e oportunidades para o agronegócio - O professor da Esalq/USP apresentou um conceito relativamente novo de se produzir com processos e formas que olham todo o ciclo de vida de um produto e se preocupa em gerar o menor impacto possível. De acordo com Amaral, a economia circular é a solução da prosperidade econômica sem promover a exaustão dos recursos naturais, uma mudança no modo de se fazer negócios, no qual o objetivo final não é somente o de se obter lucro a qualquer custo.

Dessa forma, a economia circular promove uma maior geração de valor do produto, que foi produzido e será comercializado de forma a causar os menores impactos possíveis ao meio ambiente. Nesse modelo, o crescimento econômico deixa de estar diretamente ligado ao aumento da extração e consumo de novos recursos, e facilita a inovação no aproveitamento de recursos que já estão dentro de algum processo de produção.

“A economia circular é uma tendência e um movimento em ascensão nos últimos anos, visto a importância da sua implementação para a sobrevivência das futuras gerações. Entre os principais preceitos da economia circular está a mudança do modelo linear de produção, onde todos os elos do processo são interligados e baseados em três princípios: preservação, otimização e estimulação”, contextualizou o professor.
 
Inovar para desenvolver mais rápido e melhor - o consultor organizacional da Riemma Coach, apresentou uma ferramenta inovadora – “A Forja”, um aplicativo que permite alto desempenho, resultados prósperos e sustentáveis, focando eliminar algumas lacunas no processo de coaching, podendo potencializar e maximizar resultados.
“Forjar é transformar um material forte e bruto, sem uma forma bem definida, moldando através de uma técnica apurada e com as ferramentas corretas para se tornar um objeto de grande utilidade e valor, permitindo alto desempenho. A ideia é mostrar como a tecnologia no caso específico consegue potencializar um processo de coaching”, disse Riemma.

Desafios e tendências para a safra 2018/19 - Geralmente quando pensamos na palavra “tendência”, pensamos em algo que tem uma intenção ou uma pré-disposição a acontecer. Segundo Lara Moraes,a PwC encara a palavra “tendência” como pontos de atenção - no que devemos estar atentos que pode modificar o nosso negócio e no que pode impactar a sociedade e transformar a realidade.
Neste sentido, a PwC desenvolveu recentemente um estudo global e identificou cinco megatendências mundiais que devem transformar a sociedade e o mundo dos negócios. São elas: mudanças demográficas; urbanização; deslocamento do poder econômico; mudanças climáticas e escassez de recursos e avanços tecnológicos.

 “Diante dessas megatendências teremos consumidores mais antenados que irão demandar valor, responsabilidade, sustentabilidade, personalização dos produtos, transparência nos processos e, perante isso, é necessário se adaptar”, disse a profissional que também comentou outros assuntos em destaques como o RenovaBio e carro elétrico.

RenovaBio - É uma política pública que tende a transformar o setor sucroenergético - iniciou em 2016 e foi sancionada em 2017 e esse é um semestre de muita ansiedade porque devem ser divulgadas todas as diretrizes do programa que está inserido no contexto econômico de produzir, de forma sustentável, e de incentivar a utilização de recursos naturais. A ideia do programa é a emissão de CBios, a usina terá uma remuneração adicional por vender o biocombustível e as distribuidoras terão custos adicionais por comercializarem os combustíveis fósseis.

“O RenovaBio ainda é um programa voluntário das usinas, mas o que percebemos é que é necessário se adaptar, é preciso participar porque faz parte da atmosfera econômica mundial. O mundo está caminhando no sentido da produção economicamente sustentável, é um programa que tende a impactar muito o setor - são diversos os impactos que irá trazer, porém, essa adaptação não é fácil, é necessário investimento por parte das usinas para o entendimento, para saber utilizar a plataforma de Renovacalc e conseguir se beneficiar dele. É um desafio, porém necessário”, afirmou.
As estimativas são que o programa tende a impulsionar a produção de etanol - as usinas terão condições de fazer novos investimentos tanto na área industrial como agrícola e tem toda uma discussão também sobre a dinâmica de preços de etanol e da gasolina após o programa entrar em vigor.

Carro elétrico - O carro elétrico é uma realidade um pouco distante do Brasil, já que em 2026 a expectativa é que o Brasil tenha apenas 1% da sua frota de carros elétricos. Distante do Brasil, mas não distante do mundo, porque alguns países já decretaram prazos para encerrar a comercialização de carros com motor a combustíveis.

“Existem muitos estudos que já estão vendo a possibilidade dos carros elétricos serem abastecidos com etanol. O etanol será fonte de geração de eletricidade para esses carros e se isso de fato for viável e ganhar uma escala, com certeza o setor vai ser bastante beneficiado desse novo cenário”, vislumbrou.