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http://bit.ly/2ktdMMm
http://site.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://https://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://www.ideaonline.com.br/conteudo/2-inovacana.html

Mudas pré-botadas: tecnologia para renovação dos canaviais

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Colunista

15/01/2018

Enga. Agr. Msc. Ana Paula S. M. Bonilha - Especialista de Desenvolvimento de Produto e Mercado da Ourofino Agrociência
Eng. Agr. Dr. Roberto Estêvão Bragion de Toledo – Gerente de Produtos Herbicidas e Cana-de-açúcar da Ourofino Agrociência
Eng. Agr. Msc. Edson Donizeti de Mattos - Gerente de Pesquisa Agrícola da Ourofino Agrociência
 
De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em outubro de 2017, a área de cana-de-açúcar atingiu mais de 10 milhões de hectares, sendo produzidas mais de 716 milhões de toneladas, com rendimento médio de 70 mil quilos por hectare. O resultado apresenta um decréscimo de 0,5% frente à pesquisa anterior, de setembro. Como na atividade canavieira o aumento da produtividade é sempre almejado pelos agricultores, manter a engrenagem funcionando bem é requisito fundamental. Para isso, é preciso buscar novas soluções e tecnologias adaptadas à cultura brasileira, entre elas as MPBs (mudas pré-brotadas), que podem auxiliar o aumento da produtividade e, consequentemente, a lucratividade do campo.
 
Porém, é preciso conhecer os benefícios e manejos da MPB para conquistar bons resultados. Para o sistema tradicional de plantio de cana-de-açúcar, por meio de toletes de aproximadamente 40 centímetros e com idade de até 10 meses, são necessárias de 18 a 20 toneladas de cana para cultivo de um hectare, em média. Entretanto, um quarto do que é produzido a cada ano na mesma área não vinga devido à exposição ao sol e à chuva, deixando o canavial com falhas.
 
Além disso, nos plantios tradicionais, quando utilizamos entre 15 a 20 gemas viáveis por metro, assistimos a uma competição não apenas entre os perfilhos, mas também entre as touceiras para se estabelecerem. Água, nutrientes, luz e espaço exigem um gasto de energia que não se traduz necessariamente em produção de maior volume por hectare.
 
Já no sistema de mudas pré-brotadas, as touceiras, seguramente, poderão expressar melhor o potencial de produção, pois a tecnologia consiste na substituição dos toletes de cana pelas mudas previamente germinadas, denominadas como minirrebolos, que incluem as gemas. Após o corte, essas mudas recebem um manejo térmico e são tratadas com fungicidas. Na sequência, antes de irem para o campo, são colocadas em caixas de brotação para posterior aclimatação e rustificação.
 
Esse processo é cada vez mais utilizado por usinas e fornecedores de cana-de-açúcar. O plantio das mudas ocorre após 60 dias da aclimatação e rustificação e dentre as vantagens está a redução da quantidade de cana utilizada para o plantio de um hectare: apenas duas toneladas são cultivadas e oferecem mais uniformidade e tolerância a doenças e pragas. Ou seja, quase dez vezes menos investimento em mão de obra e produto, garantindo mais assertividade para germinação, sanidade e aumento da produtividade.
 
Ainda dentre os benefícios do sistema, destaca-se o uso de maquinários. A plantadeira em uso no MPB é muito mais barata que as utilizadas no sistema convencional.
 
No entanto, como se trata de uma tecnologia relativamente recente, ainda nota-se pouco conhecimento em relação à seletividade de herbicidas em MPB. Por isso, há a necessidade de estudar o comportamento no solo e na planta de diferentes herbicidas em cana e os possíveis reflexos quanto à seletividade, bem como os impactos no desenvolvimento inicial e até na produtividade dos cultivares em MPB.
 
Para que o canavial expresse todo o seu potencial produtivo e o agricultor consiga adequar as falhas para o cultivo comercial, os herbicidas mais indicados para manejo são aqueles que apresentam alta seletividade para MPB e performance no manejo de gramíneas e folhas largas, como as soluções de atrazina, sulfentrazone, clomazone e metribuzim.
 
É importante conhecer programas que têm intensificado os estudos sobre a seletividade dos herbicidas em canas previamente brotadas. São eles que oferecem soluções integradas para o manejo de plantas daninhas ocasionam prejuízos ao produtor canavieiro.
 
 
 
 
 
 
 

Fonte: Revista Canavieiros

Mudas pré-botadas: tecnologia para renovação dos canaviais

15/01/2018

Enga. Agr. Msc. Ana Paula S. M. Bonilha - Especialista de Desenvolvimento de Produto e Mercado da Ourofino Agrociência
Eng. Agr. Dr. Roberto Estêvão Bragion de Toledo – Gerente de Produtos Herbicidas e Cana-de-açúcar da Ourofino Agrociência
Eng. Agr. Msc. Edson Donizeti de Mattos - Gerente de Pesquisa Agrícola da Ourofino Agrociência
 
De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em outubro de 2017, a área de cana-de-açúcar atingiu mais de 10 milhões de hectares, sendo produzidas mais de 716 milhões de toneladas, com rendimento médio de 70 mil quilos por hectare. O resultado apresenta um decréscimo de 0,5% frente à pesquisa anterior, de setembro. Como na atividade canavieira o aumento da produtividade é sempre almejado pelos agricultores, manter a engrenagem funcionando bem é requisito fundamental. Para isso, é preciso buscar novas soluções e tecnologias adaptadas à cultura brasileira, entre elas as MPBs (mudas pré-brotadas), que podem auxiliar o aumento da produtividade e, consequentemente, a lucratividade do campo.
 
Porém, é preciso conhecer os benefícios e manejos da MPB para conquistar bons resultados. Para o sistema tradicional de plantio de cana-de-açúcar, por meio de toletes de aproximadamente 40 centímetros e com idade de até 10 meses, são necessárias de 18 a 20 toneladas de cana para cultivo de um hectare, em média. Entretanto, um quarto do que é produzido a cada ano na mesma área não vinga devido à exposição ao sol e à chuva, deixando o canavial com falhas.
 
Além disso, nos plantios tradicionais, quando utilizamos entre 15 a 20 gemas viáveis por metro, assistimos a uma competição não apenas entre os perfilhos, mas também entre as touceiras para se estabelecerem. Água, nutrientes, luz e espaço exigem um gasto de energia que não se traduz necessariamente em produção de maior volume por hectare.
 
Já no sistema de mudas pré-brotadas, as touceiras, seguramente, poderão expressar melhor o potencial de produção, pois a tecnologia consiste na substituição dos toletes de cana pelas mudas previamente germinadas, denominadas como minirrebolos, que incluem as gemas. Após o corte, essas mudas recebem um manejo térmico e são tratadas com fungicidas. Na sequência, antes de irem para o campo, são colocadas em caixas de brotação para posterior aclimatação e rustificação.
 
Esse processo é cada vez mais utilizado por usinas e fornecedores de cana-de-açúcar. O plantio das mudas ocorre após 60 dias da aclimatação e rustificação e dentre as vantagens está a redução da quantidade de cana utilizada para o plantio de um hectare: apenas duas toneladas são cultivadas e oferecem mais uniformidade e tolerância a doenças e pragas. Ou seja, quase dez vezes menos investimento em mão de obra e produto, garantindo mais assertividade para germinação, sanidade e aumento da produtividade.
 
Ainda dentre os benefícios do sistema, destaca-se o uso de maquinários. A plantadeira em uso no MPB é muito mais barata que as utilizadas no sistema convencional.
 
No entanto, como se trata de uma tecnologia relativamente recente, ainda nota-se pouco conhecimento em relação à seletividade de herbicidas em MPB. Por isso, há a necessidade de estudar o comportamento no solo e na planta de diferentes herbicidas em cana e os possíveis reflexos quanto à seletividade, bem como os impactos no desenvolvimento inicial e até na produtividade dos cultivares em MPB.
 
Para que o canavial expresse todo o seu potencial produtivo e o agricultor consiga adequar as falhas para o cultivo comercial, os herbicidas mais indicados para manejo são aqueles que apresentam alta seletividade para MPB e performance no manejo de gramíneas e folhas largas, como as soluções de atrazina, sulfentrazone, clomazone e metribuzim.
 
É importante conhecer programas que têm intensificado os estudos sobre a seletividade dos herbicidas em canas previamente brotadas. São eles que oferecem soluções integradas para o manejo de plantas daninhas ocasionam prejuízos ao produtor canavieiro.