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“O Brasil é maior do que qualquer Governo”

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Agronegócio

02/01/2019
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O slogan acima é utilizado pelo jornalista, economista e palestrante, Luís Artur Nogueira, que escreve e fala sobre economia, negócios, empreendedorismo e educação financeira. No mercado de palestras há dez anos, ele vem se destacando pela linguagem simples, sem economês, sem gráficos e com muito bom humor, além de contar os bastidores de suas entrevistas. No mês de novembro, Nogueira foi um dos palestrantes do VII Encontro de Gerentes promovido pela Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred, com o apoio da Bayer em Sertãozinho-SP. Na oportunidade, a reportagem da Revista Canavieiros falou com o profissional. Confira a entrevista:
 
Por: Fernanda Clariano


Revista Canavieiros: Você é um jornalista-economista, ou um economista-jornalista?
Luís Artur Nogueira: Primeiro me formei em jornalismo e depois em economia. O meu dia a dia é escrever para veículos de imprensa. Atualmente escrevo para a Revista Isto É Dinheiro; tenho uma coluna no portal IG e participações também com a Mara Luquet no canal MyNews. Sou um jornalista econômico e tive o privilégio de trabalhar com o saudoso Joelmir Beting durante seis anos na Band. Em minhas palestras procuro juntar a dinâmica da linguagem do jornalista com todas as informações técnicas de um economista. Eu sou os dois ao mesmo tempo.
 
Revista Canavieiros: O que aprendemos com a Operação Lava Jato?
Luís Artur: Aprendemos com a Lava Jato que primeiro o Brasil está numa corrupção absurda, talvez um caso inédito mais grave do mundo. Segundo, com força de vontade, força política e empenho de muitas pessoas conseguimos combater a corrupção. O terceiro aprendizado é que não existe corrupção se não houver alguém no setor privado pagando por isso, então não basta culpar só o poder público, tem o setor privado (no caso as empreiteiras envolvidas). O ponto número quatro e  não menos importante é que de um lado a Lava Jato combate a corrupção, mas de outro, ao prender os grandes empreiteiros e desvendar todo o esquema do Petrolão envolvendo a Petrobras, que  sozinha era responsável por 10% de todos os investimentos do Brasil, o resultado final foi que as grandes obras pararam e isso derrubou a economia. Não estou exatamente criticando a Lava Jato, ela tem uma função de combater a corrupção, mas o efeito secundário dela foi parar as grandes obras e por tabela ajudar a afundar a economia.  
 
Revista Canavieiros: O problema do Brasil é mais político do que econômico?
Luís Artur: Até a eleição era mais político sem dúvida. A política atrapalhou o Brasil nos últimos três, quatro anos, foi crise política atrás de crise política, desde o Governo Dilma Rousseff - depois os escândalos no Governo Michel Temer.  Com a posse de um novo presidente eleito pelas urnas, o problema deixa de ser político e passa a ser de execução de uma boa agenda econômica. Agora, a economia jamais se descola da política. Se o novo presidente não tiver uma boa articulação política no Congresso para aprovar a agenda econômica nada adianta, ele pode até ter o melhor time de economia do mundo e a melhor agenda econômica, mas precisa ter força no Congresso para aprovar as medidas.
 
Revista Canavieiros: Por falar em economia, o varejo é o motor da economia?
Luís Artur: Sim, o varejo é o motor da economia. É normal que depois de uma crise profunda como essa (foi a maior da história - encolhemos 7% no biênio 2015-2016), a economia retome e as pessoas voltam a consumir. Isso anima os empresários a produzirem mais e com isso vem os investimentos, empregos, renda, consumo e cria-se um círculo virtuoso da economia. Além disso,  tem a retomada do crédito com juros menores porque os bancos e as cooperativas de crédito percebem que o ambiente está melhorando, que o risco de inadimplência está caindo e, portanto, passam a oferecer mais crédito e crédito mais barato, o que ajuda também a aumentar o consumo.  
 
Revista Canavieiros: Por meio da profissão, você tem a oportunidade de lidar com economistas e também com grandes empresários que são quem decidem se investem ou não no país. O que mais tem escutado em relação ao cenário político brasileiro? Há confiança ou desconfiança?
Luís Artur: Passada a eleição, agora há um sinal de confiança. O empresariado estava muito temeroso no período eleitoral porque o cenário era nebuloso, ninguém sabia quem iria ganhar. Agora que temos uma definição e a agenda econômica do Governo vencedor que foi o Bolsonaro e que agrada o setor empresarial, vejo uma retomada da confiança. Os empresários estão mais animados acreditando que o cenário político será favorável. Caberá ao presidente Bolsonaro conseguir o que eu acredito que seja o ponto principal no primeiro momento, que é a governabilidade necessária no Congresso Nacional. 

Revista Canavieiros: Como você vê o atual cenário econômico do Brasil?
Luís Artur: Vejo com otimismo. Acredito que já nos dois próximos anos o Brasil poderá crescer de 2% a 3%, quanto mais o Governo Bolsonaro avançar nas reformas e olhando um prazo um pouco maior. Na próxima década inteira, o Brasil tem potencial de crescer até 4% ao ano e não mais do que isso porque há alguns gargalos importantes que precisamos resolver como energia, infraestrutura e mão de obra qualificada que são coisas que o este país não tem.
 
Revista Canavieiros: Ao seu ver, o que se pode esperar do novo Governo a curto e longo prazo?
Luís Artur: Temos um desafio enorme nos seis primeiros meses do Governo Bolsonaro devido à expectativa da população, dos empresários e dos investidores - todos querem resultado rápido e o presidente eleito não pode errar. Claro que ninguém espera milagres em seis meses, ele não vai resolver o problema da segurança pública em seis meses e nem vai gerar 10 milhões de empregos, mas se mostrar que o país está no caminho correto, a confiança do consumidor e do empresário aumenta ainda mais, assim como os investimentos, o consumo, a renda e o emprego. A economia como um todo cresce e por tabela até a arrecadação do Governo aumenta, o que ajuda a melhorar as contas públicas.      
 
Revista Canavieiros: Então as suas expectativas em relação a esse Governo são as melhores possíveis?
Luís Artur: Sim, são as melhores. Acredito que toda troca de Governo gera um otimismo, ainda mais em uma eleição democrática, livre e transparente – foi opção da população brasileira, acho que pouco importa quem votou contra ou a favor do Bolsonaro – somos todos brasileiros e é hora de unirmos forças, trabalharmos e torcermos para que o Governo dê certo. Porém, precisamos arregaçar as mangas e trabalhar apesar de Brasília porque o Brasil é maior do que qualquer Governo e a grande lição que ficou da crise é que o empresariado cansou de esperar por milagres de Brasília. Todo mundo fez a lição de casa, reduziu custos, ineficiências, ganhou produtividade e a boa notícia é: temos hoje, por causa da crise, empresas mais produtivas e eficientes que estão preparadas para um novo ciclo de retomada do crescimento.
 
Revista Canavieiros: Sobre o Encontro de Gerentes, o qual participou como palestrante, como você vê essa iniciativa da cooperativa em reunir seus gerentes para uma tarde de informações e conhecimentos?
Luís Artur: Isso é fundamental - esse é o exemplo prático e concreto de que as empresas estão qualificando a mão de obra. Essa é uma das lições da crise que mencionei, onde se busca cortar custos, ganhar produtividade e qualificar a mão de obra através de treinamentos, cursos e palestras, levando conteúdo para que seus gestores possam vislumbrar quais são as tendências de mercado como também se preparar para o que está por vir. Eventos como este Encontro de Gerentes são fantásticos porque possibilitam que os dirigentes tenham um panorama do cenário econômico e se preparem para poder ganhar ainda mais mercado.

Fonte: Revista Canavieiros

“O Brasil é maior do que qualquer Governo”

02/01/2019

O slogan acima é utilizado pelo jornalista, economista e palestrante, Luís Artur Nogueira, que escreve e fala sobre economia, negócios, empreendedorismo e educação financeira. No mercado de palestras há dez anos, ele vem se destacando pela linguagem simples, sem economês, sem gráficos e com muito bom humor, além de contar os bastidores de suas entrevistas. No mês de novembro, Nogueira foi um dos palestrantes do VII Encontro de Gerentes promovido pela Copercana, Canaoeste e Sicoob Cocred, com o apoio da Bayer em Sertãozinho-SP. Na oportunidade, a reportagem da Revista Canavieiros falou com o profissional. Confira a entrevista:
 
Por: Fernanda Clariano


Revista Canavieiros: Você é um jornalista-economista, ou um economista-jornalista?
Luís Artur Nogueira: Primeiro me formei em jornalismo e depois em economia. O meu dia a dia é escrever para veículos de imprensa. Atualmente escrevo para a Revista Isto É Dinheiro; tenho uma coluna no portal IG e participações também com a Mara Luquet no canal MyNews. Sou um jornalista econômico e tive o privilégio de trabalhar com o saudoso Joelmir Beting durante seis anos na Band. Em minhas palestras procuro juntar a dinâmica da linguagem do jornalista com todas as informações técnicas de um economista. Eu sou os dois ao mesmo tempo.
 
Revista Canavieiros: O que aprendemos com a Operação Lava Jato?
Luís Artur: Aprendemos com a Lava Jato que primeiro o Brasil está numa corrupção absurda, talvez um caso inédito mais grave do mundo. Segundo, com força de vontade, força política e empenho de muitas pessoas conseguimos combater a corrupção. O terceiro aprendizado é que não existe corrupção se não houver alguém no setor privado pagando por isso, então não basta culpar só o poder público, tem o setor privado (no caso as empreiteiras envolvidas). O ponto número quatro e  não menos importante é que de um lado a Lava Jato combate a corrupção, mas de outro, ao prender os grandes empreiteiros e desvendar todo o esquema do Petrolão envolvendo a Petrobras, que  sozinha era responsável por 10% de todos os investimentos do Brasil, o resultado final foi que as grandes obras pararam e isso derrubou a economia. Não estou exatamente criticando a Lava Jato, ela tem uma função de combater a corrupção, mas o efeito secundário dela foi parar as grandes obras e por tabela ajudar a afundar a economia.  
 
Revista Canavieiros: O problema do Brasil é mais político do que econômico?
Luís Artur: Até a eleição era mais político sem dúvida. A política atrapalhou o Brasil nos últimos três, quatro anos, foi crise política atrás de crise política, desde o Governo Dilma Rousseff - depois os escândalos no Governo Michel Temer.  Com a posse de um novo presidente eleito pelas urnas, o problema deixa de ser político e passa a ser de execução de uma boa agenda econômica. Agora, a economia jamais se descola da política. Se o novo presidente não tiver uma boa articulação política no Congresso para aprovar a agenda econômica nada adianta, ele pode até ter o melhor time de economia do mundo e a melhor agenda econômica, mas precisa ter força no Congresso para aprovar as medidas.
 
Revista Canavieiros: Por falar em economia, o varejo é o motor da economia?
Luís Artur: Sim, o varejo é o motor da economia. É normal que depois de uma crise profunda como essa (foi a maior da história - encolhemos 7% no biênio 2015-2016), a economia retome e as pessoas voltam a consumir. Isso anima os empresários a produzirem mais e com isso vem os investimentos, empregos, renda, consumo e cria-se um círculo virtuoso da economia. Além disso,  tem a retomada do crédito com juros menores porque os bancos e as cooperativas de crédito percebem que o ambiente está melhorando, que o risco de inadimplência está caindo e, portanto, passam a oferecer mais crédito e crédito mais barato, o que ajuda também a aumentar o consumo.  
 
Revista Canavieiros: Por meio da profissão, você tem a oportunidade de lidar com economistas e também com grandes empresários que são quem decidem se investem ou não no país. O que mais tem escutado em relação ao cenário político brasileiro? Há confiança ou desconfiança?
Luís Artur: Passada a eleição, agora há um sinal de confiança. O empresariado estava muito temeroso no período eleitoral porque o cenário era nebuloso, ninguém sabia quem iria ganhar. Agora que temos uma definição e a agenda econômica do Governo vencedor que foi o Bolsonaro e que agrada o setor empresarial, vejo uma retomada da confiança. Os empresários estão mais animados acreditando que o cenário político será favorável. Caberá ao presidente Bolsonaro conseguir o que eu acredito que seja o ponto principal no primeiro momento, que é a governabilidade necessária no Congresso Nacional. 

Revista Canavieiros: Como você vê o atual cenário econômico do Brasil?
Luís Artur: Vejo com otimismo. Acredito que já nos dois próximos anos o Brasil poderá crescer de 2% a 3%, quanto mais o Governo Bolsonaro avançar nas reformas e olhando um prazo um pouco maior. Na próxima década inteira, o Brasil tem potencial de crescer até 4% ao ano e não mais do que isso porque há alguns gargalos importantes que precisamos resolver como energia, infraestrutura e mão de obra qualificada que são coisas que o este país não tem.
 
Revista Canavieiros: Ao seu ver, o que se pode esperar do novo Governo a curto e longo prazo?
Luís Artur: Temos um desafio enorme nos seis primeiros meses do Governo Bolsonaro devido à expectativa da população, dos empresários e dos investidores - todos querem resultado rápido e o presidente eleito não pode errar. Claro que ninguém espera milagres em seis meses, ele não vai resolver o problema da segurança pública em seis meses e nem vai gerar 10 milhões de empregos, mas se mostrar que o país está no caminho correto, a confiança do consumidor e do empresário aumenta ainda mais, assim como os investimentos, o consumo, a renda e o emprego. A economia como um todo cresce e por tabela até a arrecadação do Governo aumenta, o que ajuda a melhorar as contas públicas.      
 
Revista Canavieiros: Então as suas expectativas em relação a esse Governo são as melhores possíveis?
Luís Artur: Sim, são as melhores. Acredito que toda troca de Governo gera um otimismo, ainda mais em uma eleição democrática, livre e transparente – foi opção da população brasileira, acho que pouco importa quem votou contra ou a favor do Bolsonaro – somos todos brasileiros e é hora de unirmos forças, trabalharmos e torcermos para que o Governo dê certo. Porém, precisamos arregaçar as mangas e trabalhar apesar de Brasília porque o Brasil é maior do que qualquer Governo e a grande lição que ficou da crise é que o empresariado cansou de esperar por milagres de Brasília. Todo mundo fez a lição de casa, reduziu custos, ineficiências, ganhou produtividade e a boa notícia é: temos hoje, por causa da crise, empresas mais produtivas e eficientes que estão preparadas para um novo ciclo de retomada do crescimento.
 
Revista Canavieiros: Sobre o Encontro de Gerentes, o qual participou como palestrante, como você vê essa iniciativa da cooperativa em reunir seus gerentes para uma tarde de informações e conhecimentos?
Luís Artur: Isso é fundamental - esse é o exemplo prático e concreto de que as empresas estão qualificando a mão de obra. Essa é uma das lições da crise que mencionei, onde se busca cortar custos, ganhar produtividade e qualificar a mão de obra através de treinamentos, cursos e palestras, levando conteúdo para que seus gestores possam vislumbrar quais são as tendências de mercado como também se preparar para o que está por vir. Eventos como este Encontro de Gerentes são fantásticos porque possibilitam que os dirigentes tenham um panorama do cenário econômico e se preparem para poder ganhar ainda mais mercado.