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Setor sucroenergético brasileiro alinhado com relatório do IPCC 10/10/2018

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Agronegócio

11/10/2018
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Intensificar o reflorestamento e o uso sustentável do solo para a fabricação de alimentos e energias renováveis são condições essenciais para conter o aumento da temperatura do planeta nas próximas décadas, conforme estabelecido no Acordo de Paris. Segundo um novo estudo divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da ONU, este esforço “sem precedentes” é o único caminho para que a Terra não esquente acima de 1,5ºC, o que agravaria ainda mais os problemas decorrentes do aquecimento global.

"Limitar o aquecimento a 1,5 ° C é possível dentro das leis da química e da física, mas isso exigiria mudanças sem precedentes", disse o pesquisador do IPCC, Jim Skea, um dos responsáveis pelo trabalho apresentado nesta segunda-feira (08/10).

Para o consultor de Emissões e Tecnologias da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, o relatório serve de alerta para muitos dos 195 países signatários do Acordo de Paris que ainda não estão promovendo ações de sustentabilidade no ritmo necessário para limitar as emissões de gases de efeito estufa. Por outro lado, o Brasil, ao menos no que se refere à produção de biocombustíveis, vem trilhando o caminho certo. Enquanto a matriz energética mundial tem aproximadamente 13% de participação de fontes alternativas, o País apresenta média bem superior, de 43%, graças, em parte, às energias produzidas a partir da cana.

“Muitas nações ainda têm forte dependência de fontes fósseis e pouca disponibilidade de matérias-primas renováveis. Este não é o caso brasileiro. Utilizando pouca terra, convertemos, anualmente, biomassa da cana em bilhões de litros deste biocombustível, capaz de reduzir em até 90% as emissões de gases CO2 se comparado à gasolina, além de gerar bioeletricidade, que em 2017 abasteceu o equivalente a mais de 11 milhões de residências ao mesmo tempo em que mitigou 6,3 milhões de toneladas de CO2. Isso tudo sem desmatar biomas sensíveis, como o Pantanal e a Amazônia”, afirma o especialista da UNICA.

Para avaliar os diferentes impactos climáticos oriundos de um aumento na temperatura do planeta, o relatório do IPCC teve como base mais de 6 mil estudos científicos produzidos por diferentes países. O documento servirá de base para a 24ª Conferência do Clima (COP24), na Polônia, em dezembro. Na ocasião, negociadores de diversos governos vão debater o progresso e os desafios para o cumprimento do Acordo de Paris.

Fonte: UNICA

Setor sucroenergético brasileiro alinhado com relatório do IPCC 10/10/2018

11/10/2018

Intensificar o reflorestamento e o uso sustentável do solo para a fabricação de alimentos e energias renováveis são condições essenciais para conter o aumento da temperatura do planeta nas próximas décadas, conforme estabelecido no Acordo de Paris. Segundo um novo estudo divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, em inglês) da ONU, este esforço “sem precedentes” é o único caminho para que a Terra não esquente acima de 1,5ºC, o que agravaria ainda mais os problemas decorrentes do aquecimento global.

"Limitar o aquecimento a 1,5 ° C é possível dentro das leis da química e da física, mas isso exigiria mudanças sem precedentes", disse o pesquisador do IPCC, Jim Skea, um dos responsáveis pelo trabalho apresentado nesta segunda-feira (08/10).

Para o consultor de Emissões e Tecnologias da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Alfred Szwarc, o relatório serve de alerta para muitos dos 195 países signatários do Acordo de Paris que ainda não estão promovendo ações de sustentabilidade no ritmo necessário para limitar as emissões de gases de efeito estufa. Por outro lado, o Brasil, ao menos no que se refere à produção de biocombustíveis, vem trilhando o caminho certo. Enquanto a matriz energética mundial tem aproximadamente 13% de participação de fontes alternativas, o País apresenta média bem superior, de 43%, graças, em parte, às energias produzidas a partir da cana.

“Muitas nações ainda têm forte dependência de fontes fósseis e pouca disponibilidade de matérias-primas renováveis. Este não é o caso brasileiro. Utilizando pouca terra, convertemos, anualmente, biomassa da cana em bilhões de litros deste biocombustível, capaz de reduzir em até 90% as emissões de gases CO2 se comparado à gasolina, além de gerar bioeletricidade, que em 2017 abasteceu o equivalente a mais de 11 milhões de residências ao mesmo tempo em que mitigou 6,3 milhões de toneladas de CO2. Isso tudo sem desmatar biomas sensíveis, como o Pantanal e a Amazônia”, afirma o especialista da UNICA.

Para avaliar os diferentes impactos climáticos oriundos de um aumento na temperatura do planeta, o relatório do IPCC teve como base mais de 6 mil estudos científicos produzidos por diferentes países. O documento servirá de base para a 24ª Conferência do Clima (COP24), na Polônia, em dezembro. Na ocasião, negociadores de diversos governos vão debater o progresso e os desafios para o cumprimento do Acordo de Paris.