http://site.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://https://www.fmcagricola.com.br/index.aspx

POLARIZAR É MANTER A CRISE

Voltar

Geral

07/12/2017

Por: Marino Guerra

Um dos maiores jornalistas econômicos do país, Carlos Alberto Sardenberg, concedeu entrevista exclusiva à Revista Canavieiros, onde deixou claro o quanto a qualidade baixa dos políticos atrapalha o processo de recuperação econômica do país e o risco de se perder o pouco que escalamos, em relação ao fundo do poço, se tivermos nas eleições de 2018 resultado tão catastrófico como o de 2014.

Para o apresentador da Rádio CBN e Globo News, a vitória de um candidato polarizado, que estará mais focado nos discursos redigidos pelos seus marketeiros, sobre um presidente com um plano de governo claro e um plano de reformas bem definido, trará ao Brasil um forte risco de interromper a retomada do crescimento e o risco da crise voltar a bater na porta. Confira a entrevista!

Revista Canavieiros: Em um artigo publicado recentemente, você diz esperar o surgimento de um Emmanuel Macron (presidente da França, de centro, que venceu as eleições do ano passado depois de derrotar os dois candidatos favoritos no início das pesquisas) brasileiro. Você já imagina nomes?


Carlos Alberto Sardenberg:
É difícil personalizar em apenas um nome, têm várias pessoas que podem tentar assumir esse papel. O fato é encontrar alguém que ocupe o centro. Hoje nós temos um cenário político polarizado, com Bolsonaro de um lado e Lula de outro, esses dois são nomes fortes e praticamente consolidados, o lado da esquerda, com a possibilidade do Lula ter sua candidatura barrada, pode abrir espaço para outros postulantes como o Ciro Gomes ou até mesmo uma figura do PCdoB, mas com menos força.

Com isso o centro está aberto, no cenário de hoje podemos identificar que o João Dória não teve sucesso em sua empreitada, o nome que aparece mais forte é do Geraldo Alckmin, porém ainda é cedo para cravar, até mesmo porque caso a economia tenha um desempenho surpreendente nos próximos meses, a força política do Henrique Meirelles pode crescer, com isso eu vejo diversos aspirantes a essa vaga.

Revista Canavieiros: Você acredita em um nome novo, de fora da política, possa ainda surgir e se tornar forte em 2018?


Sardenberg:
Eu não tenho bola de cristal. Para uma campanha ser bem-sucedida você precisa encaixar um nome, ou seja, uma figura que tenha apelo, uma estrutura partidária, para te dar tempo de TV e dinheiro.

Você pega o Luciano Huck, tem personalidade, tem nome, deve ter algum dinheiro, só que não tem estrutura partidária nenhuma. Você pega o João Dória, ele tem dinheiro, tem nome, mas só vai para frente se tiver estrutura partidária unida e no seu partido, o PSDB, está praticamente decidido que será o Alckmin candidato, ele só não será se tiver um enfraquecimento muito forte, o que poderia voltar as chances para o prefeito de São Paulo, porém não acredito nisso, principalmente porque ele se perdeu muito no início da corrida.

O mais importante é que o país precisa de uma agenda de centro, clara, um plano de governo que mostre como será feita a reforma da previdência, plano de privatização, porque se o presidente se eleger através de história de marketeiro, com certeza o Brasil vai andar para trás.

Revista Canavieiros:
Sobre a privatização da Eletrobrás, o texto foi como Projeto de Lei para o Congresso, sabendo que a estatal é fatiada, através de cargos, em diversos grupos políticos. Você acredita que ela corra o risco de não passar?

Sardenberg:
Corre sim, pois os políticos têm interesse direto na estatal, eu já vi histórias muito tristes a esse respeito, por exemplo: pessoal de Minas Gerais dizendo que pode privatizar qualquer coisa menos Furnas, para tirar Furnas da privatização, e o mais curioso é que algumas mudanças esses grupos conseguem.

Se reparar na votação da segunda denúncia contra o Temer, o Valdemar da Costa Neto, que foi condenado, dono de pouco mais de 35 votos na Câmara, pediu para o presidente tirar Congonhas, o aeroporto mais rentável do Brasil, do programa de privatização da Infraero e o Temer tirou.

Agora também podem acontecer barganhas, o Congresso não é formado por um bando de loucos, sabem que precisam passar algumas coisas para encaminhar a economia do país, podem ser malandros, mas loucos não são, nem burros, então com certeza eles devem negociar no seguinte sentido, votam a reforma da previdência e barram a privatização, outro risco também do caso da Eletrobrás não andar é porque vamos entrar em um ano eleitoral e a privatização vai atrapalhar muitos cargos públicos ineficientes.

Revista Canavieiros: Em que ponto você acredita que o Renovabio encalhou dentro do Governo Federal?


Sardenberg:
Eu não estou tanto por dentro sobre esse programa, mas olhando de longe sei que essa equipe econômica tem muita restrição para qualquer tipo de subsídio, o objetivo deles é eliminar todos os subsídios e então, mesmo sabendo que o programa não prevê a concessão de subsídios, imagino que a turma do Henrique Meirelles possa ter imposto alguns obstáculos para o andamento do projeto.

Revista Canavieiros: Você acredita que depois desses quatro anos terríveis, na próxima eleição teremos um Congresso um pouco melhor?


Sardenberg:
O Congresso se renova em toda eleição. Eu entrevistei o Miguel Reale Júnior e ele estava falando sobre essa renovação, que já chegou a atingir 45%. O problema é que a renovação não garante que os novos políticos sejam melhores ou até mesmo piores que do mandato passado.

Eu acho que para o ano que vem temos uma demanda muito grande na sociedade brasileira por mudanças, que ficou meio adormecida depois que derrubou a Dilma, talvez devido a uma avalanche de casos de corrupção. Acredito que no período da eleição esse sentimento acabará voltando, então a parcela da população que busca um Brasil novo, um Brasil eficiente, um país que não seja tão dependente do Estado surja e consiga ter sabedoria em escolher os seus melhores representantes.

Revista Canavieiros: O Roberto Rodrigues está trabalhando muito, inclusive está desenvolvendo um plano de governo, que poderá fazer do Brasil o maior fornecedor de alimentos para o mundo, o que se der certo, transformaria o país em uma potência do futuro, além do grande potencial que temos para desenvolvermos na questão da bioenergia. Você acha esse o caminho a ser seguido?


Sardenberg:
É um caminho, mas não precisa ser o único. Você pode ter um extraordinário agronegócio, mas ser forte também na mineração. Hoje da maneira que as coisas estão integradas, se você tiver um agronegócio de altíssimo nível, automaticamente você terá uma boa indústria de máquinas e equipamentos, uma boa indústria de serviços, então ele forte gerará o desenvolvimento de um universo de outras atividades, só para mensurar isso, o tanto que ele está demandando de serviços de telecomunicações e tecnologia de informação de qualidade, e o quanto ainda vai gerar quando os tratores sem cabine invadirem as fazendas.

O segundo ponto é que não é excludente, o fato do país produzir milho não o impedirá de produzir aço, você não precisa escolher ou uma ou outra, mas ser eficiente nas duas.

O que o Roberto Rodrigues está empenhado, é que a oportunidade mais evidente é essa, que boa parte da estrutura já está desenvolvida, ou seja, já somos capazes de fazer isso e temos uma demanda mundial crescente, a população está aumentando e a renda mundial também está crescendo, o mundo está crescendo há dez anos seguidos, a população com mais renda vai querer comer mais, e o Brasil tem condições de entregar isso, nisso eu concordo com ele, que a possibilidade mais evidente é do agronegócio.

Revista Canavieiros: Você acredita que o governo Dilma poderia ter mascarado todos os deslizes econômicos se o Pré-Sal tivesse dado certo?


Sardenberg:
Não tinha condições, o modelo estava errado, é impossível fazer a extração rentável de um lugar tão complicado como o Pré-Sal através da roubalheira generalizada como foi na Sete Brasil (empresa de investimentos criada para fazer a gestão do portfólio de ativos voltados para a exploração da camada Pré-Sal), para ter ideia foram cinco anos sem leilão, era impossível, o modelo não poderia ter dado certo em hipótese alguma.

O problema foi que demorou a perceber isso, no dia que saiu o programa de redução do preço da energia, eu disse na televisão que aquilo não iria funcionar, era claro que a barra estava sendo forçada, os reservatórios estavam baixos, com um período de seca pela frente, então o preço era para subir e ela acabou baixando, quando você tem um insumo que é caro e vende ele barato você quebra o setor, e foi isso que aconteceu.

Toda estrutura era falha, o populismo afundou a Argentina, já havia afundado o país durante o Governo Getúlio, ele tira a pele dos pilares da economia e deixa em carne viva para sofrer de infecção e se não for tratado a tempo, morrer.

Revista Canavieiros: Como você enxerga o novo presidente do Banco Central do EUA, Jerome Powell?


Sardenberg:
Acredito que ele não mudará nada, ele já fazia parte do Banco Central e sempre participou internamente em todas as eleições que definiram os presidentes das instituições nesses anos, então o vejo como uma continuidade.

Lá nos Estados Unidos, os diretores do Banco Central expõem suas opiniões com regularidade, quando eles vão para as reuniões do comitê de política monetária, dão a posição de cada um, diferente daqui que é divulgado apenas o resultado da votação, e o Jerome Powell sempre esteve alinhado com a Janet Yellen (antecessora).

Então, a interpretação que todos estão fazendo é de que há uma continuidade, significa que o programa focado em uma alta gradual de juros a partir de dezembro deverá ser mantido, o que fortalece o dólar, desvaloriza as demais moedas, mas isso já é esperado pelo mundo todo.

Fonte: Revista Canavieiros

POLARIZAR É MANTER A CRISE

07/12/2017

Por: Marino Guerra

Um dos maiores jornalistas econômicos do país, Carlos Alberto Sardenberg, concedeu entrevista exclusiva à Revista Canavieiros, onde deixou claro o quanto a qualidade baixa dos políticos atrapalha o processo de recuperação econômica do país e o risco de se perder o pouco que escalamos, em relação ao fundo do poço, se tivermos nas eleições de 2018 resultado tão catastrófico como o de 2014.

Para o apresentador da Rádio CBN e Globo News, a vitória de um candidato polarizado, que estará mais focado nos discursos redigidos pelos seus marketeiros, sobre um presidente com um plano de governo claro e um plano de reformas bem definido, trará ao Brasil um forte risco de interromper a retomada do crescimento e o risco da crise voltar a bater na porta. Confira a entrevista!

Revista Canavieiros: Em um artigo publicado recentemente, você diz esperar o surgimento de um Emmanuel Macron (presidente da França, de centro, que venceu as eleições do ano passado depois de derrotar os dois candidatos favoritos no início das pesquisas) brasileiro. Você já imagina nomes?


Carlos Alberto Sardenberg:
É difícil personalizar em apenas um nome, têm várias pessoas que podem tentar assumir esse papel. O fato é encontrar alguém que ocupe o centro. Hoje nós temos um cenário político polarizado, com Bolsonaro de um lado e Lula de outro, esses dois são nomes fortes e praticamente consolidados, o lado da esquerda, com a possibilidade do Lula ter sua candidatura barrada, pode abrir espaço para outros postulantes como o Ciro Gomes ou até mesmo uma figura do PCdoB, mas com menos força.

Com isso o centro está aberto, no cenário de hoje podemos identificar que o João Dória não teve sucesso em sua empreitada, o nome que aparece mais forte é do Geraldo Alckmin, porém ainda é cedo para cravar, até mesmo porque caso a economia tenha um desempenho surpreendente nos próximos meses, a força política do Henrique Meirelles pode crescer, com isso eu vejo diversos aspirantes a essa vaga.

Revista Canavieiros: Você acredita em um nome novo, de fora da política, possa ainda surgir e se tornar forte em 2018?


Sardenberg:
Eu não tenho bola de cristal. Para uma campanha ser bem-sucedida você precisa encaixar um nome, ou seja, uma figura que tenha apelo, uma estrutura partidária, para te dar tempo de TV e dinheiro.

Você pega o Luciano Huck, tem personalidade, tem nome, deve ter algum dinheiro, só que não tem estrutura partidária nenhuma. Você pega o João Dória, ele tem dinheiro, tem nome, mas só vai para frente se tiver estrutura partidária unida e no seu partido, o PSDB, está praticamente decidido que será o Alckmin candidato, ele só não será se tiver um enfraquecimento muito forte, o que poderia voltar as chances para o prefeito de São Paulo, porém não acredito nisso, principalmente porque ele se perdeu muito no início da corrida.

O mais importante é que o país precisa de uma agenda de centro, clara, um plano de governo que mostre como será feita a reforma da previdência, plano de privatização, porque se o presidente se eleger através de história de marketeiro, com certeza o Brasil vai andar para trás.

Revista Canavieiros:
Sobre a privatização da Eletrobrás, o texto foi como Projeto de Lei para o Congresso, sabendo que a estatal é fatiada, através de cargos, em diversos grupos políticos. Você acredita que ela corra o risco de não passar?

Sardenberg:
Corre sim, pois os políticos têm interesse direto na estatal, eu já vi histórias muito tristes a esse respeito, por exemplo: pessoal de Minas Gerais dizendo que pode privatizar qualquer coisa menos Furnas, para tirar Furnas da privatização, e o mais curioso é que algumas mudanças esses grupos conseguem.

Se reparar na votação da segunda denúncia contra o Temer, o Valdemar da Costa Neto, que foi condenado, dono de pouco mais de 35 votos na Câmara, pediu para o presidente tirar Congonhas, o aeroporto mais rentável do Brasil, do programa de privatização da Infraero e o Temer tirou.

Agora também podem acontecer barganhas, o Congresso não é formado por um bando de loucos, sabem que precisam passar algumas coisas para encaminhar a economia do país, podem ser malandros, mas loucos não são, nem burros, então com certeza eles devem negociar no seguinte sentido, votam a reforma da previdência e barram a privatização, outro risco também do caso da Eletrobrás não andar é porque vamos entrar em um ano eleitoral e a privatização vai atrapalhar muitos cargos públicos ineficientes.

Revista Canavieiros: Em que ponto você acredita que o Renovabio encalhou dentro do Governo Federal?


Sardenberg:
Eu não estou tanto por dentro sobre esse programa, mas olhando de longe sei que essa equipe econômica tem muita restrição para qualquer tipo de subsídio, o objetivo deles é eliminar todos os subsídios e então, mesmo sabendo que o programa não prevê a concessão de subsídios, imagino que a turma do Henrique Meirelles possa ter imposto alguns obstáculos para o andamento do projeto.

Revista Canavieiros: Você acredita que depois desses quatro anos terríveis, na próxima eleição teremos um Congresso um pouco melhor?


Sardenberg:
O Congresso se renova em toda eleição. Eu entrevistei o Miguel Reale Júnior e ele estava falando sobre essa renovação, que já chegou a atingir 45%. O problema é que a renovação não garante que os novos políticos sejam melhores ou até mesmo piores que do mandato passado.

Eu acho que para o ano que vem temos uma demanda muito grande na sociedade brasileira por mudanças, que ficou meio adormecida depois que derrubou a Dilma, talvez devido a uma avalanche de casos de corrupção. Acredito que no período da eleição esse sentimento acabará voltando, então a parcela da população que busca um Brasil novo, um Brasil eficiente, um país que não seja tão dependente do Estado surja e consiga ter sabedoria em escolher os seus melhores representantes.

Revista Canavieiros: O Roberto Rodrigues está trabalhando muito, inclusive está desenvolvendo um plano de governo, que poderá fazer do Brasil o maior fornecedor de alimentos para o mundo, o que se der certo, transformaria o país em uma potência do futuro, além do grande potencial que temos para desenvolvermos na questão da bioenergia. Você acha esse o caminho a ser seguido?


Sardenberg:
É um caminho, mas não precisa ser o único. Você pode ter um extraordinário agronegócio, mas ser forte também na mineração. Hoje da maneira que as coisas estão integradas, se você tiver um agronegócio de altíssimo nível, automaticamente você terá uma boa indústria de máquinas e equipamentos, uma boa indústria de serviços, então ele forte gerará o desenvolvimento de um universo de outras atividades, só para mensurar isso, o tanto que ele está demandando de serviços de telecomunicações e tecnologia de informação de qualidade, e o quanto ainda vai gerar quando os tratores sem cabine invadirem as fazendas.

O segundo ponto é que não é excludente, o fato do país produzir milho não o impedirá de produzir aço, você não precisa escolher ou uma ou outra, mas ser eficiente nas duas.

O que o Roberto Rodrigues está empenhado, é que a oportunidade mais evidente é essa, que boa parte da estrutura já está desenvolvida, ou seja, já somos capazes de fazer isso e temos uma demanda mundial crescente, a população está aumentando e a renda mundial também está crescendo, o mundo está crescendo há dez anos seguidos, a população com mais renda vai querer comer mais, e o Brasil tem condições de entregar isso, nisso eu concordo com ele, que a possibilidade mais evidente é do agronegócio.

Revista Canavieiros: Você acredita que o governo Dilma poderia ter mascarado todos os deslizes econômicos se o Pré-Sal tivesse dado certo?


Sardenberg:
Não tinha condições, o modelo estava errado, é impossível fazer a extração rentável de um lugar tão complicado como o Pré-Sal através da roubalheira generalizada como foi na Sete Brasil (empresa de investimentos criada para fazer a gestão do portfólio de ativos voltados para a exploração da camada Pré-Sal), para ter ideia foram cinco anos sem leilão, era impossível, o modelo não poderia ter dado certo em hipótese alguma.

O problema foi que demorou a perceber isso, no dia que saiu o programa de redução do preço da energia, eu disse na televisão que aquilo não iria funcionar, era claro que a barra estava sendo forçada, os reservatórios estavam baixos, com um período de seca pela frente, então o preço era para subir e ela acabou baixando, quando você tem um insumo que é caro e vende ele barato você quebra o setor, e foi isso que aconteceu.

Toda estrutura era falha, o populismo afundou a Argentina, já havia afundado o país durante o Governo Getúlio, ele tira a pele dos pilares da economia e deixa em carne viva para sofrer de infecção e se não for tratado a tempo, morrer.

Revista Canavieiros: Como você enxerga o novo presidente do Banco Central do EUA, Jerome Powell?


Sardenberg:
Acredito que ele não mudará nada, ele já fazia parte do Banco Central e sempre participou internamente em todas as eleições que definiram os presidentes das instituições nesses anos, então o vejo como uma continuidade.

Lá nos Estados Unidos, os diretores do Banco Central expõem suas opiniões com regularidade, quando eles vão para as reuniões do comitê de política monetária, dão a posição de cada um, diferente daqui que é divulgado apenas o resultado da votação, e o Jerome Powell sempre esteve alinhado com a Janet Yellen (antecessora).

Então, a interpretação que todos estão fazendo é de que há uma continuidade, significa que o programa focado em uma alta gradual de juros a partir de dezembro deverá ser mantido, o que fortalece o dólar, desvaloriza as demais moedas, mas isso já é esperado pelo mundo todo.