http://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http:// http://bit.ly/2C9S3Bp
http://www.rossam.com.br/index.html
http://bit.ly/2C9S3Bp
http://site.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/

Produzir amendoim e analisar custos

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Agronegócio

02/01/2019
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* Dejair Minotti


Temos que produzir amendoim com a clara intenção de conseguir uma margem condizente com o investimento. O amendoim não é para especuladores, salvo se o amendoim não for a atividade principal que remunere seus investimentos. Especular é com commodities e,aindaassim,precisa ser analista de mercado ou contratar um.

Quando analisamos o custo de produção por hectare dos nossos principais concorrentes, como a Argentina e Estados Unidos, e considerando os estados com mais tecnologia e posição geográfica favoráveis, temos uma produtividade superior à média nacional.Exemplo: região de Córdoba é mais produtiva que a média Argentina, o estado da Geórgia é mais produtivo que a média dos Estados Unidos e o estado de São Paulo é mais produtivo que a média nacional.

Os Estados Unidos raciocinam em toneladas curtas, convertidas da produção em libras/acre, na Argentina toneladas métricas convertidas de quintales (100 kg)/hectare e aqui no Brasil raciocinamos em sacos de 25 kg em casca limpo e seco/hectare. Quando analisamos o custo de produção dos três e convertemos em dólares por saco de 25 kg para equalização, vemos que o custo nestas regiões é: Argentina antes da taxação de exportação, US$ 11,16/saco, agora US$12,18, Estados Unidos US$ 11,71/saco e Brasil (SP) US$ 10,64/saco. Os valores são médios, podendo ter uma variação para maisou para menos.

As planilhas de custos foram baseadas em: Argentina por um produtor tecnificado visitado pelo autor, Estados Unidos por Ag and Applied Economics, Brasil por Henn Consultoria e Conab.

Não entraremos na pauta da dolarização da Argentina, nem na influência política brasileira no dólar,e nem atermos a FARM BILL, que subsidia o produtor americano, vamos nos ater que dólar é dólar. A partir de 2001 o Brasil voltou a exportar amendoim com a introdução de amendoins do grupo “Runner”.Após alguns anos, a referência de preço no mercado paulista passou a ser o preço de amendoim para exportação, sendo que os vendedores confundem o preço da saca para atender à Comunidade Europeia com o preço praticado para o mercado interno e para atender aos mercados de exportação secundários.

O amendoim não éuma commoditie, mas como oleaginosa é influenciada pelas commodities oleaginosas em óleo e farelo. O produtor atualmente tem que trabalhar seus custos e receitas em dólar, no final faz seu resultado com o dólar praticado nas negociações temporalmente.

Os produtores perguntam: qual o valor do meu amendoim para venda em maio de 2019?

Particularmente, sempre uso referência em séries de pagamento de mercado em anos anteriores e faço uma média aritmética dos preços anuais, como o gráfico em US$/saco, onde uso o dólar da época para converter em reais. Vejo minhaporcentagem de margem e se positivo, negocio em fracionamento. Esta prática é para amendoim que possa ser processado para atender à Comunidade Européia, a qual deveria ser o objetivo de todos. Quando o amendoim é classificado pela sua qualidade, servir para mercado interno, para a exportação e para mercados secundários deve ser depreciado em 20% no mínimo em anos de boa oferta de nossos concorrentes.

Este artigo é baseado no mercado formal de amendoim, não servindo, portanto para base de mercados paralelos.
 
Leia o artigo completo na revista virtual: https://goo.gl/ouixkZ

Fonte: Revista Canavieiros

Produzir amendoim e analisar custos

02/01/2019

* Dejair Minotti


Temos que produzir amendoim com a clara intenção de conseguir uma margem condizente com o investimento. O amendoim não é para especuladores, salvo se o amendoim não for a atividade principal que remunere seus investimentos. Especular é com commodities e,aindaassim,precisa ser analista de mercado ou contratar um.

Quando analisamos o custo de produção por hectare dos nossos principais concorrentes, como a Argentina e Estados Unidos, e considerando os estados com mais tecnologia e posição geográfica favoráveis, temos uma produtividade superior à média nacional.Exemplo: região de Córdoba é mais produtiva que a média Argentina, o estado da Geórgia é mais produtivo que a média dos Estados Unidos e o estado de São Paulo é mais produtivo que a média nacional.

Os Estados Unidos raciocinam em toneladas curtas, convertidas da produção em libras/acre, na Argentina toneladas métricas convertidas de quintales (100 kg)/hectare e aqui no Brasil raciocinamos em sacos de 25 kg em casca limpo e seco/hectare. Quando analisamos o custo de produção dos três e convertemos em dólares por saco de 25 kg para equalização, vemos que o custo nestas regiões é: Argentina antes da taxação de exportação, US$ 11,16/saco, agora US$12,18, Estados Unidos US$ 11,71/saco e Brasil (SP) US$ 10,64/saco. Os valores são médios, podendo ter uma variação para maisou para menos.

As planilhas de custos foram baseadas em: Argentina por um produtor tecnificado visitado pelo autor, Estados Unidos por Ag and Applied Economics, Brasil por Henn Consultoria e Conab.

Não entraremos na pauta da dolarização da Argentina, nem na influência política brasileira no dólar,e nem atermos a FARM BILL, que subsidia o produtor americano, vamos nos ater que dólar é dólar. A partir de 2001 o Brasil voltou a exportar amendoim com a introdução de amendoins do grupo “Runner”.Após alguns anos, a referência de preço no mercado paulista passou a ser o preço de amendoim para exportação, sendo que os vendedores confundem o preço da saca para atender à Comunidade Europeia com o preço praticado para o mercado interno e para atender aos mercados de exportação secundários.

O amendoim não éuma commoditie, mas como oleaginosa é influenciada pelas commodities oleaginosas em óleo e farelo. O produtor atualmente tem que trabalhar seus custos e receitas em dólar, no final faz seu resultado com o dólar praticado nas negociações temporalmente.

Os produtores perguntam: qual o valor do meu amendoim para venda em maio de 2019?

Particularmente, sempre uso referência em séries de pagamento de mercado em anos anteriores e faço uma média aritmética dos preços anuais, como o gráfico em US$/saco, onde uso o dólar da época para converter em reais. Vejo minhaporcentagem de margem e se positivo, negocio em fracionamento. Esta prática é para amendoim que possa ser processado para atender à Comunidade Européia, a qual deveria ser o objetivo de todos. Quando o amendoim é classificado pela sua qualidade, servir para mercado interno, para a exportação e para mercados secundários deve ser depreciado em 20% no mínimo em anos de boa oferta de nossos concorrentes.

Este artigo é baseado no mercado formal de amendoim, não servindo, portanto para base de mercados paralelos.
 
Leia o artigo completo na revista virtual: https://goo.gl/ouixkZ