http://site.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://https://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://www.ideaonline.com.br/conteudo/12-grande-encontro-sobre-variedades-de-cana-de-acucar.html

Para UNICA, voo de jato com querosene de cana pontua busca pela sustentabilidade na aviação

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Combustível

25/06/2012

Capaz de emitir 82% menos dióxido de carbono (CO2) do que o mesmo produto à base de petróleo, o querosene de aviação (QAV) renovável utilizado em voo operado pela Azul Linhas Aéreas na terça-feira (19/06) reflete uma nova era no setor aéreo: mais eficiência e menos emissões de carbono. Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), avalia que o novo combustível fabricado a partir da cana, peça central da parceria entre Azul, Embraer, GE e Amyris que levou ao voo experimental, poderá se tornar uma realidade no mercado nacional nos próximos anos.
Szwarc explica que o bioquerosene, utilizado no voo entre os aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), e Santos Dumont, na cidade palco da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), além de reduzir as emissões de CO2, tem desempenho similar ao querosene de origem fóssil e poderá ser competitivo comercialmente quando produzido em escala industrial. “É um exemplo dos chamados combustíveis ‘drop-in,’ que substituem os convencionais sem necessidade de ajustes significativos nos motores ou turbinas, uma busca incessante da aviação em prol da sustentabilidade,” observa.
Joel Velasco, vice-presidente Sênior para Relações Exteriores da Amyris, empresa americana de biotecnologia que desde 2009 desenvolve o QAV renovável à base de cana, acredita que o novo biocombustível “poderá estar disponível no mercado nacional nos próximos 24 meses, dependendo do processo de homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da American Society for Testing and Materials (ASTM) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).” Quando isso acontecer, o produto será produzido em escala comercial em duas unidades da Amyris em construção nas usinas Paraíso Bioenergia e São Martinho, associadas à UNICA.
O voo teste do jato Embraer 195 da Azul Linhas Aéreas teve a presença de aproximadamente 60 pessoas, entre jornalistas, personalidades acadêmicas, autoridades políticas e executivos das empresas envolvidas no projeto. A bordo do avião estava Paula Tavares Moura, pesquisadora do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (ICONE), entidade responsável pelos estudos que atestam a redução de 82% nas emissões de CO2 com o uso do querosene de cana. “Foi um voo normal. Como passageira, nada muda no desempenho do avião. A diferença está na sensação de saber que fizemos parte desse momento histórico em que o setor avança em direção a um futuro mais sustentável”, disse Paula.
Oportunidade para a cana
Além dos benefícios ambientais, o QAV renovável produzido da cana-de-açúcar representa uma oportunidade de mercado para a indústria canavieira nacional, já que a planta é abundante no País. Estimativas indicam que o querosene de cana poderá substituir aproximadamente 20% (1,4 bilhão) dos 7 bilhões de litros de QAV de origem fóssil usados anualmente pelo Brasil.
“Sendo o estado de São Paulo o principal pólo de produção de cana no País, e de onde parte a maioria dos voos no Brasil, o uso do bioQAV é mais um passo na direção da economia verde, podendo contribuir significativamente para que as metas de redução de gases de efeito estufa, estabelecidas pelos governos estadual e federal, possam ser atingidas,” analisa Szwarc. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) mostram que em 2011, o querosene importado custou ao País US$ 1,4 bilhão, número que até abril de 2012 já atingiu US$ 560 milhões.

Fonte: UNICA

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Para UNICA, voo de jato com querosene de cana pontua busca pela sustentabilidade na aviação

25/06/2012

Capaz de emitir 82% menos dióxido de carbono (CO2) do que o mesmo produto à base de petróleo, o querosene de aviação (QAV) renovável utilizado em voo operado pela Azul Linhas Aéreas na terça-feira (19/06) reflete uma nova era no setor aéreo: mais eficiência e menos emissões de carbono. Alfred Szwarc, consultor de Emissões e Tecnologia da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), avalia que o novo combustível fabricado a partir da cana, peça central da parceria entre Azul, Embraer, GE e Amyris que levou ao voo experimental, poderá se tornar uma realidade no mercado nacional nos próximos anos.
Szwarc explica que o bioquerosene, utilizado no voo entre os aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), e Santos Dumont, na cidade palco da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), além de reduzir as emissões de CO2, tem desempenho similar ao querosene de origem fóssil e poderá ser competitivo comercialmente quando produzido em escala industrial. “É um exemplo dos chamados combustíveis ‘drop-in,’ que substituem os convencionais sem necessidade de ajustes significativos nos motores ou turbinas, uma busca incessante da aviação em prol da sustentabilidade,” observa.
Joel Velasco, vice-presidente Sênior para Relações Exteriores da Amyris, empresa americana de biotecnologia que desde 2009 desenvolve o QAV renovável à base de cana, acredita que o novo biocombustível “poderá estar disponível no mercado nacional nos próximos 24 meses, dependendo do processo de homologação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da American Society for Testing and Materials (ASTM) e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).” Quando isso acontecer, o produto será produzido em escala comercial em duas unidades da Amyris em construção nas usinas Paraíso Bioenergia e São Martinho, associadas à UNICA.
O voo teste do jato Embraer 195 da Azul Linhas Aéreas teve a presença de aproximadamente 60 pessoas, entre jornalistas, personalidades acadêmicas, autoridades políticas e executivos das empresas envolvidas no projeto. A bordo do avião estava Paula Tavares Moura, pesquisadora do Instituto de Estudos do Comércio e Negociações Internacionais (ICONE), entidade responsável pelos estudos que atestam a redução de 82% nas emissões de CO2 com o uso do querosene de cana. “Foi um voo normal. Como passageira, nada muda no desempenho do avião. A diferença está na sensação de saber que fizemos parte desse momento histórico em que o setor avança em direção a um futuro mais sustentável”, disse Paula.
Oportunidade para a cana
Além dos benefícios ambientais, o QAV renovável produzido da cana-de-açúcar representa uma oportunidade de mercado para a indústria canavieira nacional, já que a planta é abundante no País. Estimativas indicam que o querosene de cana poderá substituir aproximadamente 20% (1,4 bilhão) dos 7 bilhões de litros de QAV de origem fóssil usados anualmente pelo Brasil.
“Sendo o estado de São Paulo o principal pólo de produção de cana no País, e de onde parte a maioria dos voos no Brasil, o uso do bioQAV é mais um passo na direção da economia verde, podendo contribuir significativamente para que as metas de redução de gases de efeito estufa, estabelecidas pelos governos estadual e federal, possam ser atingidas,” analisa Szwarc. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (SECEX) mostram que em 2011, o querosene importado custou ao País US$ 1,4 bilhão, número que até abril de 2012 já atingiu US$ 560 milhões.