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Viradouro foca em produtividade

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Notícias do Sistema

07/12/2017

Por: Marino Guerra

O tempo de estagnação da produtividade dos canaviais do Centro-Sul brasileiro parece que está vivendo os seus últimos momentos. Com o impeachment da presidente Dilma Rousseff; a tímida, porém real, retomada econômica e o desenvolvimento do campo no sentido de aprender a trabalhar com a colheita mecanizada, tendo em vista a bruta mudança (da queima para as máquinas), que fez todos adequarem as suas respectivas aeronaves em pleno voo; o céu está começando a ficar limpo, e a partir de agora, se Deus quiser, as pautas das reuniões técnicas da Canaoeste serão de assuntos que soam como música para os associados, como ganho de produtividade.

Em evento que aconteceu durante o mês de novembro em Viradouro, já deu para perceber um pouco desse clima, que ainda não é de empolgação, mas já dá para perceber um início de alívio em todos, onde os mais de 80 fornecedores associados que estiveram presentes puderam assistir à apresentação do gerente de Produção Agrícola da Usina Cerradão, prof. universitário e consultor, Michel Fernandes, que falou sobre o manejo de pragas e doenças e os benefícios do programa AgCelence para o aumento de TCH (Tonelada de Cana por Hectare).

A Usina Cerradão, localizada em Frutal-MG, mói hoje cerca de 3 milhões de toneladas de cana, sendo que 1/3 vem de fornecedores. A produtividade média sofreu um crescimento exponencial nas últimas safras, saindo de uma realidade de 75 para 90 toneladas por hectare.

Dentre os principais fungos enfrentados na região, estão a ferrugem alaranjada (que chegou a dizimar a variedade SP 81 8250, que era muito produtiva, das terras deles) e o colletotrichum (causador da podridão vermelha), onde no período de seca chegou a matar cana planta da usina.

A praga que deu mais trabalho para a equipe do palestrante foi a broca, para a qual foi adotada uma política de tolerância zero, ou seja, em 2014 eles tinham uma infestação de 8%, iniciaram um programa de aplicação de inseticida no momento que identificassem a broca, com isso o índice caiu para 3% em um ano.

A partir daí eles passaram a fazer a aplicação de toda a área quando encontrava apenas um elemento em cana planta, primeiro e segundo cortes. Com isso a população está perfeitamente controlada hoje.

Com a cigarrinha o problema ainda era pior, segundo cálculos do gerente. No pico da infestação eles acreditam ter perdido cerca de 45 toneladas por hectare de cana, isso porque boa parte do canavial vem de áreas de pastagem, que beneficia a proliferação da praga. Para vencer a guerra, eles armaram dois ataques simultâneos com inseticidas e depois entraram com o controlo biológico, e deu certo.

No caso do Sphenophorus a tática de combate foi baseada mais no manejo, onde na reforma do canavial eles fizeram o corte da soqueira e acrescentaram o agroquímico, depois fizeram rotação de cultura com soja e amendoim e tiveram paciência para deixar o solo cerca de 3 meses parado antes de plantar a cana.
Com isso reduziram significativamente a incidência da praga.

As dicas dadas para o combate de doenças e pragas foram de muita importância, porém a grande estrela da noite foi o seu relato sobre o programa AgCelence, da Basf, que ele desenvolveu em conjunto com a multinacional na Cerradão.
O programa consiste na tese de que com a aplicação de fungicida (no caso o Opera) de maneira preventiva dará ganho de produtividade, pois o produto fará com que a folha fique mais verde, assim terá mais capacidade de fazer fotossíntese e, consequentemente força para enfrentar ataques em períodos que naturalmente estará mais fraca, que são os de seca.

Segundo Michel, em sua área de atuação, a empresa que trabalha e mais 6 unidades industriais formaram um pool para realizar a compra coletiva do produto, isso devido ao estrondoso sucesso prático que a prática fez. Ainda o agrônomo alerta que é necessário fazer duas aplicações, sendo a primeira em dezembro e a segunda 30 dias depois, e também alerta que para a eficiência da prática realmente aparecer, é preciso aplicar enquanto a cana ainda não tenha fechado no céu.

Em Viradouro as notícias da produtividade de tal prática já foram constatadas, tanto que a Virálcool deverá fazer uso dela.

A recomendação dada aos fornecedores, pela gerente do Departamento Técnico da Canaoeste, Alessandra Durigan, é de que façam um teste antes de comprar o produto para 100% da área. Ela também alerta os produtores menores a planejarem bem antes de tomar uma decisão, isso porque talvez o ganho de produtividade de um canavial que esteja próximo dos últimos cortes, ou ainda a inviabilidade de aplicação durante o melhor período, devido à programação de sua colheita, são variáveis importantes antes de se fazer qualquer investimento.
 

Fonte: Revista Canavieiros

Viradouro foca em produtividade

07/12/2017

Por: Marino Guerra

O tempo de estagnação da produtividade dos canaviais do Centro-Sul brasileiro parece que está vivendo os seus últimos momentos. Com o impeachment da presidente Dilma Rousseff; a tímida, porém real, retomada econômica e o desenvolvimento do campo no sentido de aprender a trabalhar com a colheita mecanizada, tendo em vista a bruta mudança (da queima para as máquinas), que fez todos adequarem as suas respectivas aeronaves em pleno voo; o céu está começando a ficar limpo, e a partir de agora, se Deus quiser, as pautas das reuniões técnicas da Canaoeste serão de assuntos que soam como música para os associados, como ganho de produtividade.

Em evento que aconteceu durante o mês de novembro em Viradouro, já deu para perceber um pouco desse clima, que ainda não é de empolgação, mas já dá para perceber um início de alívio em todos, onde os mais de 80 fornecedores associados que estiveram presentes puderam assistir à apresentação do gerente de Produção Agrícola da Usina Cerradão, prof. universitário e consultor, Michel Fernandes, que falou sobre o manejo de pragas e doenças e os benefícios do programa AgCelence para o aumento de TCH (Tonelada de Cana por Hectare).

A Usina Cerradão, localizada em Frutal-MG, mói hoje cerca de 3 milhões de toneladas de cana, sendo que 1/3 vem de fornecedores. A produtividade média sofreu um crescimento exponencial nas últimas safras, saindo de uma realidade de 75 para 90 toneladas por hectare.

Dentre os principais fungos enfrentados na região, estão a ferrugem alaranjada (que chegou a dizimar a variedade SP 81 8250, que era muito produtiva, das terras deles) e o colletotrichum (causador da podridão vermelha), onde no período de seca chegou a matar cana planta da usina.

A praga que deu mais trabalho para a equipe do palestrante foi a broca, para a qual foi adotada uma política de tolerância zero, ou seja, em 2014 eles tinham uma infestação de 8%, iniciaram um programa de aplicação de inseticida no momento que identificassem a broca, com isso o índice caiu para 3% em um ano.

A partir daí eles passaram a fazer a aplicação de toda a área quando encontrava apenas um elemento em cana planta, primeiro e segundo cortes. Com isso a população está perfeitamente controlada hoje.

Com a cigarrinha o problema ainda era pior, segundo cálculos do gerente. No pico da infestação eles acreditam ter perdido cerca de 45 toneladas por hectare de cana, isso porque boa parte do canavial vem de áreas de pastagem, que beneficia a proliferação da praga. Para vencer a guerra, eles armaram dois ataques simultâneos com inseticidas e depois entraram com o controlo biológico, e deu certo.

No caso do Sphenophorus a tática de combate foi baseada mais no manejo, onde na reforma do canavial eles fizeram o corte da soqueira e acrescentaram o agroquímico, depois fizeram rotação de cultura com soja e amendoim e tiveram paciência para deixar o solo cerca de 3 meses parado antes de plantar a cana.
Com isso reduziram significativamente a incidência da praga.

As dicas dadas para o combate de doenças e pragas foram de muita importância, porém a grande estrela da noite foi o seu relato sobre o programa AgCelence, da Basf, que ele desenvolveu em conjunto com a multinacional na Cerradão.
O programa consiste na tese de que com a aplicação de fungicida (no caso o Opera) de maneira preventiva dará ganho de produtividade, pois o produto fará com que a folha fique mais verde, assim terá mais capacidade de fazer fotossíntese e, consequentemente força para enfrentar ataques em períodos que naturalmente estará mais fraca, que são os de seca.

Segundo Michel, em sua área de atuação, a empresa que trabalha e mais 6 unidades industriais formaram um pool para realizar a compra coletiva do produto, isso devido ao estrondoso sucesso prático que a prática fez. Ainda o agrônomo alerta que é necessário fazer duas aplicações, sendo a primeira em dezembro e a segunda 30 dias depois, e também alerta que para a eficiência da prática realmente aparecer, é preciso aplicar enquanto a cana ainda não tenha fechado no céu.

Em Viradouro as notícias da produtividade de tal prática já foram constatadas, tanto que a Virálcool deverá fazer uso dela.

A recomendação dada aos fornecedores, pela gerente do Departamento Técnico da Canaoeste, Alessandra Durigan, é de que façam um teste antes de comprar o produto para 100% da área. Ela também alerta os produtores menores a planejarem bem antes de tomar uma decisão, isso porque talvez o ganho de produtividade de um canavial que esteja próximo dos últimos cortes, ou ainda a inviabilidade de aplicação durante o melhor período, devido à programação de sua colheita, são variáveis importantes antes de se fazer qualquer investimento.