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Sementes valiosas

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Agronegócio

13/11/2018
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Por: Marino Guerra


Na virada do século a cultura do amendoim nas regiões canavieiras parecia que ia acabar. O setor canavieiro iniciava sua última grande expansão e as moendas e difusores recém-instalados estavam ávidos, com fome tamanha que somente em se pensar em reforma de canavial com rotação de cultura já era tratada como uma grande heresia para muitos.

Imaginar em investir em uma lavoura tão delicada e carente de atenção como a do amendoim era uma verdadeira loucura, não tinha a menor lógica, o negócio era focar em cana.

O tempo foi passando e cada vez menos se ouvia falar da oleaginosa. A dificuldade de andar pela roça e encontrar algum produtor especializado, era tamanha. No máximo se cruzava com carroceiros que sem conhecimento algum se satisfaziam com safras pífias, quando o valor dava para pagar as contas, já era motivo de comemoração.

Diante desse caos, a Copercana, especialmente nas pessoas de seu presidente na época, Antonio Eduardo Tonielo, e do gerente da unidade de grãos, Augusto César Strini Paixão, enxergaram um interessante negócio naquela terra arrasada. Juntos, desenharam um plano audacioso de criar uma organização de produtores rurais capazes de entregar para a cooperativa a produção com a melhor qualidade possível. O objetivo era atingir os clientes e mercados mais exigentes do mundo e agregar valor à safra que a elevaria do patamar de ser apenas uma cultura de transição, para uma operação realmente remuneradora.

Através de infraestrutura e seleção de produtores, na safra 2008/09 aconteceu a primeira colheita do projeto. Lógico que como todo o começo muitas dificuldades apareceram, erros foram cometidos, mas com a persistência e foco em comum de todos, aquelas sementes que eram jogadas na terra manualmente, ao léu, sem tratamento ou procedência alguma, foram evoluindo e hoje germinam dando a segurança que formarão uma vigorosa linha fechada e entrelaçada, sendo o parâmetro para aquela que é a colheita mais valiosa da cultura atualmente no Brasil.

Amendoim no mesmo patamar da cana e do gado


Quem conhece a operação do produtor rural de Ibitiúva, Marcelo Ricardo Lucente, passa a ter certeza que pelo menos para ele, aquela noção de que o amendoim era uma operação secundária em relação ao cultivo da cana já morreu e isso por um motivo bastante racional: a sinergia de infraestrutura que as duas lavouras são capazes de ter.
Filho de produtor rural, Marcelo sempre esteve ligado à lida na roça, a qual desde garoto trabalhou na lavoura de cana e soja. Ele conta que lembra do pai cultivando o amendoim vermelho. Porém, na época o negócio não foi para frente.

Quando assumiu a liderança das operações, em decorrência do falecimento do seu progenitor, além dos canaviais, Lucente também passou a tocar uma operação de soja e gado, essa no Tocantins. O produtor conta que insistiram em cultivar o grão durante mais algumas safras, sempre em rotação de cultura, mas desanimaram e para não ficar com a terra em pousio, decidiram arrendar para produtores de amendoim.

Vendo como eles trabalhavam, foi tomando coragem e quando surgiu a oportunidade de entrar no Projeto Amendoim da Copercana, que na época já tinham cinco safras de vida, decidiram investir na cultura.

No primeiro ano foram plantados 70 hectares, a operação foi crescendo e se desenvolvendo tanto que para o plantio atual, a área foi 10 vezes maior, isso em apenas cinco safras.

Na opinião do produtor, o projeto dá muito certo porque a Copercana protege quem faz parte dele do mercado Spot, além de viabilizar condições para executar um manejo bem-feito. “Entramos com a terra e o trabalho, enquanto que a cooperativa com as sementes, insumos e a comercialização. Através dessa dinâmica sempre tivemos segurança para procurar crescer nossa plantação”.

A importância da cultura de verão para ele ocupa o mesmo patamar em relação aos outros negócios (cana, gado e prestação de serviço de maquinário). Para se ter noção a sua área com amendoim (700 hectares) está muito próxima de alcançar em tamanho a operação canavieira, que é de 1 mil ha.

E a união de energia é a palavra-chave para o sucesso, isso porque como uma cultura é sucessória a outra, parte do maquinário que já havia para cana (tratores, pulverizadores, entre outros) também é aproveitado para o amendoim, ampliando o rateio dos custos fixos que anteriormente era basicamente durante a safra canavieira, para todos os meses do ano.

Nesse ponto, o produtor acredita que tenha agregado valor em pelo menos 35% de seu maquinário, exemplo dessa sinergia são os transbordos utilizados tanto na colheita da cana como do amendoim. Outro caso ainda mais nítido é da frota de tratores, já que nenhuma das oito máquinas necessárias para a operação da oleaginosa precisou ser comprada, pois já faziam parte da estrutura de cana.

Leia a reportagem completa no link: https://goo.gl/eTFtzw

Fonte: Revista Canavieiros

Sementes valiosas

13/11/2018

Por: Marino Guerra


Na virada do século a cultura do amendoim nas regiões canavieiras parecia que ia acabar. O setor canavieiro iniciava sua última grande expansão e as moendas e difusores recém-instalados estavam ávidos, com fome tamanha que somente em se pensar em reforma de canavial com rotação de cultura já era tratada como uma grande heresia para muitos.

Imaginar em investir em uma lavoura tão delicada e carente de atenção como a do amendoim era uma verdadeira loucura, não tinha a menor lógica, o negócio era focar em cana.

O tempo foi passando e cada vez menos se ouvia falar da oleaginosa. A dificuldade de andar pela roça e encontrar algum produtor especializado, era tamanha. No máximo se cruzava com carroceiros que sem conhecimento algum se satisfaziam com safras pífias, quando o valor dava para pagar as contas, já era motivo de comemoração.

Diante desse caos, a Copercana, especialmente nas pessoas de seu presidente na época, Antonio Eduardo Tonielo, e do gerente da unidade de grãos, Augusto César Strini Paixão, enxergaram um interessante negócio naquela terra arrasada. Juntos, desenharam um plano audacioso de criar uma organização de produtores rurais capazes de entregar para a cooperativa a produção com a melhor qualidade possível. O objetivo era atingir os clientes e mercados mais exigentes do mundo e agregar valor à safra que a elevaria do patamar de ser apenas uma cultura de transição, para uma operação realmente remuneradora.

Através de infraestrutura e seleção de produtores, na safra 2008/09 aconteceu a primeira colheita do projeto. Lógico que como todo o começo muitas dificuldades apareceram, erros foram cometidos, mas com a persistência e foco em comum de todos, aquelas sementes que eram jogadas na terra manualmente, ao léu, sem tratamento ou procedência alguma, foram evoluindo e hoje germinam dando a segurança que formarão uma vigorosa linha fechada e entrelaçada, sendo o parâmetro para aquela que é a colheita mais valiosa da cultura atualmente no Brasil.

Amendoim no mesmo patamar da cana e do gado


Quem conhece a operação do produtor rural de Ibitiúva, Marcelo Ricardo Lucente, passa a ter certeza que pelo menos para ele, aquela noção de que o amendoim era uma operação secundária em relação ao cultivo da cana já morreu e isso por um motivo bastante racional: a sinergia de infraestrutura que as duas lavouras são capazes de ter.
Filho de produtor rural, Marcelo sempre esteve ligado à lida na roça, a qual desde garoto trabalhou na lavoura de cana e soja. Ele conta que lembra do pai cultivando o amendoim vermelho. Porém, na época o negócio não foi para frente.

Quando assumiu a liderança das operações, em decorrência do falecimento do seu progenitor, além dos canaviais, Lucente também passou a tocar uma operação de soja e gado, essa no Tocantins. O produtor conta que insistiram em cultivar o grão durante mais algumas safras, sempre em rotação de cultura, mas desanimaram e para não ficar com a terra em pousio, decidiram arrendar para produtores de amendoim.

Vendo como eles trabalhavam, foi tomando coragem e quando surgiu a oportunidade de entrar no Projeto Amendoim da Copercana, que na época já tinham cinco safras de vida, decidiram investir na cultura.

No primeiro ano foram plantados 70 hectares, a operação foi crescendo e se desenvolvendo tanto que para o plantio atual, a área foi 10 vezes maior, isso em apenas cinco safras.

Na opinião do produtor, o projeto dá muito certo porque a Copercana protege quem faz parte dele do mercado Spot, além de viabilizar condições para executar um manejo bem-feito. “Entramos com a terra e o trabalho, enquanto que a cooperativa com as sementes, insumos e a comercialização. Através dessa dinâmica sempre tivemos segurança para procurar crescer nossa plantação”.

A importância da cultura de verão para ele ocupa o mesmo patamar em relação aos outros negócios (cana, gado e prestação de serviço de maquinário). Para se ter noção a sua área com amendoim (700 hectares) está muito próxima de alcançar em tamanho a operação canavieira, que é de 1 mil ha.

E a união de energia é a palavra-chave para o sucesso, isso porque como uma cultura é sucessória a outra, parte do maquinário que já havia para cana (tratores, pulverizadores, entre outros) também é aproveitado para o amendoim, ampliando o rateio dos custos fixos que anteriormente era basicamente durante a safra canavieira, para todos os meses do ano.

Nesse ponto, o produtor acredita que tenha agregado valor em pelo menos 35% de seu maquinário, exemplo dessa sinergia são os transbordos utilizados tanto na colheita da cana como do amendoim. Outro caso ainda mais nítido é da frota de tratores, já que nenhuma das oito máquinas necessárias para a operação da oleaginosa precisou ser comprada, pois já faziam parte da estrutura de cana.

Leia a reportagem completa no link: https://goo.gl/eTFtzw