http://https://www.fmcagricola.com.br/index.aspx
http://www.rgis.com.br
http://www.ideaonline.com.br/conteudo/12-grande-encontro-sobre-variedades-de-cana-de-acucar.html
http://site.orplana.com.br/pages/caminhos-da-cana-2017/
http://www.premiomulheresdoagro.com.br/

UNICA defende papel estratégico do etanol brasileiro para reduzir emissões de GEE no Japão

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Combustível

15/03/2018
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A revisão da política para a importação de etanol no Japão poderá impactar negativamente o desempenho ambiental do seu programa doméstico de biocombustíveis e a presença do etanol mais sustentável do mundo, o brasileiro, na matriz de transporte daquele país. Entre as propostas apresentadas ao Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI, na sigla em inglês) está a que altera a metodologia de cálculo da meta de descarbonização dos biocombustíveis em geral, que deverão emitir, em média, 55% menos gases de efeito estufa (GEEs) do que a gasolina.

Segundo o diretor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa, a medida, atualmente em Consulta Pública e prevista para vigorar partir de abril deste ano, nivela por baixo as vantagens ambientais dos diferentes tipos de etanol produzido ao redor do mundo. O executivo, juntamente com o presidente do Conselho da entidade, Pedro Mizutani, esteve em Tóquio, na primeira quinzena de março, para discutir o tema com o a embaixada brasileira e o governo daquele país, especialmente representantes do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI, na sigla em inglês).

Os encontros foram realizados por meio de uma parceria entre a UNICA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promover os produtos sucroenergético nacionais (açúcar, bioplástico e etanol) no mercado internacional.
 
“Sugerimos que o Japão reconsidere o conceito de redução “média” entre as diferentes matérias-primas em favor de uma metodologia que reconheça efetivamente a contribuição isolada de cada tipo de biocombustível, como no caso do etanol de cana, capaz de mitigar mais de 60% das emissões de GEE em relação à gasolina. No entanto, se o METI ainda suportar este conceito de média, sugerimos estabelecer 60% como a redução de GEE mínima aceitável. Se mantida a meta de 55%, espera-se que haja um aumento das emissões de GEE em, pelo menos, 100 mil toneladas ao ano”, explica o Eduardo Leão.

Com a definição da meta padrão de 55% englobando todos os tipos de etanol, sem fazer distinção, portanto, em relação à sustentabilidade dos produtos, ou seja, o quanto de emissões eles evitaram durante o seu ciclo de vida (da lavoura ao escapamento do carro), o biocombustível brasileiro poderá perder espaço no mercado nipônico.

Concorrência

O principal concorrente é o etanol norte-americano, feito de milho, que embora esteja momentaneamente mais barato do que o de cana, não possui a mesma eficácia ambiental – o balanço energético do renovável de cana é altamente positivo. São nove unidades de energia renovável para cada unidade de energia fóssil utilizada em sua produção, índice cerca de cinco vezes superior ao do biocombustível de milho.

“A sustentabilidade deve ser um compromisso de longo prazo. Preços são cíclicos e podem mudar de ano para ano. É importante enfatizar que o etanol de cana é o biocombustível com um dos menores custos de mitigação, devido a uma contínua evolução do seu sistema de produção”, afirma Eduardo.

Segundo o diretor da UNICA, o Brasil vem sendo o principal fornecedor de etanol para o Japão nos últimos anos, principalmente após a assinatura do Acordo de Paris, em 2015, quando os japoneses se comprometeram a cortar 26% das emissões domésticas de GEEs até 2030. “Temos sido um parceiro estratégico no alcance destes objetivos e estamos certos de que existe uma oportunidade para a política japonesa de biocombustíveis tornar-se ainda mais eficaz na redução das emissões globais de gases com efeito de estufa”, conclui.

Dados da UNICA indicam que o volume de etanol anualmente importado pelo Japão é da ordem de 2% a 3% da produção total do renovável no Brasil. Em 2017, o País exportou direta e indiretamente, via os Estados Unidos, mais de 800 milhões de litros do renovável ao Japão, o que gerou mais de US$ 500 milhões em receita aos produtores nacionais e divisas ao País.

Projeto UNICA e Apex-Brasil

A Apex-Brasil e a UNICA tornaram pública em fevereiro de 2008 uma estratégia para promover a imagem dos produttos sucrenergético no exterior, em especial do etanol  brasileiro como uma energia limpa e renovável. As duas entidades assinaram um convênio que prevê investimentos compartilhados. O projeto pretende influenciar o processo de construção de imagem do etanol brasileiro junto aos principais formadores de opinião mundial – governos e meios de comunicação, bem como empresas de trading, potenciais investidores e importadores, ONGs e consumidores.

Fonte: UNICA

UNICA defende papel estratégico do etanol brasileiro para reduzir emissões de GEE no Japão

15/03/2018

A revisão da política para a importação de etanol no Japão poderá impactar negativamente o desempenho ambiental do seu programa doméstico de biocombustíveis e a presença do etanol mais sustentável do mundo, o brasileiro, na matriz de transporte daquele país. Entre as propostas apresentadas ao Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (METI, na sigla em inglês) está a que altera a metodologia de cálculo da meta de descarbonização dos biocombustíveis em geral, que deverão emitir, em média, 55% menos gases de efeito estufa (GEEs) do que a gasolina.

Segundo o diretor da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Eduardo Leão de Sousa, a medida, atualmente em Consulta Pública e prevista para vigorar partir de abril deste ano, nivela por baixo as vantagens ambientais dos diferentes tipos de etanol produzido ao redor do mundo. O executivo, juntamente com o presidente do Conselho da entidade, Pedro Mizutani, esteve em Tóquio, na primeira quinzena de março, para discutir o tema com o a embaixada brasileira e o governo daquele país, especialmente representantes do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI, na sigla em inglês).

Os encontros foram realizados por meio de uma parceria entre a UNICA e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) para promover os produtos sucroenergético nacionais (açúcar, bioplástico e etanol) no mercado internacional.
 
“Sugerimos que o Japão reconsidere o conceito de redução “média” entre as diferentes matérias-primas em favor de uma metodologia que reconheça efetivamente a contribuição isolada de cada tipo de biocombustível, como no caso do etanol de cana, capaz de mitigar mais de 60% das emissões de GEE em relação à gasolina. No entanto, se o METI ainda suportar este conceito de média, sugerimos estabelecer 60% como a redução de GEE mínima aceitável. Se mantida a meta de 55%, espera-se que haja um aumento das emissões de GEE em, pelo menos, 100 mil toneladas ao ano”, explica o Eduardo Leão.

Com a definição da meta padrão de 55% englobando todos os tipos de etanol, sem fazer distinção, portanto, em relação à sustentabilidade dos produtos, ou seja, o quanto de emissões eles evitaram durante o seu ciclo de vida (da lavoura ao escapamento do carro), o biocombustível brasileiro poderá perder espaço no mercado nipônico.

Concorrência

O principal concorrente é o etanol norte-americano, feito de milho, que embora esteja momentaneamente mais barato do que o de cana, não possui a mesma eficácia ambiental – o balanço energético do renovável de cana é altamente positivo. São nove unidades de energia renovável para cada unidade de energia fóssil utilizada em sua produção, índice cerca de cinco vezes superior ao do biocombustível de milho.

“A sustentabilidade deve ser um compromisso de longo prazo. Preços são cíclicos e podem mudar de ano para ano. É importante enfatizar que o etanol de cana é o biocombustível com um dos menores custos de mitigação, devido a uma contínua evolução do seu sistema de produção”, afirma Eduardo.

Segundo o diretor da UNICA, o Brasil vem sendo o principal fornecedor de etanol para o Japão nos últimos anos, principalmente após a assinatura do Acordo de Paris, em 2015, quando os japoneses se comprometeram a cortar 26% das emissões domésticas de GEEs até 2030. “Temos sido um parceiro estratégico no alcance destes objetivos e estamos certos de que existe uma oportunidade para a política japonesa de biocombustíveis tornar-se ainda mais eficaz na redução das emissões globais de gases com efeito de estufa”, conclui.

Dados da UNICA indicam que o volume de etanol anualmente importado pelo Japão é da ordem de 2% a 3% da produção total do renovável no Brasil. Em 2017, o País exportou direta e indiretamente, via os Estados Unidos, mais de 800 milhões de litros do renovável ao Japão, o que gerou mais de US$ 500 milhões em receita aos produtores nacionais e divisas ao País.

Projeto UNICA e Apex-Brasil

A Apex-Brasil e a UNICA tornaram pública em fevereiro de 2008 uma estratégia para promover a imagem dos produttos sucrenergético no exterior, em especial do etanol  brasileiro como uma energia limpa e renovável. As duas entidades assinaram um convênio que prevê investimentos compartilhados. O projeto pretende influenciar o processo de construção de imagem do etanol brasileiro junto aos principais formadores de opinião mundial – governos e meios de comunicação, bem como empresas de trading, potenciais investidores e importadores, ONGs e consumidores.