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Produtor do Sudeste vai sofrer com chuvas irregulares na próxima safra

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Meio Ambiente

02/08/2018
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Agosto já começou com o retorno da chuva em parte de São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Existe até uma expectativa de 100 milímetros de chuva em parte do interior paulista a partir desta sexta-feira, dia 3.

Essa chuva volumosa e pontual pode provocar uma florada indesejada do café, já que depois do dia 10 o tempo volta a ficar seco novamente, não fornecendo a umidade necessária. “Há potencial até mesmo para granizo entre o fim desta semana e início da próxima”, alerta o meteorologista William Minhoto, da Somar.

As projeções indicam um mês de pouca chuva no Sudeste, mas sem ausência total. Há dois pulsos mais favoráveis: na primeira e última semanas, sendo que a chuva da última semana parece ser a mais abrangente. Apenas locais mais próximos do litoral paulista e fluminense é que terão chuva mais frequente e que podem ter alguns desvios positivos.
Já entre o norte paulista e oeste e norte mineiro, o mês de agosto ainda segue seco, algo que preocupa com relação ao aumento do número de queimadas. As temperaturas no geral ficam acima do normal para agosto.

Em setembro, novamente a meteorologia espera uma chuva próxima da média, com chance de ser ligeiramente acima do normal em alguns pontos. Tratam-se de frentes frias que avançam pelo litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro levando chuva forte para áreas mais próximas da costa dos dois estados, além de algumas áreas do sul de Minas Gerais.

Mas o meteorologista pede cautela. “A chuva de agosto e de setembro não representa um retorno precoce da chuva no Brasil. Apesar do aquecimento do oceano Pacífico, simulações indicam um aquecimento diferenciado com a região central quente e sua porção leste mais fria, padrão chamado de El Niño Modoki”, explica ele.

A última vez em que isto aconteceu, em 2014, a chuva retornou de forma irregular ao centro e sul do Brasil e as primeiras precipitações podem ser seguidas de períodos ainda prolongados de tempo seco.

Já o trimestre outubro-novembro-dezembro terá chuvas mais bem distribuídas e de maneira mais frequente no Sudeste. “Podemos dizer que a partir da segunda quinzena de outubro, a situação se torna mais favorável ao plantio”, finaliza Minhoto.

Como foi julho
A situação de bloqueio atmosférico trouxe poucas chuvas para o Sudeste em julho. parte de São paulo teve o julho mais seco em 8 anos. A região terminou o mês com acumulados abaixo do normal. Em várias cidades no interior paulista, oeste, centro e norte mineiro não caiu uma gota d´água sequer.

No litoral paulista, a situação foi diferente e em cidades costeiras o valor mensal de precipitação passou dos 120 milímetros. “Isso foi possível pela atuação de sistemas frontais oceânicos e também com a influência de ventos úmidos do mar”, explica o meteorologista Minhoto, da Somar.

A água mais fria do que o normal na costa do Sudeste trouxe episódios de formação de nevoeiros frequentes a São Paulo e ao Rio de Janeiro. Com relação à temperatura mínima, o oeste, centro e sul paulista, norte fluminense, Espírito Santo e leste mineiro tiveram manhãs mais quentes do que o normal.

Houve só um episódio de geada fraca e isolada na Serra da Mantiqueira. Durante as tardes, o calor foi excessivo em todos os estados, algo que influenciou na diminuição da umidade relativa do ar e no aumento do número de queimadas. Além disso, a situação dos reservatórios só piora com a atual estiagem. Há cidades que não veem chuva há mais de dois meses.

Fonte: Pryscilla Paiva, editora de Tempo do Canal Rural

Produtor do Sudeste vai sofrer com chuvas irregulares na próxima safra

02/08/2018

Agosto já começou com o retorno da chuva em parte de São Paulo, sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Existe até uma expectativa de 100 milímetros de chuva em parte do interior paulista a partir desta sexta-feira, dia 3.

Essa chuva volumosa e pontual pode provocar uma florada indesejada do café, já que depois do dia 10 o tempo volta a ficar seco novamente, não fornecendo a umidade necessária. “Há potencial até mesmo para granizo entre o fim desta semana e início da próxima”, alerta o meteorologista William Minhoto, da Somar.

As projeções indicam um mês de pouca chuva no Sudeste, mas sem ausência total. Há dois pulsos mais favoráveis: na primeira e última semanas, sendo que a chuva da última semana parece ser a mais abrangente. Apenas locais mais próximos do litoral paulista e fluminense é que terão chuva mais frequente e que podem ter alguns desvios positivos.
Já entre o norte paulista e oeste e norte mineiro, o mês de agosto ainda segue seco, algo que preocupa com relação ao aumento do número de queimadas. As temperaturas no geral ficam acima do normal para agosto.

Em setembro, novamente a meteorologia espera uma chuva próxima da média, com chance de ser ligeiramente acima do normal em alguns pontos. Tratam-se de frentes frias que avançam pelo litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro levando chuva forte para áreas mais próximas da costa dos dois estados, além de algumas áreas do sul de Minas Gerais.

Mas o meteorologista pede cautela. “A chuva de agosto e de setembro não representa um retorno precoce da chuva no Brasil. Apesar do aquecimento do oceano Pacífico, simulações indicam um aquecimento diferenciado com a região central quente e sua porção leste mais fria, padrão chamado de El Niño Modoki”, explica ele.

A última vez em que isto aconteceu, em 2014, a chuva retornou de forma irregular ao centro e sul do Brasil e as primeiras precipitações podem ser seguidas de períodos ainda prolongados de tempo seco.

Já o trimestre outubro-novembro-dezembro terá chuvas mais bem distribuídas e de maneira mais frequente no Sudeste. “Podemos dizer que a partir da segunda quinzena de outubro, a situação se torna mais favorável ao plantio”, finaliza Minhoto.

Como foi julho
A situação de bloqueio atmosférico trouxe poucas chuvas para o Sudeste em julho. parte de São paulo teve o julho mais seco em 8 anos. A região terminou o mês com acumulados abaixo do normal. Em várias cidades no interior paulista, oeste, centro e norte mineiro não caiu uma gota d´água sequer.

No litoral paulista, a situação foi diferente e em cidades costeiras o valor mensal de precipitação passou dos 120 milímetros. “Isso foi possível pela atuação de sistemas frontais oceânicos e também com a influência de ventos úmidos do mar”, explica o meteorologista Minhoto, da Somar.

A água mais fria do que o normal na costa do Sudeste trouxe episódios de formação de nevoeiros frequentes a São Paulo e ao Rio de Janeiro. Com relação à temperatura mínima, o oeste, centro e sul paulista, norte fluminense, Espírito Santo e leste mineiro tiveram manhãs mais quentes do que o normal.

Houve só um episódio de geada fraca e isolada na Serra da Mantiqueira. Durante as tardes, o calor foi excessivo em todos os estados, algo que influenciou na diminuição da umidade relativa do ar e no aumento do número de queimadas. Além disso, a situação dos reservatórios só piora com a atual estiagem. Há cidades que não veem chuva há mais de dois meses.